quinta-feira, 17 de maio de 2007

Cannes, ah, Cannes!

Começou ontem a comemoração dos 60 anos do Festival de Cannes. O maior festival de cinema do mundo. A abertura ficou por conta de "My Blueberry Night", de Wong Kar-Wai. E nós aqui do sertão do Hemisfério Sul ficamos à deriva, até que um bom coração se prontifique a trazer a exibição do filme para nosso fim de mundo.
Outras preciosidades que concorrem à Palma de Ouro:

AUF deR ANdeREN SEITE(The Edge Of Heaven)- Fatih Akin
UNE VIEILLE MAÎTRESSE- Catherine Breillat
NO COUNTRY FOR OLD MEN- Joel & Ethan Coen
ZODIAC- David Fincher
WE OWN THE NIGHT- James Gray
LES CHANSONS D’AMOUR- Christophe Honoré
MOGARI NO MORI(The Mourning Forest)- Naomi Kawase
SOOM (Breath)- Kim Ki-duk
PROMISE ME THIS- Emir Kusturica
SECRET SUNSHINE- Lee Chang-dong
4 LUNI,3 SAPTAMINI SI 2 ZILE(4 Months,3 Weeks And 2 Days)-Cristian Mungiu
TEHILIM- Raphaël Nadjari
STELLET LICHT (Silent Light)- Carlos Reygadas
PERSEPOLIS- Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud
LE SCAPHANDRE ET LE PAPILLON- Julian Schnabel
IMPORT EXPORT- Ulrich Seidl
ALEXANDRA- Alexander Sokurov
DEATH PROOF- Quentin Tarantino
THE MAN FROM LONDON- Béla Tarr
PARANOID PARK- Gus Van Sant
IZGNANIE (The Banishment)- Andreï Zviaguintsev

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Toy art

TOY ART

Kids out!
Só para adultos.


Joe Ledbetter’s Fire Cat
Kidrobot´s Dunny

Best Toy Line


Uglydolls




Little Wonderer



Camille Rose Garcia´s Girls


Kidrobot´s Dunny


domingo, 6 de maio de 2007

Virando-se (me)



Perdi a Virada Cultural em Sampa.


É nessas horas - e em todas as outras - que desejo morar lá.


Aqui em Bauru vai rolar uma tentativa de Virada lá pelo fim do mês. Veremos.


Enquanto isso...vou me virando por aqui.


sexta-feira, 4 de maio de 2007

Ozéas Duarte

ANTES ARTE
DO QUE TARDE
Grafiti de Ozéas Duarte. 2007.
Clique no título para ir para o site.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Elsa & Fred

Elsa & Fred. Marcos Carnevale. Argentina. 2005.

Hoje em dia quase não se vêm filmes como esse. Não só pela essência e argumento - a favor da vida - mas também pela temática em si : a velhice. Transposta de uma forma belíssima se transforma num elogio à vida e ao cinema. Sim ao cinema, afinal reproduz uma das cenas mais belas do cinema, aquela famosa de La Dolce Vita, quando a estonteante Anita Ekberg brinca na Fontana di Trevi com um gato e Marcello Mastroianni. Resumindo, é um filme que provavelmente desagradará a poucos - se não a ninguém. E nesse ponto a Argentina está a anos-luz à frente do cinema brasileiro.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Pink Panther

Um tiro no escuro 1964

A Pantera-cor-de-rosa ataca novamente 1976


O retorno da Pantera-cor-de-rosa 1975


A vingança da Pantera-cor-de-rosa 1978



A Pantera-cor-de-rosa 1963


Peter Sellers é um ator genial. E um dos destaques de seu trabalho é como o inesquecível inspetor Jacques Clouseau, imortalizado pelos filmes da Pantera Cor-de-Rosa. Comédia pastelão mas sem beirar o ridículo que encontramos normalmente hoje em dia. Nem me atrevi a assistir a refilmagem de Pantera com Steve Martin. Nada contra o cara mas Clouseau é inimitável e só existe na pela de Peter Sellers. Pra quem curte rir sozinho. Uma delícia essa coleção. Ah, claro, e a trilha original inconfundível de Mancini.


quarta-feira, 25 de abril de 2007

Prêt-à-porter 9

Jú Galdino à esquerda, em prêt-à-porter de long, long time ago.

Ontem teve Prêt-à-porter 9 no Sesc aqui em Bauru. Não é sempre que temos oportunidade de ver coisas boas como esse trabalho do Antunes Filho. Lembro-me da primeira vez que me deparei com o teatro do CPT, foi também com Prêt-à-porter, há uns 7 anos atrás. Na época, eu ainda no colegial, fiquei estarrecida com as cenas ali interpretadas. Nós, o público, quase que dentro da cena de tão próximo aos atores. Essa relação tão intimista que o teatro do Antunes proporciona é única. Foi de tamanha impressão que me causou aquele espetáculo que jamais esqueci o rosto dos atores. Na verdade de uma atriz em especial, que ano passado tive a felicidade de conhecer: Juliana Galdino. Fantástica atriz. E acima de tudo imbatível no pôquer.

No espetáculo de ontem já não tive o mesmo sentimento. Não pelos atores - ainda muito bons (mas infelizmente sem Ju Galdino). Nem pelas histórias - cenas do cotidiano sempre in. Quem mudou mesmo fui eu. Depois de conviver anos a fio com atores, diretores, cenógrafos e toda patota de teatro londrinense confesso que é difícil me impressionar no teatro. Apesar de continuar gostando do estilo inconfundível de Antunes e saber que é bom , não me emociona mais. Mas , enfim, está recomendadíssimo. Afinal, assim como aconteceu comigo anos atrás creio que alguém saiu de teatro ontem a pensar nas cenas da vida.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Los

Abre os teus armários, eu estou a te esperar
Para ver deitar o sol sobre os teus braços, castos
Cobre a culpa vã, até amanhã eu vou ficar
E fazer do teu sorriso um abrigo
Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais
Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão
Nessa espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela, a primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota
Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um tanto que é pra te encantar
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais

(casa pré-fabricada)

sábado, 14 de abril de 2007

Mostra Internacional de Cinema na Cultura

Sou fã de carteirinha da Mostra Internacional de Cinema na Cultura. Desde meus 15 anos assisto sempre que posso e é cinema de primeira linha garantido. A melhor alternativa pra quem não mora em Sampa e não pode acompanhar de perto a Mostra que acontece todos os anos. A Rede Cultura exibe todas as semanas filmes da Mostra através da análise de Leon Cakoff, o melhor crítico de cinema do Brasil na minha mísera opinião.
Essa semana foi exibido Ararat (link), filme do diretor canadense Atom Egoyan, descendente de armênios, que decediu retratar um dos piores e nunca retratados genocídios da história: em 1915 os turcos exterminaram milhares de armênios de um vilarejo chamado Van e até hoje não assumem a culpa pelo genocídio.
Além de retratar a história desse genocídio, o filme é extraordinário tambem pelo entrelaçamento das histórias, num mix de realidade e ficção, tendo como pano de fundo um filme (dentro do filme) sobre a vida do pintor armênio Young Gorky, um dos poucos a escapar do genocídio de 1915. Nesse meio também há abertura para discussões sobre o que é verdade e mito, como a história oficial retratou o caso e como isso ainda afeta a vida cotidiana de muitos. A miscigenação, a imigração, os conflitos étinicos pela busca de poder e território que o filme aborda em tudo faz relembrar uma guerra que já estava iminente aos olhos do ocidente: o medo do outro, do diferente.


Ararat. Atom Egoyan. 2001.

Cine trash

Snakes on a plane. Serpentes à bordo. David R. Ellis 2006.
Pra quem curte cine trash (como eu) é diversão pura. Fora o rebuliço que causou quando o filme vazou pela net antes da estréia, realmente não há nada de tão extraordinário assim. Dentro da categoria trash é o que há de melhor nos últimos anos, já que reúne tudo de mais podre que um filme desses pode ter: cenas (leia-se encenação) de sexo, sangue, pancadaria, bonecos de cobras, personagens clichês, diálogos clichês (com excessão de algumas falas de Samuel L. Jackson, que relembram de leve o seu personagem de Pulp Fiction, fantástico!), e claro, com sustos inesperados de pular na cadeira como todo triller deve fazer. Resumindo , um autêntico filme trash!

quinta-feira, 12 de abril de 2007


Scoop. Woody Allen. 2006. Inglaterra.

Depois de alguns anos de reclusão resolvi reatar com os filmes de Woody Allen e vejo que valeu a pena. Desde Match Point Allen mostrou uma outra face, daquela vez com um pseudo-drama e agora com o mesmo humor psicótico de antes mas sem tanta baboseira. Scoop é uma delícia.

Letter from Iwo Jima. (Cartas de Iwo Jima). Clint Eastwood. 2006. Japão.

A outra face da Segunda Guerra Mundial. O outro lado de "A conquista da Honra". Nada mal. Mas ainda assim é estranho ver um filme falado em japonês, com atores japoneses e com uma câmera nitidamente hollywoodiana. Alguma coisa não combina, algo está fora de sintonia. Se o diretor fosse japonês algumas cenas jamis existiriam, pelo menos não filmadas desta forma. Ainda assim o filme é bom, afinal, Clint Eastwood não é um qualquer e a forma como escolheu o ponto de vista - através de cartas de combatentes japoneses - é magnifíca.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

O gosto literário de um verme (in memoriam)

Hoje remexendo em meus livros para limpá-los achei um verme - literalmente. Traça roedora de livros. Fiquei a perceber os livros que já tinha roído e percebi um grande gosto literário na pequena. Já havia consumido um pedacinho de cada página de Cem anos de Solidão, de Garcia Márquez e um pouco de Bestiário de Julio Cortázar. Logo notei uma certa obsessão por realismo fantástico. Mas o que me chamou a atenção mesmo foi quando achei a capa de Se um viajante numa noite de inverno, de Ítalo Calvino, quase que totalmente solta. Só podia ser um verme mesmo. Imagine. Mas o peguei em flagra quando, possivelmente cansado de tanta ficção fantástica, perfurava levemente a capa dura de Crítica da razão pura de Immanuel Kant. Verme rastejante. Antes fosse um Marx, empoeirado num canto escuro de minha estante. Ao menos não teve tempo de chegar à divisão de artes onde se encontra meu xodó bigráfico da Taschen de Salvador Dali ou à coleção quase completa das obras de Glauber Rocha. Maldito verme from hell. Morreu antes de poder digerir o que havia ingerido do finado Kant.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Carla Bruni


Mais uma francesinha de arrebatar. Diferente de Camille, Carla Bruni é quase um sussurro ao pé do ouvido. Voz doce e violão. Básico e lindo.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Changes

Tenho andado sumida. E cansada. Finalmente consegui um emprego. Nada perto do que "sonhasse" ou nem próximo do que desejava para mim, mas como não estou em condição de negar nada, eis-me aqui, vendedora de boutique. Pode até representar um fetiche para algumas mulheres trabalhar em ambiente de roupas caras e coisas do tipo, mas não para mim. Então eis-me lá, sorriso no rosto, "bom dia", "bom tarde", "u-lá-lá". Resumindo, estou resgatando meu tão sonhado ganha-pão e é isso aí. Em consequência pouco tempo para escrever, para divagar e assistir filmes - mas disto não abro mão de forma nenhuma, nem que seja pra madrugar vendo filme.
Sem mais delongas, talvez este blog comece a ficar às moscas. Como diria um grande amigo, "coisa mais bela ou útil pra fazer". Ou talvez conte aqui algumas histórias engraçadas que possa ouvir nessa nova vida. Quem sabe? Só sei que tudo vai mudando aos poucos. E sempre pra melhor. Assim espero. Como diria meu amigo Bowie, "Changes, turn and face the strain, changes. Time may change me, But I cant trace time."

domingo, 1 de abril de 2007

Re-vendo - revivendo

Before Sunset. (Antes do pôr-do-sol). Richard Linklater. 2004.
Um filme que vale a pena ter em casa, ser visto e revisto. É como um livro de poesia em linha reta. Diálogos inimagináveis (destreza de Linklater) em cenários de tirar o folêgo. Simplesmente lindo.

quinta-feira, 29 de março de 2007

A Rainha



The queen. (A rainha). Stephen Frears. 2006.

Helen Mirren está perfeita no papel da rainha Elizabete II, isso é meio óbvio dizer, mas a verdade é que interpreta como se tivesse nascido rainha. E o diretor Stephen Frears mostra um outro lado de direção, bem diferente de Alta Fidelidade e do delicioso Mr. Henderson. Talento e luxo é o que não falta nesta produção, que mescla imagens reais de Lady Di e ficção e que mostra de um jeito ou de outro o porquê da existência de uma monorquia nos tempos de hoje. Apesar de patética e demodé, a realeza tem seu papel insubstituível. Enfim, há gosto pra tudo.

terça-feira, 27 de março de 2007

Assim

Tá tudo assim
quieto e morno
tudo meio assim-assim.
Até quando vou ter que viver
um dia após o outro?

segunda-feira, 26 de março de 2007

Cine

A praire Home Companion. ( A última noite). Robert Altman. 2006

Literalmente o último filme de Altman. Uma delícia. Elenco ótimo, canções em estilo country que mesmo pra quem não curte é de encher os ouvidos. O estilo que Altman lançou no cinema hollywoodano com Short Cuts aqui se estende de forma mais digestível, emaranhando diálogos soltos de várias personagens que giram em torno de um único tema. Fantástico. (Mas para esse estilo ainda prefiro P. T. Anderson em Magnólia, mas isso não vem ao caso agora).


Vinícius. Miguel Faria Jr. 2005.

Ótimo documentário sobre a vida de Vinícius de Moraes, com depoimentos de amigos e parceiros. Não foge ao convencional do formato de documentários, mas como no Brasil carecemos de informações e filmes sobre nossos artistas não deixa muito a desejar.

sábado, 24 de março de 2007

Jennifer Lewis

Pinturas à óleo da ilustradora Jennifer Lewis . Clique no nome para ver o site.

Cupcake

She loves fish by miorats


Dreams

Bunny