sábado, 30 de junho de 2007

No baú da memória, parte I : comédia (ou coisa que o valha)

Dia desses revirando minha videoteca encontrei algumas pérolas do cinema não convencional. Me fez lembrar de uma época muito boa na vida (pelo menos no tratante a cinema). Aproveitem a dica. Mas quem quiser emprestado vai ter que tirar o videocassete do armário.

Eles matam nós limpamos. (Curdled). Reb Braddock. USA. 1996.

Humor negro americano de primeira (sim, isso era possível nos anos 90!). Nem todo emprego é o que parece ser...



Beautiful People. Jasmin Dizdar. Europa oriental. 1999.


As diferenças estão em voga: étnica, racial, enfim...quer entender mais sobre o conflito servio- croata - bósnio - etc? Divertido e verdadeiro ao extremo.




Luna Papa. Bakhtyar Khudojnazarov. Tadjquistão. 1999.


Lírico, fantástico, ótimo pra levantar o ânimo. Diferente de tudo que você já viu.


quarta-feira, 27 de junho de 2007

Tô tentando postar alguns vídeos aqui faz dias.
Até tenho registro no youtube e tal , mas não tá rolando.
Alguém sabe como mexer nessa piçiroca?

quinta-feira, 21 de junho de 2007

R$ 15,00

Foi ontem o tão (pouco) esperado show do Caetano e como eu esperava não surpreendeu em nada. O cara já foi o tal, mas hoje em dia , por mim, viveria do passado. Coisa triste, não? Pois é . o cara fez um disco novo baseado no rock - no problem - mas o que aconteceu como compositor dentro dele? Morreu, com certeza surdo pelas coisas que eram pronunciadas pelas letras das músicas. Uma lástima. Mas para minha felicidade, depois de mais de 2 horas em pé e espremida entre 2 mil pessoas o bis foi recheado daquelas velhas e boas canções, como Cajuína, You don´t know me e coisas do tipo. O meu comentário foi o seguinte: valeu os R$ 15,00 gastos e nada além.
Agora, se fosse o Chico, a história seria outra...

segunda-feira, 18 de junho de 2007

O ócio (des)criativo

Como disse, o tempo anda escasso.
O que me resta é um final de dia sendo dividido entre família, namorado, leitura, cinema e sono e obviamente apenas um destes ítens é beneficiado enquanto todo o resto padece. Mas a vida é assim mesmo. Quando menos se espera você se encontra tendo de passar 8 horas por dia com pessoas totalmente desconhecidas, fazendo algo que pouco te apetece e deixando pra trás aquela vida ociosa que tanto prezava. E eu adoro o ócio. Anyway, minha sorte é que pelo menos meus colegas de trabalho são divertidos e assim a gente vai levando , como diria Chico Buarque.
Agora descobri pra que serve o domingo. Mas continuo a acha-lo um dia muito chato.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

nada

Nada a declarar.
Só esperando ansiosamente pelo fim de semana (como nunca na vida) e por um show do Caetano na semana que vem.
E pela volta do frio.
E por bons filmes no cinema.
O resto é resto.

sempre

é
só eu sei
quanto amor
eu guardei
sem saber
que era só
pra você

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Blue Man Group


Esse trio é simplesmente fora do cabo, fora da órbita, fora da realidade uma loucura que virá apresentará 5 shows em São Paulo a Partir do dia 22 deste mês. Uma mistura de pop art, video art, rock´n´roll, batucada, enfim, só vendo pra sacar quel é.
A proposta dos caras é revolucionar, quebrar barreiras, unir as artes em orno do bom gosto de um show possivelmente inesquecível.
Ao que tudo indica a primeira menção feita ao Blue Man Group foi em quando em 1857 o pintor Jean-Françoise Millet resolveu pintá-los discretamente no canto de um de seus quadros bucólicos. A partir dai a referência se estendeu aos demais artistas, chegando até Van Gogh, Toulousse-Lautrec, Dali, Pollock entre outros. Uma loucura geral.
Pra entender mesmo só assistindo.
O título está linkado ao site.
Enjoy.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

frenética

Minha vida ultimamente anda num ritmo frenético.
E isso é bom.
Pleo menos por enquanto.
Me sinto viva. Bem viva.
viva...

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Filmes (até que enfim)

Factotum. Bent Hamer. 2005
Biografia do escritor beatnik C. Bukowiski. Sinceramente não é um filme muito interessante, mas quebra um galho para aqueles que não conhecem o autor. Mas ainda assim não passa nem perto de explicar sua obra e não é nem um décimo de suas histórias. aliás, quem é esse diretor?


The wind that shakes the barley - Ventos da Liberdade. Ken Loach. 2006
Ken Loach é conhecido por seus filmes políticos e denunciativos. Na maioria das vezes ele acerta. Na maioria não quer dizer todos. Este filme peca não pela história mas sim pela forma como ela é contada. O nascimento do IRA é uma argumento e tanto para um filme que deveria ser - e é - pra lá de sangento. Mas isso se resumiria bem em menos de 2 horas. O filme se arrasta e compromete o conteúdo. Enfim, só para admiradores.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Virada Cultural

E nesta correria toda da novidade nem consegui acompanhar como deveria a Virada Cultural que aconteceu neste fim de semana. Apesar de não passar nem perto da verdadeira Virada Paulista, aqui em Bauru as opções eram muitas, pra todos os tipos. A única que consegui ver foi a apresentação do grupo XPTO com Lorca. Confesso que há anos já tinha visto este mesmo grupo e o achava bom. Mas este espetáculo apesar de diferente dos demais - por se tratar de um musical, com banda ao vivo e peripécias dos atores com o público - não me agradou tanto. A poesia de Lorca ficou espassada entre uma música e outra e não houve sincronicidade entre elas. Mas enfim, um espetáculo que no mínimo encheu os ouvidos (destaque para o trumpetista).

José


Novidades.
É engraçado como as coisas acontem como numa reação em cadeia. Minha vida era uma pasmaceria até a pouco e num único dia recebi a oferta de 2 empregos. Fiz minha opção quebra-galho enquanto espero por outra resposta.
Agora sou uma empregada da burocracia, mexo com papéis o dia todo numa sala cheia de arquivos, de nomes, de letras, de pessoas que talvez eu nunca vá conhecer na vida. Até que é divertido.
Tudo isso me fez lembrar da história de Todos os nomes , de José Saramago. Um tal José se perde entre os arquivos da Conservatória Geral do Registro Civil. Apenas um Fio de Ariadne o prende à realidade de fora deste labirinto de nomes. E ainda assim seu nome é o único que aparece durante a história toda.
Será que serei José algum dia?

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Cannes, ah, Cannes!

Começou ontem a comemoração dos 60 anos do Festival de Cannes. O maior festival de cinema do mundo. A abertura ficou por conta de "My Blueberry Night", de Wong Kar-Wai. E nós aqui do sertão do Hemisfério Sul ficamos à deriva, até que um bom coração se prontifique a trazer a exibição do filme para nosso fim de mundo.
Outras preciosidades que concorrem à Palma de Ouro:

AUF deR ANdeREN SEITE(The Edge Of Heaven)- Fatih Akin
UNE VIEILLE MAÎTRESSE- Catherine Breillat
NO COUNTRY FOR OLD MEN- Joel & Ethan Coen
ZODIAC- David Fincher
WE OWN THE NIGHT- James Gray
LES CHANSONS D’AMOUR- Christophe Honoré
MOGARI NO MORI(The Mourning Forest)- Naomi Kawase
SOOM (Breath)- Kim Ki-duk
PROMISE ME THIS- Emir Kusturica
SECRET SUNSHINE- Lee Chang-dong
4 LUNI,3 SAPTAMINI SI 2 ZILE(4 Months,3 Weeks And 2 Days)-Cristian Mungiu
TEHILIM- Raphaël Nadjari
STELLET LICHT (Silent Light)- Carlos Reygadas
PERSEPOLIS- Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud
LE SCAPHANDRE ET LE PAPILLON- Julian Schnabel
IMPORT EXPORT- Ulrich Seidl
ALEXANDRA- Alexander Sokurov
DEATH PROOF- Quentin Tarantino
THE MAN FROM LONDON- Béla Tarr
PARANOID PARK- Gus Van Sant
IZGNANIE (The Banishment)- Andreï Zviaguintsev

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Toy art

TOY ART

Kids out!
Só para adultos.


Joe Ledbetter’s Fire Cat
Kidrobot´s Dunny

Best Toy Line


Uglydolls




Little Wonderer



Camille Rose Garcia´s Girls


Kidrobot´s Dunny


domingo, 6 de maio de 2007

Virando-se (me)



Perdi a Virada Cultural em Sampa.


É nessas horas - e em todas as outras - que desejo morar lá.


Aqui em Bauru vai rolar uma tentativa de Virada lá pelo fim do mês. Veremos.


Enquanto isso...vou me virando por aqui.


sexta-feira, 4 de maio de 2007

Ozéas Duarte

ANTES ARTE
DO QUE TARDE
Grafiti de Ozéas Duarte. 2007.
Clique no título para ir para o site.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Elsa & Fred

Elsa & Fred. Marcos Carnevale. Argentina. 2005.

Hoje em dia quase não se vêm filmes como esse. Não só pela essência e argumento - a favor da vida - mas também pela temática em si : a velhice. Transposta de uma forma belíssima se transforma num elogio à vida e ao cinema. Sim ao cinema, afinal reproduz uma das cenas mais belas do cinema, aquela famosa de La Dolce Vita, quando a estonteante Anita Ekberg brinca na Fontana di Trevi com um gato e Marcello Mastroianni. Resumindo, é um filme que provavelmente desagradará a poucos - se não a ninguém. E nesse ponto a Argentina está a anos-luz à frente do cinema brasileiro.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Pink Panther

Um tiro no escuro 1964

A Pantera-cor-de-rosa ataca novamente 1976


O retorno da Pantera-cor-de-rosa 1975


A vingança da Pantera-cor-de-rosa 1978



A Pantera-cor-de-rosa 1963


Peter Sellers é um ator genial. E um dos destaques de seu trabalho é como o inesquecível inspetor Jacques Clouseau, imortalizado pelos filmes da Pantera Cor-de-Rosa. Comédia pastelão mas sem beirar o ridículo que encontramos normalmente hoje em dia. Nem me atrevi a assistir a refilmagem de Pantera com Steve Martin. Nada contra o cara mas Clouseau é inimitável e só existe na pela de Peter Sellers. Pra quem curte rir sozinho. Uma delícia essa coleção. Ah, claro, e a trilha original inconfundível de Mancini.


quarta-feira, 25 de abril de 2007

Prêt-à-porter 9

Jú Galdino à esquerda, em prêt-à-porter de long, long time ago.

Ontem teve Prêt-à-porter 9 no Sesc aqui em Bauru. Não é sempre que temos oportunidade de ver coisas boas como esse trabalho do Antunes Filho. Lembro-me da primeira vez que me deparei com o teatro do CPT, foi também com Prêt-à-porter, há uns 7 anos atrás. Na época, eu ainda no colegial, fiquei estarrecida com as cenas ali interpretadas. Nós, o público, quase que dentro da cena de tão próximo aos atores. Essa relação tão intimista que o teatro do Antunes proporciona é única. Foi de tamanha impressão que me causou aquele espetáculo que jamais esqueci o rosto dos atores. Na verdade de uma atriz em especial, que ano passado tive a felicidade de conhecer: Juliana Galdino. Fantástica atriz. E acima de tudo imbatível no pôquer.

No espetáculo de ontem já não tive o mesmo sentimento. Não pelos atores - ainda muito bons (mas infelizmente sem Ju Galdino). Nem pelas histórias - cenas do cotidiano sempre in. Quem mudou mesmo fui eu. Depois de conviver anos a fio com atores, diretores, cenógrafos e toda patota de teatro londrinense confesso que é difícil me impressionar no teatro. Apesar de continuar gostando do estilo inconfundível de Antunes e saber que é bom , não me emociona mais. Mas , enfim, está recomendadíssimo. Afinal, assim como aconteceu comigo anos atrás creio que alguém saiu de teatro ontem a pensar nas cenas da vida.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Los

Abre os teus armários, eu estou a te esperar
Para ver deitar o sol sobre os teus braços, castos
Cobre a culpa vã, até amanhã eu vou ficar
E fazer do teu sorriso um abrigo
Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais
Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão
Nessa espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela, a primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota
Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um tanto que é pra te encantar
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais

(casa pré-fabricada)