sábado, 19 de abril de 2008

A morte do cinema

As fotos que aqui seguem foram realmente executadas, não são montagens. Gente "famosa" (quem são estas pessoas? não conheço nem sequer metade delas) como Belo e Latino (tá bom, estes eu conheço) posaram como grandes astros do cinema. Ok, na verdade o único filme que realmente presta nesta lista é Bonequinha de Luxo, mas enfin, é o fim do fim. Um assassínio do cinema em geral.
Clique no título que vai diretamente para a matéria na íntegra.


Belo e Gracyanne Barbosa na clássica cena de "Titanic", estrelado por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet.


O "Sr. e Sra. Smith" Latino e Mirella Santos. Ao lado, a "Bonequinha de Luxo" Natália Guimarães.


Ivo Meirelles como Ray Charles e Fani Pacheco de Sharon Stone em "Instinto Selvagem".


Ana Di Biase foi fotografada como a Cyborg T-X de "O Exterminador do Futuro 3 - A Rebelião das Máquinas".

sábado, 12 de abril de 2008

Clarice Lispector

Mas há a vida

Mas há a vida
que é para ser
intensamente vivida,
há o amor.
Que tem que ser vivido
até a última gota.
Sem nenhum medo.
Não mata.



"A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas."

trecho de "Sonhos"

sweet dreams

E queria não querer dormir.
Ou não precisar.
Ou não desejar.

Roseando

Acho que preciso ler mais Guimarães Rosa.
Devo. Não nego.

Desencanto ouvindo Karma Police

Existem dias em que você acorda e tudo parece possível.
O dia está lindo, ensolarado.
Você está bem disposto, já se programa para fazer altas coisas, tudo que tem vontade.
Cozinhar algo um pouco mais sofisticado, ler aquele livro que faz aniversário na estante, estudar algo novo, tentar pintar um quadro.
Sabe esse dia?
Não faça nada. Nem se levante.
O melhor que tem a fazer é fechar a cortina e voltar a dormir.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

quarta-feira, 26 de março de 2008

Beijos roubados


Beijos Proibidos. Baiser Volés. François Truffaut. 1968


Neste filme o alter- ego de Truffaut, Antoine Doinel, volta em cena, depois de atuar em Les quatre cent coups e Antoinne et Colelette . É um filme leve e discretamente engraçado. Pena que o título em português tenha trocado o "roubados" por "proibidos", uma coisa totalmente diferente da outra. Mas enfin...é um Truffaut e sempre vale a pena.

Darkly


O homem duplo. A Scanner Darkly. Richard Linlater. 2006
Linklater pode ser chamado de o homem de mil funções. O cara se dá bem em todas as áreas que envolva imagem em movimento. Desde o cinema clássico, como em Antes do Amanhecer, como também filmar algo totalmente despretencioso e delicioso como Escola de Rock, tanto quanto tentar forjar um documentário como em Nação Fast-Food, e finalmente neste caso, que faz uma releitura da obra de ficção científica de Philipe K. Dick (também autor de Blade Runner).
Eu sou fã dele.

Do it something

Quem me conhece de perto sabe que sou hipocondríaca.
É que desde criança sempre tive de tomar vários remédios e acabei incorporando no meu estilo de vida "saudável". E ainda hoje dependo diariamente deles.
Fazer o quê.
Mas nesta última semana foi o ápice. Estou tratando de uma pequena pneumonia com antibiótico, que se juntou aos outros tantos medicamentos, o que me levou ao hospital no domingo de páscoa.
E pensar que dependerei de alguns desses para o resto da vida me deixou um pouco down.
Fazer o quê.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Terror com humor


Planeta Terror. Robert Rodriguez. 2007.



À primeira vista pode parecer um filme tosco dos anos 80. E no fim é. Mas com muito mais sangue! Robert Rodriguez resgatou o velho e bom cine-trash que há muito não se via. São claras algumas referências a filmes como A Noite dos Mortos-Vivos e mais ainda ao Fome Animal.

A junção da direção de Rodriguez à produção de Tarantino é bombástica para aqueles que curtem esse tipo de cinema. Sangue, explosões, non-sense e boa música.

Só para apreciadores.



sábado, 15 de março de 2008

moto-contínuo

Estou numa fase muito boa da minha vida.
Vários planos, várias mudanças, novidades acontecendo.
A única coisa que não curto é a impossibilidade de viajar constantemente como fazia nas antigas.
Quando trabalhava , faltava tempo.
Agora, tempo de sobra e grana nenhuma.
Esse é o moto-contínuo que quero passar de uma vez por todas.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Sweenety Todd


Sweeney Todd - O barbeiro demoníaco da Rua Fleet. Tim Burton. 2007


Sou fã de carteirinha de Tim Burton. Há anos acompanho sua carreira e pouquíssimos filmes dele ainda não assisti. Não consigo nem dizer qual dentre todos é meu favorito. Simplesmente curto tudo que o cara faz, do modo como faz, dos atores que utiliza, da música que incorpora, da qualidade das imagens e sobretudo quando se trata de animação em stop-motion. Mas isso fica para o próximo filme. Sweeney Todd é a mais nova criação de Burton, que conseguiu unir o seu humor negríssimo à leveza que é inerente a todo musical. Musical-negro. A nova tendência. E como tudo que o cara faz, ficou genial. E como todo grande diretor Burton elegeu seu cast permanente, aqueles atores vitalícios em todos seus projetos - neste caso Johnny Depp e a Sra. Burton (Helena Bonham Carter), perfeitos em todos os papeis sombrios (redundância) que Burton cria. É isso que faz de um filme uma obra-prima: a interação completa entre criador e criatura.

terça-feira, 11 de março de 2008

Bonnie & Clyde


Bonnie and Clyde. Arthur Penn. 1967.
Não sei porquê demorei tanto para assistir a este. Na verdade faltam muitos clássicos na minha coleção. Agora ao menos este já entrou para a lista. E cada vez que olhava para a tela e via o casal lembrava de Serge Gainsbourg cantando na minha cabeça: " Mais plus d'un les a suivis, En enfer, Quand sont morts, Barrow et Bonnie Parker, Bonnie and Clyde, Bonnie and Clyde... "

There will be a genius


Sangue Negro. There wil be blood. Paul Thomas Anderson.2008.
Confesso que ontem, quando entrei no cinema para ver Sangue Negro não esperava tanta coisa. E nem sei porquê, já que se tratando de um P.T. Anderson eu já deveria estar mais do que preparada, afinal o cara fez jóias raras como Magnólia e Embriagados de Amor. Sai do cinema estarrecida. o filme é simplesmente incrível. Anderson conseguiu transformar uma história relativamente chata e ordinária em um clássico. A busca do homem pelo poder e dinheiro já foi mais do que explorada pelo cinema e exatamente por isso eu não esperava tanto. Que nada. A união de bons atores - destaque para o jovem e esquisito pastor , não menos freak que seu papel anterior em Pequena Miss Sunshine - e uma trilha sonora atordoante e bela ao mesmo tempo. E claro, Daniel Day-Lewis, um show à parte.
P.T. Anderson é um gênio.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Pequenas mudanças.
Again.
Alguns sites sairam do nada da minha página e já estou a tentar consertar.
Paciência...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Sobre pipas


O caçador de pipas. The kite runner. Marc. Foster.2007


Nem preciso esclarecer o quanto curto filme oriental, ainda mais desas bandas como Irã, Iraque, Paquistão, Tadjequistão, India (ok, coloquei tudo no mesmo saco mesmo sabendo a diferença, mas enfin...). E o diretor - que é alemão - me agrada bastante. É o cara de "Mais estranho que a ficção". Não li o livro "O caçador de pipas" e nem sei se pretendo, mas o filme agradou bastante. Pode não ter sido tão fiel quanto deveria às raizes, afinal, não foi feito por um afegão, mas o resultado vale a pena. A trilha é uma delícia e deveria ter levado algum no Oscar. Mas todo mundo sabe que o Oscar não serve de muita coisa mesmo, então no problem.

Sobre Café e cigarros

Coffe and cigarettes. Jim Jarmusch. 2003

Não posso dizer que este é um clássico nem que entrará para a lista dos "tops" , mas não é de se jogar fora. Tem toda uma estética. A escolha pelo preto e branco dá a dica. Não é nada convencional. Afinal, é um Jarmusch. Também não sou especialista no cara, dele só vi "Broken Flowers" e não gostei tanto e ainda não cheguei ao básico "Down by Law". Mas o que importa mesmo são as personalidades excêntricas que ele conseguiu juntar num só filme. Tom Waits (meu preferido), Iggy Pop, Jack and Meg White, Alfred Molina, Bill Murray, Roberto Benigni(eca), Cate Blanchet (que interpreta consigo mesma). Just for fun.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Cloverfield e o 11 de setembro


Cloverfield. Matt Reeves. 2008.

Sim, eu também gosto de cinema barato. Ficção-científica, monstros, sangue e mais sangue. Sou fã de filmes misteriosos e banais. A junção de Bruxa de Blair e Godzilla não poderia ser diferente do que está aqui. Some-se a isso o pavor que o 11 de setembro incutiu aos norte-americanos. Ficou claro que Cloverfield é muito mais o medo do desconhecido (ou já um velho conhecido) que os americanos insistem em sentir diariamente. Aqui algumas imagens , inclusive, são cópias idênticas da destruição cunjugada a muita fumaça e chuva de papéis nos escombros do World Trade Center. Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Mas o filme é contra-indicado em casos de congênitos de labirintite.

Reparação


Desejo e Reparação. Atonement. Joe Wright. 2007

Eis o filme que arrebatará uma grande parte do Oscar. Não só por ser um filme "feito" para isso mas também por ser merecedor. Além de uma história simples e muito bem contada - um drama amargurante - tem o dito plano-sequência de tirar o fôlego. Eu sou uma das grandes admiradoras de planos-sequências e digo que este é um dos bons. Não chega a ser também um clássico como em "Esse obscuro objeto do desejo", mas é muito bem feito. A forma como se conta a história, o ir e vir do passado misturado ao presente, tudo se encaixa muito bem. E , claro, o admirável sotaque inglês.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Minha breve carreira jornalística

Neste fim de semana presenciei um fato inédito:
Logo pela manhã uma casa de madeira em chamas. Os bombeiros chegam em minutos. O fogo cresce, a água esguicha e logo há fumaça, muita fumaça no ambiente. As pessoas se aglomeram para ver o que está acontecendo. Mães com seus bebês no colo, crianças pela rua, curiosos em geral. Bombeiros controlam o fogo. Polícia. Acabou.
Eu assistindo a tudo pela sacada da minha casa.
Eis a sequência:










O fato estranho não é o ocorrido em si, mas sim que logo após tiradas as fotos lá fui eu entrar em contato com os jornais da cidade para ver se havia qualquer tipo de interesse pelas fotos. Um dos jornais nem retornou, já o outro se limitou a esta resposta :

"Obrigada, Flávia
Como o incêndio não deixou feridos e para um assunto factual, já está velho, fica para a próxima vez"
(sic)
Hoje para algo virar efetualmente notícia tem de existir morte e tragédia (mais?!) literalmente. Como se já não bastasse uma notícia ser apenas ruim. Ela tem de conter sangue.
Sinceramente, eu jamais serviria para ser jornalista. Não desse jeito, não nesse mundo.
Talvez eu seja muito pouco factual para isso tudo.
E assim teve término minha investida jornalística, que já nascera morta.
Melhor ser historiadora mesmo.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Cabíria

As noites de Cabíria. Le Notti di Cabiria. Frederico Fellini. 1957. ]

Cabíria é uma prostituta nas ruas de Roma na qual serve direitinho o ditado "desgraça pouca é bobagem". Pelas noites da vida Cabíria passa pelas mais loucas aventuras, desde conhecer um grande astro do cinema até ser hipinotizada num show de variedades. Uma obra-prima de Fellini, tendo como pano de fundo o fanatismo religioso dos católicos romanos. E claro, a bela música de Nino Rota.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Juno


Juno. Jason Reitman. 2007.


Juno é para o Oscar deste ano o que "Pequena Miss Sunshine" foi ano passado. Uma produção menos independente do que a outra, com um tema um pouco mais palatável e comum mas ainda assim uma delícia de filme. A atuação da atriz principal não deixa nada a desejar e a trilha sonora é uma beleza. Aliás, a trilha casa perfeitamente com perfil do filme, com folks e rocks da nova geração como Belle & Sebastian e afins. Delicioso e despretencioso. Mas creio que não vai levar tantas estatuetas pra casa quanto Miss Sunshine. Mas basta de comparações. Boa pedida para uma tarde de domingo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

O descaso da coisa pública - parte II

Logo em seguida parti para uma outra repartição pública: o hospital.
Fui tentar visitar minha avozinha que se encontra lá desde o fim de semana.
É bem o tipo de coisa que estamos acostumados a ver nos jornais da noite pela Tv: pessoas estribuchando pelas macas nos corredores, bêbados, viciados, todo tipo de gente morrendo pelos cantos.
Não há controle de quem entra e quem sai, apesar de um porteiro na frente da enfermaria.
E mesmo que você tenha um pedido de internação para alguém que não vai aguentar nem mais um mês de vida, isso não significa nada pra ninguém. Nem médico, nem enfermeira, nem prefeito nem o raio que o parta.
It´s a long way...

O descaso da coisa pública - parte I

Sei que vai parecer redundante e óbvio tudo isso que vou dizer, mas não tenho como segurar.
Hoje fui na Diretoria de ensino aqui da cidade, entrar com recurso já que não fui aprovada como professora eventual e tal. Desde o começo de todo esse processo eu já sabia da burrocracia, da lerdeza e da ineficiência que a coisa pública gera, mas hoje foi o cúmulo.
A começar pelo site, de difícil navegação e falta de informações fui impelida a ligar no tal departamento. Minutos depois de vãs tentativas, alguém atendeu ao telefone e julgando ser uma mera telefonista( emotion de espanto) bateu o gancho na minha cara logo após dizer que não sabia me dar a informação desejada.
Peguei todos os documentos que julgava necesários e lá fui eu, rumo ao dito departamento. Chegando lá várias pessoas já se aglomeravam na porta, nos corredores, em filas, na frente dos painéis tentando achar quaisquer informações. E eu lá. Depois de meia informação na mesa de informações (digo meia pois a informante só soube me informar metade da informação) rumei para uma sala cuja porta se encontrava trancada e ninguém sabia onde estavam as chaves.
Pra resumir, depois de um tempo soube por outras pessoas que buscavam tantas informações quanto eu que ainda não havia uma lista exata da seleção para professores e ninguem sabia dizer quando a tal lista seria entregue.
Voltei pra casa sem saber como , onde e nem quando recorrer.
E ainda me perguntam porquê eu não queria ser professora pública.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Oh,Baby Jane!

O que terá acontecido a Baby JAne? Robert Aldrich. 1962.

Thriller fantástico com Bette Davis.
Incômodo, desconcertante, um ícone.
Com certeza o filme base de todos os thrillers dalí pra frente.
Do tempo em que ator era sinônimo de atuação impecável.



quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

James e Jerusalém


A jornada de James para Jerusalém. Ra´anan Alexandrowicz. 2003.
James é um sul-africano jovem que se pretende tronar pastor e parte de sua aldeia para peregrinar em Jerusalém. Já no aeroporto James é detido e vai para a prisão, donde sai sob fiança - paga por um judeu que vive de empregar imigrantes ilegais como faxineiros. James vai se adpatando à vida que lhe é imposta e assim também vai perdendo aos poucos o olhar inocente que com ali chegou. O sonho de conhecer Jerusalém vai se desfazendo conforme se rende ao capitalismo subliminar do dia-a-dia. A Cidade Santa já não se propõe assim tão imaculada.

No country



Onde os fracos não têm vez. (No country for old man). Joel and Ethan Coen. 2007.

A vasta filmografia dos irmãos Coen permite dizer que este é um bom filme. Esses caras têm no currículo filmes como a comédia odisséica(?!) E ai, meu irmão, cadê você? , o humor negro de Matadores de velhinhas, o astucioso Fargo e o delicioso Tuilleries de Paris, eu te amo.

Onde os fracos não tem vez não é excepcional, não faz parte do meu rol de filmes du coer mas é um bom filme. Javier Barden está perfeito no papel do matador de aluguel. Cara de louco, jeito de louco, em suma: um louco com uma pistola de ar e um cilindro nas mãos. Eis um western moderno!

Num país que importa e exporta violência nada mais há de se esperar.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

o ano e o passado


O ano começa literalmente novo para mim.
Deixei para trás o serviço burocrático para finalmente me tornar professora.
(emotion de espanto)
E para tanto tive de revirar os papéis e o baú da memória para relmebrar o que já foi estudado (e esquecido, memória seletiva é o que há).
E no fim ainda não entendo o porquê de tanto papel na minha vida. Mas enfim , vamos lá. É história que não tem mais fim.

História antiga
História medieval
História moderna
História das Américas
História do Brasil
História contemporânea
Filosofia
Geografia
Antropologia
Introdução à história
Teoria da história
História da arte
Affff.
Disso tudo o que realmente serve pra vida?


Je ne veux pas travailler
Je ne veux pas déjeuner
Je veux seulement oublier...






Imagens aleatórias sobre história.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

As intermitências da morte

Ganhei um dos últimos livros do Saramago - As intermitências da morte.
Nem preciso dizer o quanto é fantástico. Saramago raramente erra nos temas escolhidos, mas este em especial é deveras interessante. A morte passa a personagem principal da trama quando resolve entrar em greve. Isto mesmo: niguém morre mais. É chegada a hora da tão esperada eternidade. O que niguém contava com isso era o batalhão de problemas que junto dela se acarretavam. Em pouco tempo não haveria espaço para os moribundos nos hospitais, para os velhos dos asilos, e as funerárias e agências de seguros de vida chegariam à falência. Sem contar que a morte passava de problema filosófico à político. Isso quando então o cardeal traz à tona o maior problema de todos: a Igreja Católica sucumbiria com a falta de morte, já que sem morte não há ressurreição.
E por ai vai. Um novo fôlego para um ano que se inicia. Aproveitando que no enredo do romance, é também na virada do 31 de dezembro que a morte decide tirar umas férias para nunca mais voltar.

domingo, 2 de dezembro de 2007

De doer

Piaf. (La môme)*. Olivier Dahan, França, 2007.
Essa será, talvez, uma das mais belas bigrafias retratadas pelo cinema em todos os tempos. E talvez - apenas talvez - eu esteja erada, mas foi esta a sensação que tive ao sair do cinema hoje após a sessão de Piaf - um hino ao amor (título em português, terrível por sinal).
Edith Piaf foi - e agora com muita certeza - a melhor intérprete da música francesa que o mundo pôde prestigiar.
Assim como na maioria das biografias cinematográficas a vida da personagem é destrinchada ao ponto de levar o público às lágrimas e não só pela forma que é contada a história mas pelo teor trágico da vida em questão. E não me venham falar em melodrama, pois está longe de o ser.
Por várias vezes enquanto o assistia me lembrei de outro filme biográfico tão desgraçado (sentido literal de infelicidade) quanto este, que é o Frida , e fiquei a pensar quão presentes são a dor e o sofrimento na vida de algumas pessoas e o tanto que isso as influenciam na expressão artística, no primeiro caso a música e no segundo a pintura.
Eis algo no que pensar. Nunca deixei de acreditar que a dor nos impele à mudanças muitas vezes drásticas ( e nem sempre trágicas).
Taí a dica de dois filmes para pensar, chorar e se encantar.
* La môme significa ao pé da letra "criança", mas o termo se refere à "pequena" e piaf à "pardal".

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

filmes, filmes

O passado. (El passado), Hector Babenco. Argentina, 2007.
Rímini é um jovem belo e talentoso, que ao o final de um casamento de anos se depara com o passado a cada passo que dá em rumo a uma nova vida - leia-se novas mulheres. Um filme fora dos padrões , não de narrativa ou de roteiro, mas da própria forma de se encarar a vida. Trágico feito um tango argentino.



A Massai Branca. (Dei weisse massai) , Hermine Huntgeburth, 2005.

Baseado em fatos verídicos, conta a história da sueca Carola, que abandona sua vida européia para acompanhar de perto a vida dos guerreiros massais, inclusive casando-se com um deles, Lemalian. No deserto africano descobre uma nova forma de viver e em que isso implicaria para o resto de sua vida. Não é nem preciso dizer que que no fim tudo dá errado. Coisas que nenhum tipo de antropologia poderia explicar ( ou que qualquer mané pode entender). É a vida.
De qualquer forma vale ser visto ao mínimo pela bela fotografia.

sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Desconstruindo flávia

Já estive em fases "Lolita", assim como outras mais para "Hair" e ainda tantas "Odisséia".
Mas agora me encontro num momento totalmente "Desconstruindo Harry".
E quem disse que a arte imita a vida?

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Paris, je t´aime

É quase uma redundância falar que um filme sobre Paris é sensível, delicado e irresistivelmente amoroso. Mas como não o dizer? O sentimento é um só: prazer à flor da pele!
É disso que trata Paris, eu te amo. Vários diretores resumiram da melhor forma possivel em 18 curta-metragens o que Paris representa em cada visão. E em cada visão uma nova forma de olhar se abre, um toque não descoberto, um detalhe que antes passava desapercebido e agora se torna um todo representativo, pessoas, sentimentos, todos decupados num mesmo ambiente: Paris!
Cidade de todos os amantes, mesmo aqueles que já deixaram de amar; de todas nacionalidades, de todos os tipos de sentimentos, da miscelânia que este século representa; o próprio século do cinema resumido em uma única película. De tudo um pouco pôde-se perceber: o automatismo hollywoodiano, a beleza e delicadeza da lente européia, a loucura que o novo oriente se propõe e desperta.
Tudo se destaca. Tudo em especial. o filme deve ser visto como um todo apesar de cada parte aparentar tanta independência. Destaque para a música de Camille ao fundo do episódio “Porte de Choisy”, de Christopher Doyle.
O amor se apresenta em todas suas facetas, seja na pele de uma mãe em luto, de um vampiro sedento (à la Sin Citty), do amor pela liberdade, pela solidão em meio à multidão, por aquele amor recém descoberto (que nem se sabia mais que amava) ou aquela paixão arrebatadora. Enfin, vive la amour!

Eis as dezoito historietas:
Bruno Podalydès (episódio "Montmartre")
Gurinder Chadha (episódio "Quais de Seine")
Gus Van Sant (episódio "Le Marais")
Ethan Coen (episódio "Tuileries")
Walter Salles (episódio "Loin du 16ème")
Christopher Doyle (episódio "Porte de Choisy")
Isabel Coixet (episódio "Bastille")
Nobuhiro Suwa (episódio "Place des Victoires")
Sylvain Chomet (episódio "Tour Eiffel")
Alfonso Cuarón (episódio "Parc Monceau")
Olivier Assayas (episódio "Quartier des Enfants Rouges")
Oliver Schmitz (episódio "Place des Fêtes")
Richard LaGravenese (episódio "Pigalle")
Vincenzo Natali (episódio "Quatier de la Madeleine")
Wes Craven (episódio "Père-Lachaise")
Tom Tykwer (episódio "Faubourg Saint-Denis")
Gérard Depardieu e Frédéric Auburtin (episódio "Quatier Latin")
Alexander Payne (episódio "14ème Arrondissement")



Quais de Seine, de Gurinder Chadhacom Leïla Bekhti e Cyril Descours
Tuileries de Joel e Ethan Coencom Julie Bataille, Steve Buscemi, Axel Kiener e Frankie Pain


Le Marais de Gus Van Santcom Marianne Faithfull, Elias McConnell e Gaspard Ulliel
Tour Eiffel de Sylvain Chometcom Yolande Moreau e Paul Putner

Père-Lachaise, de Wes Cravencom Emily Mortimer, Rufus Sewell e Alexander Payne
Place des Victoires de Nobuhiro Suwacom Juliette Binoche, Martin Combes, Willem Dafoe e Hippolyte Girardot

Quartier Latin, de Gérard Depardieu e Frédéric Auburtincom Gena Rowlands, Ben Gazzara e Gérard Depardieu

Parc Monceau, de Alfonso Cuaroncom Nick Nolte, Ludivine Sagnier e Sara Martins

Quartier des Enfants Rouges, de Olivier Assayascom Maggie Gyllenhaal, Lionel Dray e Joana Preiss
Pigalle, de Richard LaGravenesecom Fanny Ardant e Bob Hoskins


Quartier de la Madeleine, de Vincenzo Natalicom Elijah Wood, Olga Kurylenko e Wes Craven

Place des Fêtes, de Oliver Schmitzcom Seydou Boro e Aïssa Maïga
Faubourg Saint-Denis, de Tom Tykwercom Natalie Portman e Melchior Beslon

Loin du 16ème, de Walter Salles e Daniela Thomascom Catalina Sandino Moreno

14ème arrondissement de Alexander Paynecom Margo Martindale

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Mostra

31 ° Mostra Internacional de Cinema

Em São Paulo. Lógico.

Começa amanhã e vai até dia 1°.

Trés bien!