domingo, 20 de março de 2011

Vahram Muratyan - Paris versus NY

Designer francês de ascendência armênia e suas criações minimalistas entre dois mundos: Paris e Nova Iorque. Sensacional.









Show do mês



Elvis Costello.
Credicard Hall, 05 de abril.
São Paulo.
Em plena terça, que pena...

domingo, 13 de março de 2011

Cabeças vão rolar!



Começando o dia corrigindo provas e fazendo cabeças rolar!
Yeah, yeah, yeahs - Heads Will Roll

quinta-feira, 3 de março de 2011

Cineminha


 Biutiful
2010
Alejandro Gonzales Iñárritu

Gosto bastante dos filmes de Iñárritu e este não fica atrás.
O filme é dotado de uma dramaticidade bem característica desse diretor (como em Amores Brutos e 21 Gramas), além do tema recorrente que é a multiplicidade "étnica": Iñárritu sempre trabalha com mais de uma nacionalidade em seus filmes e desta vez o pano de fundo é mais claro que nunca.



127 Horas
2010
Danny Boyle

Agonizador. 
A história é verídica: um rapaz fica preso pelo braço numa fenda de um canion norte-americano e tudo que precisa fazer, depois que acabaram, água e comida, é cortar fora o que o mantém preso. O braço, sim, o braço.
Existem traços da estética de Boyle (câmera rápida, flash). E, afinal, era necessário preencher o filme com algo além de uma pessoa que chega às últimas consequências para sobreviver.
Ainda prefiro Trainspotting.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

28 anos e 4 dias

Essa foto é fake, só pose. Eu ainda não voltei a beber cerveja! Hahahahaha.
Ainda.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Os bons dos últimos tempos

Nas andanças por Sampa consegui ver ótimos filmes.
Eis as dicas:

O Mágico
L'illusionniste
Sylvain Chomet
2010
França

Do mesmo criador do maravilhoso "Bicicletas de Belleville" e com o roteiro de Jacques Tati esta é sem dúvida a melhor animação do ano. O filme praticamente não traz diálogos e por isso mesmo não necessita de legendagem ou da horrível dublagem. A história é simples mas não ordinária. Uma mistura de melancolia, divertimento e tristeza.
Atenção para o dedo de ouro de Tati no roteiro, que chega a fazer menção a um de seus clássicos (Mon Oncle).




Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas
2010
Apichatpong Weerasethaku
Tailândia

Estranhoe difícil para o gosto brasileiro (a começar pelo tanto de gente na sala de cinema, não chegava a 5 pessoas).  Esse tailandês recebeu a Palma de Ouro em Cannes talvez por conta de sua esquisitice. O tio Boonmee sofre de uma doença renal e decide passar os ultimos dias de vida relembrando suas vidas passadas, juntamento com os fantasmas de sua falecida esposa e filho. As imagens são lentas e belas e os diálogos longos e por vezes extraordinários.




Cisne Negro
Black Swan
2010
Darren Aronofsky

A menina dos olhos do Oscar de 2011. E não por acaso. O filme é denso, digno de um noir, pendendo ora para o terror ora para o surreal. O diretor que não perde a mão nunca, pelo menos quando o assunto é impactar com imagens ( Requiem para um Sonho e A Fonte da Vida) também se supera quando o assunto é afundar na mente e desejos humanos (desde O Lutador).




Um Lugar Qualquer
Somewhere
2010
Sofia Coppola

Adoro Sofia Coppola. Não teve um único filme seu que eu não gostasse. Este também entra para a lista.
Uma história banal norte-americana mas com os requintes que só ela sabe usar: a música certa na hora certa, a pausa, o deslocamento de câmera, tudo se ajeita muito bem nesse filme. (Mas no topo da lista ainda está Encontro e Desencontros).



Além da Vida
Hereafter
2010
Clint Eastwood

A primeira cena de filme - que pode levar ao engano devido à tradução do título no Brasil - me impactou muito: o tsunami devastando a Tailândia. Incrível pensar que aquilo realmente aconteceu...
Mas a genialidade de Clint se dá no tema, na busca por um sentido sem maiores explicações e, acima de tudo,  nos finais. Adoro o modo como leva o filme e decepciona os blockbusters de plantão...rs


Ainda faltam alguns antes do Oscar e outros que ficaram para trás... só falta tempo para tantos desejos.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sampa

Ir a São Paulo é sempre uma aventura. Na verdade a considero minha cidade do coração mas ainda não sei se aguentaria morar nessa sin city por muito tempo.
De qualquer forma, consegui ir aos lugares que mais gosto desta vez, além de visitar outras partes da cidade ainda desconhecidas por mim.
Valeu a pena por ter visto minha amiga Lee (ainda que brevemente numa noite de acontecimentos insanos). Valeu por ter visto de perto a festa de início do Ano Novo chinês (ano do Coelho!).
Valeu por ter visto a maior quantidade possível de filmes na Augusta (e pela dica inusitada de Ronaldo Ésper na banca de camelô ao me apontar o "Cisne Negro").
Valeu por ter tido momentos inesquecíveis e por ter uma ótima companhia ao meu lado.
Supimpa.
 Itiriki Bakery


 Mercadão e sua variedade infindável de frutas exóticas


domingo, 30 de janeiro de 2011

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Multiuso

Comecei dando aula de História. (Claro, minha formação).
Depois passei também para Sociologia. (Ok, dei uma olhada durante meu curso).
Agora é História da Arte. (Ufa! Pela primeira vez minha pós serviu para alguma coisa...)
E hoje findei o dia com Filosofia e Atualidades.
Isso que é ser

domingo, 23 de janeiro de 2011

O chato de galochas

A tirinha mais pertinente ao momento: cai fora, chato de galochas! Se toca! Get out!

Taikô

Semana passada fui à uma apresentação inesquecível de Taikô. Em japonês a palavra significa "tambor".
O grupo veio do Japão para algumas apresentações no Brasil e Bauru os recebeu de braços abertos, já que uma de suas componentes é daqui.
A apresentação foi fantástica, nunca vi nada igual. Os tambores representam a alma do grupo mas não são os únicos instrumentos no palco: as flautas e pratos dão um tom mais sensível ao show.
O fugurino é o máximo, tudo muito colorido e brilhante. Mas o que mais chama atenção é a representação dos artistas: caras, bocas e gritos fazem parte da atuação extraordinária.
Pura beleza visual e sonora.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Caramelo

Sukkar Banat, 2007, Nadine Labaki

Filme franco-libanês delicioso. A história gira em torno de 6 mulheres que trabalham num salão de beleza em Beirute, cada qual com sua história e peculiaridade. Sutil e engraçado, toca em assuntos como a cultura religiosa daquele lugar - entre muçulmanos e católicos - e o cotidiano das famílias, como casamento, amor e é claro, a beleza feminina.
E por falar em beleza, a protagonista do filme (a linda atriz e diretora Nadine Labaki) é uma depiladora. Mas diferente daqui do Brasil, que se utiliza cera ou mel, lá o serviço é feito com caramelo (açucar em ponto de fio). Delicioso.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Tears for fears



Esqueça esse clipe horrendo, as roupas de mauricinho, o corte de cabelo xitãozinho e ouça a música.
Adoro.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Trilha de hoje



Teachers - Leonard Cohen


I met a woman long ago
her hair the black that black can go,
Are you a teacher of the heart?
Soft she answered no.
I met a girl across the sea,
her hair the gold that gold can be,
Are you a teacher of the heart?
Yes, but not for thee.

I met a man who lost his mind
in some lost place I had to find,
follow me the wise man said,
but he walked behind.

I walked into a hospital
where none was sick and none was well,
when at night the nurses left
I could not walk at all.

Morning came and then came noon,
dinner time a scalpel blade
lay beside my silver spoon.

Some girls wander by mistake
into the mess that scalpels make.
Are you the teachers of my heart?
We teach old hearts to break.

One morning I woke up alone,
the hospital and the nurses gone.
Have I carved enough my Lord?
Child, you are a bone.

I ate and ate and ate,
no I did not miss a plate, well
How much do these suppers cost?
We'll take it out in hate.

I spent my hatred everyplace,
on every work on every face,
someone gave me wishes
and I wished for an embrace.

Several girls embraced me, then
I was embraced by men,
Is my passion perfect?
No, do it once again.

I was handsome I was strong,
I knew the words of every song.
Did my singing please you?
No, the words you sang were wrong.

Who is it whom I address,
who takes down what I confess?
Are you the teachers of my heart?
We teach old hearts to rest.

Oh teachers are my lessons done?
I cannot do another one.
They laughed and laughed and said, Well child,
are your lessons done?
are your lessons done?
are your lessons done?






Mon Petit Vieux - Camille

C'est lui sur le banc de square
C'est mon ami, mon amoureux
Et ça fait rire les pigeons
Parce que c'est un petit vieux

Nos rendez-vous c'est pas comme dans les films
Je cours vers lui il reste assis
Un jour il m'a même dit:
Tu es la femme du reste de ma vie
Les gens croient qu'il ne me touche pas

Mais il me touche, mon petit vieux
C'est beau ses rides autour des yeux

Des fois quand il est tard
Y'a ses potes qui l'attendent au bar
Une bière
Deux bières

Et il me parle pendant des heures
Des vies qu'il a perdues de vue
Lui au moins il n'a rien à perdre
Alors que moi je n'ai rien vu
Les gens croient qu'il ne me touche pas

Mais il me touche, mon petit vieux
C'est beau ses rides autour des yeux

Un jour on est allé danser
C'était ni techno ni reggae
Il m'a pris doucement la taille
Et j'ai senti sa main trembler

Y'avait des lumières chaudes et claires
J'entendais le bruit de ses pas
Et tout à coup j'me suis sentie
Tout près de l'au-delà
Les gens croient qu'il ne me touche pas

Mais il me touche, mon petit vieux
C'est beau ses rides autour des yeux
Mais il me touche, mon petit vieux
C'est beau ses rides autour des yeux
On dirait l'ombre des arbres sur le ciel
Bleu, bleu, bleu

domingo, 16 de janeiro de 2011

Ainda algumas fotos dessa época da pós:

 A exposição "Umbigo do Mundo"


 Fernando ao centro, sentado.


Michela, Roger, eu , Cassi e Laila no Bar do Jaime: a melhor feijoada de Londrina!

Nostalgia

Revirando minhas coisas da pós em História da Arte descobri alguns tesouros.

Encontrei textos que nem me lembrava de ter lido e de outros que nunca sairam de mim (como o incompreensível "Teia da Vida", de F. Capra).

Sou nostálgica por natureza. Não poderia ser de outra forma. Sou exatamente o que deveria ser: uma pessoa que vive de histórias (algumas guardadas no baú da memória e outras muito bem esquecidas no porão).

Deu muita saudade. Dos amigos, dos professores, das aulas.

De algumas aulas me lembro exatamente como era: em uma delas o Fernando, professor de semiótica e fotografia, nos fez mudar os nomes e conceitos das coisas para explicar a semiótica. Ainda não entendo bem o que é mas a aula ficou gravada. Sem contar na "meditação" que ele aplicava todo começo de aula. Eu, muito irriquieta, não conseguia ficar os minutos em silêncio. Ele ria. Ria da minha postura em colocar os pés sobre a carteira. Fez uma linda exposição de fotos chamada "O umbigo do mundo". Claro que eu e meu umbigo estávamos lá também.
Outra aula inesquecível era a da Almerinda. Doutora em arte brasileira. Ela não se utilizava de texto de apoio, papel algum. Contava tudo de cabeça. Virei fã.
E tinha também o português Olympio, um doce de professor. Falava sobre as poéticas digitais, de uma sabedoria invejante. Mora no meu coração.
E claro, a minha orientadora na época, Marta Dantas. Linda, artística. Foi realmente um prazer.

Dos amigos restam as lembranças, alguns sumiram (Augusto, Jeferson, Michela, Alethea, Carlos, Ana), outros continuam em contato virtual (Roger, Lú, Lisa, Cassi, Juliana, Agda). Thank u, facebook!

Mas o que me impressionou foi achar um bilhete escrito à mão e caneta bic preta entre os textos de fotografia, imagem e semiótica, dizendo o seguinte:

"Frase da camiseta de Flávia: 
O dragão chinês-psicodélico bafora um hálito surreal - fogo de novas significações".

Não consigo entender a assinatura do bilhete e lembro vagamente do dia em que o recebi.

Por momentos como esse que continuo a gostar cada vez mais do que faço: recolher e guardar histórias.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Just

Não que eu acredite nesse lance de felicidade, pois como diziam os Beatles, "happiness is a warm gun", mas posso dizer que HOJE eu estou feliz.



domingo, 26 de dezembro de 2010

Mais Woody


Você vai conhecer o homem dos seus sonhos é um típico Woody Allen. Não o melhor, nem o mais engraçado, mas um genuíno Woody Allen: ótimos atores, enredo simples e direto e trilha sonora deliciosa como só ele sabe fazer.
Para os desavisados que não conhecem esse tipo de cinema, o filme pode parecer banal e sem propósito (algumas pessoas sairam do cinema criticando quem havia indicado o filme...rs). Um dos títulos propostos para a cópia brasileira foi "Uma comédia romântica de Woody Allen". Graças ao bom gosto o nome foi rejeitado e passou do inglês You Will Meet a Tall Dark Stranger para Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos. Ufa!
O filme gira em torno da frase magnífica de Shakespeare, em Macbeth,  que diz "a vida é cheia de som e fúria que nada significa". Desavisados de plantão deveriam  ter se tocado já nesta primeira frase do filme e ter levantado da cadeira: Woody avisou, não esperem um sentido, um final feliz ou algo parecido.Afinal, a vida é assim, como uma vela que se apaga e que no final talvez não tenha importância alguma, sentido algum.

Apaga-te, apaga-te, chama breve! A vida é apenas uma sombra ambulante, um pobre palhaço que por uma hora se espavona e se agita no palco, sem que depois seja ouvido; é uma história contada por idiotas, cheia de fúria e muito barulho, que nada significa

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

No promises

Muito cansada.
Esse é o fim de ano mais louco que tive na vida...
Sem promessas para ano que vem.
I promise!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Woody forever

A frase de  Woody Allen que se aplica a mim certamente:
"Não sou o mesmo desde que parei de fumar"

Grande Woody. Há tempos tive overdose de seus filmes e prometi a mim mesma ficar anos sem assistí-los.
Ainda bem que passou. Já posso me embriagar de novo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Facebook

"Rede Social" é um grande filme.
Logo de início já mostra a que veio: um diálogo (praticamente um monólogo) infindável e extremamente rápido entre o protagonista e a mulher responsável pela fora que seria a força motriz para a "vingança nerd" - o facebook.
Os diálogos são em sua maioria geniais e não há tempo para pipoca, refigerante e nem beijinhos no cinema. A rapidez de pensamento é a marca do filme pois esta é sem dúvida a marca do criador da rede social mais utilizada no mundo.
Filme para poucos - muitos torcerão o nariz dizendo ser chato e maçante, com diálogos muito longos - é mais um dos bons do diretor David Fincher (genial por "O Clube da Luta").

O que posso dizer?
Obrigada, Mark Zuckerberg! I love facebook!

sábado, 4 de dezembro de 2010

Os 3 jotas: O Justo, o Judeu e o Jesuíta

Noite de lançamento do livro de Luiz Felipe Pondé - Contra um mundo melhor: ensaios do afeto - na CPFL de Campinas.
Momento único e deslumbrante que tive o prazer de acompanhar.
Na mesa, além de Pondé, é lógico, foram convidados o filósofo Oswaldo Giacóia Jr. e o historiador Leandro Karnal. Foi algo realmente especial.
A noite começou com a análise perfeita de Karnal sobre o livro de Pondé. A descrição do pensamento "pondeniano" foi pontual e divertida. Daí surgiu a brincadeira dos 3 jotas: o Justo (Giacóia), o Judeu (Pondé) e o Jesuíta (Karnal).
Logo após, Giacóia nos agraciou com seus agradecimentos e questionamentos acerca do conteúdo sempre ácido e real do livro.
Pondé fechou a noite autografando gentilmente os exemplares de sua obra (indicadíssima, já estou quase terminando).
Uma noite memorável.

 Giacóia, Pondé, Karnal



Pondé e meu exemplar, já quase todo lido.

(Tiete, eu sei... rs)

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Cansada

Cansada.
Cansada com o fim de ano,
com o fim das aulas,
com o fim de uma jornada,
com o fim de um ciclo,
com o fim de algo que amo.
Cansada de gente loser,
de gente falsa,
de gente sem educação,
Tão cansada que nem consigo movimentar o mouse...

Poderia ser um haikai
mas como não sei fazer e não gosto de poesia
é só um desabafo mesmo.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O filósofo Charles Harper - Pondé

ADORO TELEVISÃO! Curto muito o dr. House e sua visão trágica de mundo (aliviada estes dias porque ele está pegando a chefe, a dra. Cuddy, e sempre que pegamos alguém a tragédia da vida se dilui na doçura do sucesso sexual, não?).
Hierarquias de poder são grandes afrodisíacos, seja quando envolve mulheres acima (chefes), seja com mulheres abaixo (secretárias). O cinema explora isso há muito tempo com sucesso de bilheteria.
Calma, cara leitora. Não engasgue. Brinco. Aliás, brinco muitas vezes, mas nunca sabemos até onde vai a brincadeira no mundo, não é? Dúvidas são como neblina numa estrada. Escondem curvas e acidentes mortais ou nada além da própria monótona neblina.
Mas tenho um outro herói na TV: Charles Harper, da série “Two and a Half Men“. Tenho um amigo que a deu de presente para seu jovem sobrinho. Acertou em cheio: essa série deveria fazer parte da formação de todo menino hoje em dia, porque vivemos em épocas sombrias. A propósito, deveríamos dar de presente neste Natal a coleção inteira de Monteiro Lobato só para deixar os fascistas da censura das raças bravos. Se vivessem na Alemanha nazista, esses fascistas fariam fogueiras com livros do Monteiro Lobato.
Na agonia de diminuir as baixarias do mundo, estamos mesmo é gerando meninos inseguros e confusos e ainda tem gente por aí que nega isso. Sei que escolas “ensinam” em sala de aula que as “mulheres são oprimidas” já na sétima série! Ouvindo isso, fico feliz que já tenho 51 anos e que pude crescer num mundo onde as mulheres não eram “esse bicho de sete cabeças” que viraram. Pena. Agora sofrem com carinhas medrosos e chorões… e fóbicos que não aguentam compromissos. Ainda bem que a velha seleção natural do Darwin impede que a maioria delas acredite nas baboseiras que falam por aí sobre meninas oprimidas na sétima série. Homens e mulheres se amam para além do “ódio de gênero”.
Voltando ao filósofo Charlie. O duo dele e seu irmão Alan é ceticismo puro para com as modas do comportamento “correto”. Um estudo do comportamento masculino que deixa muita ciência “das masculinidades” (que nome horroroso!) no chinelo. As “militâncias” transformaram muitas mulheres em zumbis emancipados e agora se preparam para fazer o mesmo com os coitados dos caras.
Alan é o típico homem inseguro, mentiroso, “loser”, que se esconde no blá-blá-blá atual da “sensibilidade masculina”. Mas sua muito para pegar alguém. Falido, “massagista” que queria ser médico, expulso de casa pela sua ex-mulher, Alan vai morar com seu irmão Charlie e leva seu filho, Jake (uma prova de que corremos risco de extinção por estupidez). Charlie é seu oposto: bem-sucedido financeiramente, ganha muita grana fazendo jingle publicitário (o suficiente para deixar as “freiras feias” da esquerda nervosas) e pega todas.
Claro que estamos no mundo dos tipos superficiais de comédias. A vida dos homens não é nem Alan nem Charlie. A sociedade do sucesso (material, sexual, afetivo) de hoje é um fracasso: tortura meninas para serem magras e meninos para darem dez sem tirar. A verdade é que a série brinca com os sucessos vazios dos dois irmãos e expõe a dura realidade: o sucesso na vida afetiva não existe.
Uma pérola para você: num dado momento, Alan reclama que seu irmão Charlie está ensinando bobagens para seu filho. Os dois conversavam sobre mulheres. Alan diz “uma relação é construída com sinceridade e respeito pelo outro” (mentira, ele é um dissimulado, como todo mundo que diz “respeitar o outro”), ao que seu irmão Charlie responde: “Nada disso, uma relação se constrói com diamante e Viagra”. Voilà.
Moral da história: para além do blá-blá-blá da “sensibilidade masculina” e da idealização dos afetos (comum em épocas como a nossa, dominada pela sensibilidade infantil da classe média), a maioria das mulheres quer mesmo é homens com “poder” e seguros, que saibam dizer “não” para elas e “sustentar” um mundo onde elas se sintam amadas.

A questão é: tem algum cara que queira pagar a conta? Amor é luxo.

Espero que você ganhe um diamante nesta semana.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O futuro está na moda



Essa notícia com certeza parece ter saído direto de Blade Runner ou 2001: uma odisséia no espaço.
Sim , é isso mesmo: roupa feita a partir de spray! O "líquido de tecido" é aplicado diretamente na pele, se transformando rapidamente numa peça de roupa;  depois pode ser retirado do dorpo, lavado e reutilizado!
Quero logo um vestido!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O Gato






"O gato é uma maquininha
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.
Mas é um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.
É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso faz ronron
para mostrar gratidão.
No passado se dizia que esse ronron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.
Tudo bobagem, despeito.
calúnias contra o bichinho:
esse ronron em seu peito
não é doença - é carinho.
( Ferreira Goullar)

sábado, 16 de outubro de 2010

Tartarugas podem voar

Tartarugas podem voar
Lakposhta hâm parvaz mikonand
Bahman Ghobadi
2004
Irã-Iraque


Fazia tempo desde meu último filme iraniano. Mas algo que guardo em comum entre todos os filmes produzidos por este país é a dor, a tragédia e em alguns, uma pontinha de esperança.
A história se passa num campo de refugiados curdos - minoria étnica perseguida por Saddam Husseim - onde metade da população é formada por crianças que perderam seus pais pelas mãos do exército de Saddam. Além do campo há uma pequena vila, com moradores também desgastados pela guerra.
Quem comanda tanto a vila quanto o campo de refugiados - na fronteira entre Irã e Iraque - é um esperto garoto apelidado de Satélite, dada sua facilidade de comunicação e sua habilidade para lhidar com as antenas do vilarejo.  Satélite, assim como quase todas as criaças dali, perdeu seus pais na guerra. As crianças (em sua maioria mutiladas), aos comandos do garoto, passam o dia recolhendo minas terrestres e vendendo-as para um intermediário - que por sua vez as revende para a ONU.
Dentro desse contexto, o filme retrata os dias anteriores à ocupação norte-americano ao Iraque e a queda de Sadam. Os anciãos do vilarejo compram uma parabólica para se informarem sobre o início da guerra. Satélite, com seu parco inglês, tenta traduzir os noticiários que vê. A história tem um reviravolta quando chegam ao campo de refugiados uma menina curda (Agrin) e seus irmãos - um bebê e um garoto sem braços. Satélite logo se apaixona pois enxerga na triste Agrin alguém como ele.
Ao longo do filme se descobre o passado traumático da garota e a clarividência do irmão sem braços - que prevê a guerra e o fim dela.
O filme é cru, o cenário de guerra convence com seus destroços espalhados e a metáfora da tartaruga - que se assemelha a uma mina terrestre - dão o tão real e comovente ao filme.

Dois Irmãos

Dois Irmãos
Dos Hermanos
2010
Daniel Burman
Argentina

Realmente nós brasileiros temos muito o que aprender com os argentinos quando o negócio é cinema. Assistindo ao ótimo "Dois Irmãos" tive a impressão que talvez nunca vamos conseguir chegar à sutileza argentina quando se trata de cinema bom e simples.
O enredo é banal, os personagens poucos, mas o filme é delicioso. A história conta a relação conturbada entre os irmãos Marcos e Suzana, moradores de Buenos Aires. Com a morte da mãe - cuidada com todo carinho e dedicação pelo filho Marcos -  Suzana (solteirona e viciada em trambiques imobiliários)  decide comprar uma casa no Uruguai para o irmão  (também solteirão e apaixonado por teatro). A história, que poderia enveredar pelos caminhos da tragédia familiar, mergulha numa mistura de momentos alegres e hilários - como na parte em que, através dos "jeitinhos" de Suzana, ela e o irmão entram de bicões numa festa na embaixada brasileira. No Uruguai, Marcos acaba se envolvendo com um grupo de teatro que prepara uma adaptação de "Édipo Rei".
O final dessa história é de uma leveza genial que só os argentinos poderiam dar.