
E o pior (ou melhor) é que nem sou eu o empinador.
Zuzu Angel. Sérgio Resende. 2006. Mais um filme sobre a ditadura no Brasil. Esse tema nunca morre para o cinema brasileiro. Batidíssimo e razoável.
Anjos do Sol. Rudi Lagemann.2006. Sobre a prostituição infantil no Brasil. Poderia ter sido um filme fantástico, já que o tema é tão promissor, mas fica na média dos filmes brasileiros, ou seja, uma boa história sem um bom contador de histórias.
O professor aloprado (The nutty professor). Jerry Lewis. 1963. Simplesmente fantástico. Jerry Lewis não só atua, como dirige e faz o roteiro. Um clássico do humor com uma trilha sonora imbatível para os amantes de jazz.

Interpretado por Jonathan Rhys Meyers na sua não-autorizada biografia "Velvet Goldmine".
Interpretando o mestre dos duendes em "Labirinto". Simplesmente um clássico dos anos 80.
Em uma das turnês com o Spiders from mars, na pele do andrógino et Ziggi Stardust.
Agora sou uma ex-fumante. Quem já passou por isso sabe como é. ****.

O homem urso .(Grizzly Man). Werner Herzog. 2005.
Enquanto meu pc fica na enfermaria - UTI pra ser mais exata - tenho que ficar rodando pra ler emails e tal. E enquanto rodo coisas boas vão acontecendo. Ontem fui ao espetáculo Stapafúrdyo do projeto "Circo Roda Brasil", que agrega os Parlapatões - um dos melhores e mais engraçados grupos de teatro pastelão - e o Pia Fraus - um dos maiores grupos de teatro de bonecos do Brasil. Claro que o resultado disso é uma noite de divertimento e encantamento. Maravilhoso, recomendadíssimo.

The Fountain. Darren Aronofsky. 2006.
Ainda não sei se gostei ou odiei esse filme. O diretor já me agradou certa vez com "Réquiem para um sonho" e por isso decedi ver esse filme. Mas a mistura de idéias e pensamentos filosófico-religiosos é tão grande que em vários momentos você fica sem a menor idéia do que está acontecendo. Resumindo: são três histórias que se intercalam em torno do mesmo problema: a morte. A primeira se passa nos dias atuais, a segunda no século XV e a terceira no século 26 (que não fosse a sinopse jamais imaginaria).
Em algumas partes o que salva é a beleza das imagens como essa aqui mostrada, beleza e iluminação (ainda que computadorizada) surpreendente. A atuação doe Hugh Jackman impressiona muito mais do que quando interpretava Wolwerine.
Concluindo: um filme com grande pretensão mas que não foi atingida. É isso que se consegue ao misturar elementos da mitologia maia, budismo, Jardim do Éden e a Arvore da Vida. Mas para quem deseja uma história fantástica e pouco realista, prepare a pipoca.