quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Do contra

Sempre fui do contra.
Ou pelo menos era o que todos me diziam. Meu amigos, minha família, alguns professores.
O fato é que agora eu acho que realmente sou.
Tive uma adolescência típica, pelo menos em relação a isso . Participava de discussões, sempre colocava meu ponto de vista acima do dos outros, gostava do MST, votava no PSTU e participava de manifestações e Fórum Social Mundial. Bem típico.
Hoje vejo que isso, na verdade, não era ser do contra. Era seguir a massa. Ir no fluxo do pensamento da época. E continua sendo.
Ser do contra hoje é ir ao reverso disso.
O meu desencanto já dava sinais enquanto ainda fazia a faculdade de História e hoje sou totalmente o oposto de antes.
Atualmente, falar mal da esquerda, do Obama e do Lula, ser pró-Israel, não ser a favor do casamento homossexual, do aborto e não levantar a bandeira dos eco-chatos do aquecimento global é uma afronta ao sistema.
Na verdade nunca mais me interessei pela política. Um erro, mas realmente não estou mais interessada.
Mas neste mês começo minha vida como professora e isso não poderá mais passar despercebido. Ensinar história e sociologia será um prazer e um desafio. Espero não ser medíocre como um professor que hoje escreveu num artigo do jornal local que no MST se aprende muito mais invadindo uma "propriedade improdutiva" do que meses numa aula de sociologia.
É por estes e outros motivos que o meu desejo e interesse pela política se desfez.
Mas isso agora é um outro papo...

2 comentários:

Rogério disse...

ser do contra de verdade é dormir de sapatos.

flávia disse...

kkkkkkkkkk.
boa roger.