quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

As intermitências da morte

Ganhei um dos últimos livros do Saramago - As intermitências da morte.
Nem preciso dizer o quanto é fantástico. Saramago raramente erra nos temas escolhidos, mas este em especial é deveras interessante. A morte passa a personagem principal da trama quando resolve entrar em greve. Isto mesmo: niguém morre mais. É chegada a hora da tão esperada eternidade. O que niguém contava com isso era o batalhão de problemas que junto dela se acarretavam. Em pouco tempo não haveria espaço para os moribundos nos hospitais, para os velhos dos asilos, e as funerárias e agências de seguros de vida chegariam à falência. Sem contar que a morte passava de problema filosófico à político. Isso quando então o cardeal traz à tona o maior problema de todos: a Igreja Católica sucumbiria com a falta de morte, já que sem morte não há ressurreição.
E por ai vai. Um novo fôlego para um ano que se inicia. Aproveitando que no enredo do romance, é também na virada do 31 de dezembro que a morte decide tirar umas férias para nunca mais voltar.

domingo, 2 de dezembro de 2007

De doer

Piaf. (La môme)*. Olivier Dahan, França, 2007.
Essa será, talvez, uma das mais belas bigrafias retratadas pelo cinema em todos os tempos. E talvez - apenas talvez - eu esteja erada, mas foi esta a sensação que tive ao sair do cinema hoje após a sessão de Piaf - um hino ao amor (título em português, terrível por sinal).
Edith Piaf foi - e agora com muita certeza - a melhor intérprete da música francesa que o mundo pôde prestigiar.
Assim como na maioria das biografias cinematográficas a vida da personagem é destrinchada ao ponto de levar o público às lágrimas e não só pela forma que é contada a história mas pelo teor trágico da vida em questão. E não me venham falar em melodrama, pois está longe de o ser.
Por várias vezes enquanto o assistia me lembrei de outro filme biográfico tão desgraçado (sentido literal de infelicidade) quanto este, que é o Frida , e fiquei a pensar quão presentes são a dor e o sofrimento na vida de algumas pessoas e o tanto que isso as influenciam na expressão artística, no primeiro caso a música e no segundo a pintura.
Eis algo no que pensar. Nunca deixei de acreditar que a dor nos impele à mudanças muitas vezes drásticas ( e nem sempre trágicas).
Taí a dica de dois filmes para pensar, chorar e se encantar.
* La môme significa ao pé da letra "criança", mas o termo se refere à "pequena" e piaf à "pardal".

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

filmes, filmes

O passado. (El passado), Hector Babenco. Argentina, 2007.
Rímini é um jovem belo e talentoso, que ao o final de um casamento de anos se depara com o passado a cada passo que dá em rumo a uma nova vida - leia-se novas mulheres. Um filme fora dos padrões , não de narrativa ou de roteiro, mas da própria forma de se encarar a vida. Trágico feito um tango argentino.



A Massai Branca. (Dei weisse massai) , Hermine Huntgeburth, 2005.

Baseado em fatos verídicos, conta a história da sueca Carola, que abandona sua vida européia para acompanhar de perto a vida dos guerreiros massais, inclusive casando-se com um deles, Lemalian. No deserto africano descobre uma nova forma de viver e em que isso implicaria para o resto de sua vida. Não é nem preciso dizer que que no fim tudo dá errado. Coisas que nenhum tipo de antropologia poderia explicar ( ou que qualquer mané pode entender). É a vida.
De qualquer forma vale ser visto ao mínimo pela bela fotografia.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Misterio

Estranhamente alguns atalhos de blogs queridos sumiram do canto direito da página.
Quem pode entender os mistérios internáuticos que nos rondam?

ps: outro mistério insolúvel é o dos vídeos que jamais consigo postar aqui.

(emotion de espanto)

Desconstruindo flávia

Já estive em fases "Lolita", assim como outras mais para "Hair" e ainda tantas "Odisséia".
Mas agora me encontro num momento totalmente "Desconstruindo Harry".
E quem disse que a arte imita a vida?

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Paris, je t´aime

É quase uma redundância falar que um filme sobre Paris é sensível, delicado e irresistivelmente amoroso. Mas como não o dizer? O sentimento é um só: prazer à flor da pele!
É disso que trata Paris, eu te amo. Vários diretores resumiram da melhor forma possivel em 18 curta-metragens o que Paris representa em cada visão. E em cada visão uma nova forma de olhar se abre, um toque não descoberto, um detalhe que antes passava desapercebido e agora se torna um todo representativo, pessoas, sentimentos, todos decupados num mesmo ambiente: Paris!
Cidade de todos os amantes, mesmo aqueles que já deixaram de amar; de todas nacionalidades, de todos os tipos de sentimentos, da miscelânia que este século representa; o próprio século do cinema resumido em uma única película. De tudo um pouco pôde-se perceber: o automatismo hollywoodiano, a beleza e delicadeza da lente européia, a loucura que o novo oriente se propõe e desperta.
Tudo se destaca. Tudo em especial. o filme deve ser visto como um todo apesar de cada parte aparentar tanta independência. Destaque para a música de Camille ao fundo do episódio “Porte de Choisy”, de Christopher Doyle.
O amor se apresenta em todas suas facetas, seja na pele de uma mãe em luto, de um vampiro sedento (à la Sin Citty), do amor pela liberdade, pela solidão em meio à multidão, por aquele amor recém descoberto (que nem se sabia mais que amava) ou aquela paixão arrebatadora. Enfin, vive la amour!

Eis as dezoito historietas:
Bruno Podalydès (episódio "Montmartre")
Gurinder Chadha (episódio "Quais de Seine")
Gus Van Sant (episódio "Le Marais")
Ethan Coen (episódio "Tuileries")
Walter Salles (episódio "Loin du 16ème")
Christopher Doyle (episódio "Porte de Choisy")
Isabel Coixet (episódio "Bastille")
Nobuhiro Suwa (episódio "Place des Victoires")
Sylvain Chomet (episódio "Tour Eiffel")
Alfonso Cuarón (episódio "Parc Monceau")
Olivier Assayas (episódio "Quartier des Enfants Rouges")
Oliver Schmitz (episódio "Place des Fêtes")
Richard LaGravenese (episódio "Pigalle")
Vincenzo Natali (episódio "Quatier de la Madeleine")
Wes Craven (episódio "Père-Lachaise")
Tom Tykwer (episódio "Faubourg Saint-Denis")
Gérard Depardieu e Frédéric Auburtin (episódio "Quatier Latin")
Alexander Payne (episódio "14ème Arrondissement")



Quais de Seine, de Gurinder Chadhacom Leïla Bekhti e Cyril Descours
Tuileries de Joel e Ethan Coencom Julie Bataille, Steve Buscemi, Axel Kiener e Frankie Pain


Le Marais de Gus Van Santcom Marianne Faithfull, Elias McConnell e Gaspard Ulliel
Tour Eiffel de Sylvain Chometcom Yolande Moreau e Paul Putner

Père-Lachaise, de Wes Cravencom Emily Mortimer, Rufus Sewell e Alexander Payne
Place des Victoires de Nobuhiro Suwacom Juliette Binoche, Martin Combes, Willem Dafoe e Hippolyte Girardot

Quartier Latin, de Gérard Depardieu e Frédéric Auburtincom Gena Rowlands, Ben Gazzara e Gérard Depardieu

Parc Monceau, de Alfonso Cuaroncom Nick Nolte, Ludivine Sagnier e Sara Martins

Quartier des Enfants Rouges, de Olivier Assayascom Maggie Gyllenhaal, Lionel Dray e Joana Preiss
Pigalle, de Richard LaGravenesecom Fanny Ardant e Bob Hoskins


Quartier de la Madeleine, de Vincenzo Natalicom Elijah Wood, Olga Kurylenko e Wes Craven

Place des Fêtes, de Oliver Schmitzcom Seydou Boro e Aïssa Maïga
Faubourg Saint-Denis, de Tom Tykwercom Natalie Portman e Melchior Beslon

Loin du 16ème, de Walter Salles e Daniela Thomascom Catalina Sandino Moreno

14ème arrondissement de Alexander Paynecom Margo Martindale

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Mostra

31 ° Mostra Internacional de Cinema

Em São Paulo. Lógico.

Começa amanhã e vai até dia 1°.

Trés bien!


segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Brasil: o país do cinema (take 1)

O Brasil está voltando a ser referência no cinema mundial. Ok, nada comparado à época de Glauber - e talvez nunca mais retorne a isto, mesmo porquê como Glauber nunca mis haverá e isto é fato. Mas de tempos em tempos aparece alguém tentando fazer algo de bom na sétima arte.
Semana passada pude comprovar um pouco disso num pacote duplamente bom: comédia e tragédia.

Começando por O homem que desafiou o Diabo , de Moacyr Góes.






Depois de "O Auto da Compadecida" todos os filmes baseados na vida nordestina parecem iguais. Ledo engano. O fato é que o retrato da vida severina é este mesmo - ou se fala em paródia ou se documenta de fato. E como comédia é sempre mais rentável eis o filme! Mas o que se destaca neste em especial é a participação de Helder Vasconcelos , ninguém menos que o vocalista e percussionista do grupo Mestre Ambrósio, referência da boa música do Recife. Helder contracena na pele do Diabo à altura de qualquer outro ator em cena. O filme é leve e divertido como um cordel. Eita coisa boa da gota serena!



Continuando a saga não poderia deixar de ver Tropa de elite - o filme mais comentado do ano, por enquanto. E sem dúvidas leva o merecimento de tal.


O diretor atirou para todos os lados e acertou. Ninguém saiu ileso do julgamento: polícia, político, traficante, fogueteiro, pobre, classe média, universitário, repórter, ong, enfim, todos são culpados até que se provem o contrário. Bem estruturado, o filme é uma narrativa sem idas e vindas. O desenrolar da história caminha junto aos acontecimentos e não há escapatória. A história só prova o que todos já deveriam saber: não há saída.

domingo, 7 de outubro de 2007

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Blindness

"Se pode olhar, veja. Se pode ver, repara"
Essa frase foi retirada do livro "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago.
Quando o li, há mais de 5 anos - bem mais - fiquei estarrecida.
O fiz em poucos dias, mal esperava poder chegar em casa à noite para continuar a história que cada vez mais e mais me prendia e fazia crescer a ânsia do final.
Como algumas linhas (muito bem traçadas) podiam mexer tanto com meu ser?
E enquanto lia, tudo aquilo se transformava em imagem, cenário e personagens na minha cabeça.
E pensava comigo: um dia quero filmar tudo isso e será lindo.
Claro, nada aconteceu, não filmei. Fui estudar história por 5 anos e lá ficou guardado o desejo de ver um dia na big screen a história mais sensível de todas que já tivera notícia.
Mas enfim é chegada a hora.
Fernando Meirelles está a filmar Blindness, adpatação do texto de Saramago para o cinema. E não é qualquer cinema, estamos falando do diretor de Cidade de Deus e O Jardineiro Fiel.
No elenco Julianne Moore, Gael Garcia Bernal, Mark Rufallo, Sandra Oh e Danny Glover.
E claro, um cachorro bem grande para interpretar o Cão das lágrimas, meu personagem favorito.
Para mim é o filme mais esperado do ano (que vem).
No título está o link para o Diário de Blindness. Meirelles é além de tudo um ótimo escritor.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Mad


Madeleine Peyroux
Depois da apresentação no Festival de Música de Ouro Preto é a vez de Sampa, Via Funchal.
E eu por aqui fico chupando o dedo.

sábado, 15 de setembro de 2007

Tietagem


Ontem pudemos presenciar um show muito peculiar, pelo menos pra Bauru.
Cesar Camargo Mariano.
Nem preciso dizer o tamanho da qualidade dessa noite, né? O cara deu conta sozinho de quase 2 horas de show. Ele , o piano e uma platéia estarrecida.
Sesc, lógico.
E nosa tietagem aí estampada.

terça-feira, 11 de setembro de 2007



Rosencrantz e Guildenstern estão mortos . Tom Stoppard. 1990.

Este filme é um achado. Quando o assisti pela primeira vez, por volta dos 17 anos, nunca mais me esqueci. E também nunca mais o encontrei pelas prateleiras das locadoras. Isso até domingo. Agora é pra sempre. Um achado.
A história é hilária - pra não dizer dramática, afinal trata-se de Hamlet. Rosencrantz e Guildentern são personagens menores da história de Shakespeare, mas não neste filme. O diretor Tom Stoppard satiriza e dá mais vida à tediante tragédia inglesa ao verbalizar a genialidade dos personagens. E não é para menos, já que o mesmo também fez o roteiro de Brazil, de Terry Gilliam.
Enfim, só assistindo pra saber do que falo.
Ah, destaque para o jogo de tênis com palavras.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Boas novas (não tão nova assim)


Ridley Scott está lançando a última versão de Blade Runner - The final Cut.
E eu acho isso o máximo. Blade Runner é show.
Provavelmente seja o único filme com Harrison Ford que eu realmente goste.
E quantas vezes for lançando tantas vezes eu aplaudirei.
Vida longa a Blade Runner!


Para saber na íntegra clique no título.


de lascar

Estou de molho em casa numa gripe ferrada.
Isso em quase véspera de feriado é de lascar.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Cine Trash




Fome Animal. Dead Alive (ou Braindead). 1992. Peter Jackson, Nova Zelândia.

Quer saber o resultado da junção de um filme de terror B (ok, isso foi um pleonasmo), mais de 5 galões de sangue falso despejados por segundo, um enredo absurdo e nitidamente hilário, canastrice teatral, uma tentativa (não tão perdida) de animação computadorizada e um cenário exótico como a Nova Zelândia? Eis o resultado. Fome Animal é um clássico do Cine Trash não convencional, só para fãs. Não há nada que tenha me desagradado nessa película, já que a proposta é exatamente esta: causar náusea e riso ao mesmo tempo. E quem diria, Peter Jackson...?!

Pra não dizer que não avisei: só para estômagos fortes. Em alguns países os ingressos de cinema foram vendidos juntamente com sacos para vômito.

sábado, 25 de agosto de 2007


Mais estranho que a ficção. Marc Foster. 2007.
O fiscal de imposto de renda Harold Crick tem a vida virada do avesso ao começar ouvir uma estranha voz feminina que narra cada movimento seu.
A temática deste filme é inusitada e deliciosa, colocando o ser humano como não só mais um protagonista de uma historiazinha, mas sim da história da vida. O diretor Marc Foster superou filmes anteriores, como A última ceia (do qual não entendo o porquê de tanto alarde) , Em busca da Terra do Nunca e Stay. Na verdade este filme agrada àqueles fãs de Quero ser John Malkovich, Brilho eterno de uma mente sem lembranças e Magnólia (meu preferido) - este último apenas pela particularidade do entrelaçamento de personagens e de histórias. Na verdade é tudo muito bem amarrado durante a trama e quanto ao enredo, nem se fale. Salvou minha tarde de sábado.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

e tem mais música


E não parou por aí .
O final de semana ainda revelou algo inesperado: o show com Hamilton de Holanda e Yamandú Costa. A junção perfeita de bandolim e violão, algo indescretível.
Os dois músicos, sem atenção maior para um ou outro, são virtuoses de seus instrumentos. Agilidade, destreza e intimidade. É isso que rola num palco quando estes dois estão unidos.
Eu garanto.

Show!



Foi demais.
Sem palavras.
Ou melhor, muitas palavras pra descrever o que rolou no Teatro Municipal com a Banda Antiquário: música high quality , primeira classe, avant garde, sensibilidade à flor da pele, comprometimento com a beleza...
Parabéns a todos.

sábado, 11 de agosto de 2007

Jazz


Show Jazz à Brasileira
Banda Antiquário
Teatro Munipal de Bauru
Dias 15 e 16 Agosto
21 hs
Ingressos : R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia)
Participação: Banda Sindicato do Jazz
Telefone para contato:(14) 3011-4428 / 3235-1072




sábado, 4 de agosto de 2007

Norah Jones


Do álbum "Not too late" , o vídeo da música Sinkin' Soon, divertidíssima. Percebam a influência de Tom Waits no deboche do trumpete...

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Mais um dos bons


Michelangelo Antonioni:
29 de setembro de 1912 - 30 de julho de 2007

Mais um dos bons que se foi. E no mesmo dia de Bergman.
Isso me faz pensar em quem será o próximo e me faz lembrar que em pouco tempo não sobrará ninguém. Dos bons.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Bergman

Ingmar Bergman:
14 de julho de 1918 - 30 de julho de 2007.


Seria redundante e pareceria lugar comum dizer que hoje o cinema perdeu um grande homem.
Digamos que o mundo ficou um pouco menos melancólico.
E isso não é tão bom quanto parece...

quinta-feira, 26 de julho de 2007

O homem provisório

Foi só reclamar que apareceu coisa boa por aqui.
Anteontem presenciei teatro de primeira aqui no Sesc. Coisa que não acontecia há um bom tempo. Ali´s, coisa rara.
Cacá Carvalho dirigiu a peça O homem provisório. Texto baseado em Guimarães Rosa, Grande sertão; veredas, não deixou a desejar. O cenário era impecável, todo dividido em grandes cortinas trasnlúcidas estampadas com a caatinga nordestina.
As iluminação sempre muito bem representada ajudava a situar a localidade e dar aquele ar agreste ao palco.
A interpretação - diria mais interjeição - dos atores é memorável. Diadorim e Riobaldo.
Máscaras perfeitamente confeccionadas se confudiam às cabeças dos atores, ora parecendo atuar tão bem quanto os mesmos.
O grupo permaneceu 1 mês no sertão do Cariri fazendo - eu diria na linguagem de historiador - trabalho de campo. E valeu a pena, sem dúvida.

domingo, 22 de julho de 2007

Baú da memória, parte II - musicais da minha vida

Bob Fosse. Dirigiu, coreografou, cantou e atuou. Um artista completo. Só uma pequena mostra de sua obra:


Cabaret. 1972.
Não há muito o que falar. Na verdade é desnecessário dizer. Só assistindo para saber. Enfim, Bob Fosse e Lisa Minnelli...sem comentários.




The little prince. O pequeno príncipe. 1974.
O clássico livro (não tão) infantil ganhou versão musicada nas mãos de Fosse. Há quem não goste. Mas sou particularmente suspeita para falar, já que este foi meu livro de cabeceira quando criança e sou aficcionada por musicais.





All that jazz. 1979.

Bob Fosse é um gênio da coreografia. Pra quem curte dança, é um prato cheio e saboroso. Além de tudo a trilha sonora é fantástica. Aconselhadíssimo. (Meu preferido dentre os três).

sábado, 21 de julho de 2007

carência

Ultimamente o negócio tá pegando por aqui.
Tô carente de bons filmes. Adoro ir ao cinema e pela falta de conteúdo tudo que vejo são grandes blockbusters. Lamentável.
Teatro é outra coisa que aqui em Bauru não vinga. Há tempos - muito mesmo - não assisti algo de qualidade.
Bons shows também não tem rolado.
O que acontece nessa cidade?

terça-feira, 10 de julho de 2007

Trio Curupira

Música realmente de qualidade está cada vez pior de se encontrar por aí. Poucas são as chances de ver um bom show hoje em dia - pelo menos aqui em Bauru. Ontem houve uma excessão. Logo aqui perto, no Festival de Inverno de Jaú (40 km daqui) tive, vi e ouvi uma oportunidade de ouro: Trio Curupira. O nome inspirado no ente folclórico é uma analogia. Assim como o curupira salva a floresta da destruição do homem o Trio se propõe a salvar a identidade nacional da boa música. E digo sem pestanejar : os caras arrasam! Foram quase 2 horas de êxtase instrumental- musical.
Pra quem nunca ouviu falar vale a pena procurar saber.
Logo postarei um pequeno trecho do que consegui gravar do espetáculo.
Sim, espetáculo.

sábado, 7 de julho de 2007

Para hoje

Nem curto muito Oswaldo Montenegro, na verdade curto nada na música dele, com excessão de suas letras, sempre muito boas. O cara deveria ser poeta em vez de músico. Mas enfim. Taí uma letra que explica bem o que ando sentindo ultimamente.

A lista

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você já desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você


E ai, já fez sua lista?

sábado, 30 de junho de 2007

No baú da memória, parte I : comédia (ou coisa que o valha)

Dia desses revirando minha videoteca encontrei algumas pérolas do cinema não convencional. Me fez lembrar de uma época muito boa na vida (pelo menos no tratante a cinema). Aproveitem a dica. Mas quem quiser emprestado vai ter que tirar o videocassete do armário.

Eles matam nós limpamos. (Curdled). Reb Braddock. USA. 1996.

Humor negro americano de primeira (sim, isso era possível nos anos 90!). Nem todo emprego é o que parece ser...



Beautiful People. Jasmin Dizdar. Europa oriental. 1999.


As diferenças estão em voga: étnica, racial, enfim...quer entender mais sobre o conflito servio- croata - bósnio - etc? Divertido e verdadeiro ao extremo.




Luna Papa. Bakhtyar Khudojnazarov. Tadjquistão. 1999.


Lírico, fantástico, ótimo pra levantar o ânimo. Diferente de tudo que você já viu.


quarta-feira, 27 de junho de 2007

Tô tentando postar alguns vídeos aqui faz dias.
Até tenho registro no youtube e tal , mas não tá rolando.
Alguém sabe como mexer nessa piçiroca?

quinta-feira, 21 de junho de 2007

R$ 15,00

Foi ontem o tão (pouco) esperado show do Caetano e como eu esperava não surpreendeu em nada. O cara já foi o tal, mas hoje em dia , por mim, viveria do passado. Coisa triste, não? Pois é . o cara fez um disco novo baseado no rock - no problem - mas o que aconteceu como compositor dentro dele? Morreu, com certeza surdo pelas coisas que eram pronunciadas pelas letras das músicas. Uma lástima. Mas para minha felicidade, depois de mais de 2 horas em pé e espremida entre 2 mil pessoas o bis foi recheado daquelas velhas e boas canções, como Cajuína, You don´t know me e coisas do tipo. O meu comentário foi o seguinte: valeu os R$ 15,00 gastos e nada além.
Agora, se fosse o Chico, a história seria outra...

segunda-feira, 18 de junho de 2007

O ócio (des)criativo

Como disse, o tempo anda escasso.
O que me resta é um final de dia sendo dividido entre família, namorado, leitura, cinema e sono e obviamente apenas um destes ítens é beneficiado enquanto todo o resto padece. Mas a vida é assim mesmo. Quando menos se espera você se encontra tendo de passar 8 horas por dia com pessoas totalmente desconhecidas, fazendo algo que pouco te apetece e deixando pra trás aquela vida ociosa que tanto prezava. E eu adoro o ócio. Anyway, minha sorte é que pelo menos meus colegas de trabalho são divertidos e assim a gente vai levando , como diria Chico Buarque.
Agora descobri pra que serve o domingo. Mas continuo a acha-lo um dia muito chato.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

nada

Nada a declarar.
Só esperando ansiosamente pelo fim de semana (como nunca na vida) e por um show do Caetano na semana que vem.
E pela volta do frio.
E por bons filmes no cinema.
O resto é resto.

sempre

é
só eu sei
quanto amor
eu guardei
sem saber
que era só
pra você

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Blue Man Group


Esse trio é simplesmente fora do cabo, fora da órbita, fora da realidade uma loucura que virá apresentará 5 shows em São Paulo a Partir do dia 22 deste mês. Uma mistura de pop art, video art, rock´n´roll, batucada, enfim, só vendo pra sacar quel é.
A proposta dos caras é revolucionar, quebrar barreiras, unir as artes em orno do bom gosto de um show possivelmente inesquecível.
Ao que tudo indica a primeira menção feita ao Blue Man Group foi em quando em 1857 o pintor Jean-Françoise Millet resolveu pintá-los discretamente no canto de um de seus quadros bucólicos. A partir dai a referência se estendeu aos demais artistas, chegando até Van Gogh, Toulousse-Lautrec, Dali, Pollock entre outros. Uma loucura geral.
Pra entender mesmo só assistindo.
O título está linkado ao site.
Enjoy.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

frenética

Minha vida ultimamente anda num ritmo frenético.
E isso é bom.
Pleo menos por enquanto.
Me sinto viva. Bem viva.
viva...

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Filmes (até que enfim)

Factotum. Bent Hamer. 2005
Biografia do escritor beatnik C. Bukowiski. Sinceramente não é um filme muito interessante, mas quebra um galho para aqueles que não conhecem o autor. Mas ainda assim não passa nem perto de explicar sua obra e não é nem um décimo de suas histórias. aliás, quem é esse diretor?


The wind that shakes the barley - Ventos da Liberdade. Ken Loach. 2006
Ken Loach é conhecido por seus filmes políticos e denunciativos. Na maioria das vezes ele acerta. Na maioria não quer dizer todos. Este filme peca não pela história mas sim pela forma como ela é contada. O nascimento do IRA é uma argumento e tanto para um filme que deveria ser - e é - pra lá de sangento. Mas isso se resumiria bem em menos de 2 horas. O filme se arrasta e compromete o conteúdo. Enfim, só para admiradores.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Virada Cultural

E nesta correria toda da novidade nem consegui acompanhar como deveria a Virada Cultural que aconteceu neste fim de semana. Apesar de não passar nem perto da verdadeira Virada Paulista, aqui em Bauru as opções eram muitas, pra todos os tipos. A única que consegui ver foi a apresentação do grupo XPTO com Lorca. Confesso que há anos já tinha visto este mesmo grupo e o achava bom. Mas este espetáculo apesar de diferente dos demais - por se tratar de um musical, com banda ao vivo e peripécias dos atores com o público - não me agradou tanto. A poesia de Lorca ficou espassada entre uma música e outra e não houve sincronicidade entre elas. Mas enfim, um espetáculo que no mínimo encheu os ouvidos (destaque para o trumpetista).

José


Novidades.
É engraçado como as coisas acontem como numa reação em cadeia. Minha vida era uma pasmaceria até a pouco e num único dia recebi a oferta de 2 empregos. Fiz minha opção quebra-galho enquanto espero por outra resposta.
Agora sou uma empregada da burocracia, mexo com papéis o dia todo numa sala cheia de arquivos, de nomes, de letras, de pessoas que talvez eu nunca vá conhecer na vida. Até que é divertido.
Tudo isso me fez lembrar da história de Todos os nomes , de José Saramago. Um tal José se perde entre os arquivos da Conservatória Geral do Registro Civil. Apenas um Fio de Ariadne o prende à realidade de fora deste labirinto de nomes. E ainda assim seu nome é o único que aparece durante a história toda.
Será que serei José algum dia?

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Cannes, ah, Cannes!

Começou ontem a comemoração dos 60 anos do Festival de Cannes. O maior festival de cinema do mundo. A abertura ficou por conta de "My Blueberry Night", de Wong Kar-Wai. E nós aqui do sertão do Hemisfério Sul ficamos à deriva, até que um bom coração se prontifique a trazer a exibição do filme para nosso fim de mundo.
Outras preciosidades que concorrem à Palma de Ouro:

AUF deR ANdeREN SEITE(The Edge Of Heaven)- Fatih Akin
UNE VIEILLE MAÎTRESSE- Catherine Breillat
NO COUNTRY FOR OLD MEN- Joel & Ethan Coen
ZODIAC- David Fincher
WE OWN THE NIGHT- James Gray
LES CHANSONS D’AMOUR- Christophe Honoré
MOGARI NO MORI(The Mourning Forest)- Naomi Kawase
SOOM (Breath)- Kim Ki-duk
PROMISE ME THIS- Emir Kusturica
SECRET SUNSHINE- Lee Chang-dong
4 LUNI,3 SAPTAMINI SI 2 ZILE(4 Months,3 Weeks And 2 Days)-Cristian Mungiu
TEHILIM- Raphaël Nadjari
STELLET LICHT (Silent Light)- Carlos Reygadas
PERSEPOLIS- Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud
LE SCAPHANDRE ET LE PAPILLON- Julian Schnabel
IMPORT EXPORT- Ulrich Seidl
ALEXANDRA- Alexander Sokurov
DEATH PROOF- Quentin Tarantino
THE MAN FROM LONDON- Béla Tarr
PARANOID PARK- Gus Van Sant
IZGNANIE (The Banishment)- Andreï Zviaguintsev