quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Mostra

31 ° Mostra Internacional de Cinema

Em São Paulo. Lógico.

Começa amanhã e vai até dia 1°.

Trés bien!


segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Brasil: o país do cinema (take 1)

O Brasil está voltando a ser referência no cinema mundial. Ok, nada comparado à época de Glauber - e talvez nunca mais retorne a isto, mesmo porquê como Glauber nunca mis haverá e isto é fato. Mas de tempos em tempos aparece alguém tentando fazer algo de bom na sétima arte.
Semana passada pude comprovar um pouco disso num pacote duplamente bom: comédia e tragédia.

Começando por O homem que desafiou o Diabo , de Moacyr Góes.






Depois de "O Auto da Compadecida" todos os filmes baseados na vida nordestina parecem iguais. Ledo engano. O fato é que o retrato da vida severina é este mesmo - ou se fala em paródia ou se documenta de fato. E como comédia é sempre mais rentável eis o filme! Mas o que se destaca neste em especial é a participação de Helder Vasconcelos , ninguém menos que o vocalista e percussionista do grupo Mestre Ambrósio, referência da boa música do Recife. Helder contracena na pele do Diabo à altura de qualquer outro ator em cena. O filme é leve e divertido como um cordel. Eita coisa boa da gota serena!



Continuando a saga não poderia deixar de ver Tropa de elite - o filme mais comentado do ano, por enquanto. E sem dúvidas leva o merecimento de tal.


O diretor atirou para todos os lados e acertou. Ninguém saiu ileso do julgamento: polícia, político, traficante, fogueteiro, pobre, classe média, universitário, repórter, ong, enfim, todos são culpados até que se provem o contrário. Bem estruturado, o filme é uma narrativa sem idas e vindas. O desenrolar da história caminha junto aos acontecimentos e não há escapatória. A história só prova o que todos já deveriam saber: não há saída.

domingo, 7 de outubro de 2007

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Blindness

"Se pode olhar, veja. Se pode ver, repara"
Essa frase foi retirada do livro "Ensaio sobre a Cegueira", de José Saramago.
Quando o li, há mais de 5 anos - bem mais - fiquei estarrecida.
O fiz em poucos dias, mal esperava poder chegar em casa à noite para continuar a história que cada vez mais e mais me prendia e fazia crescer a ânsia do final.
Como algumas linhas (muito bem traçadas) podiam mexer tanto com meu ser?
E enquanto lia, tudo aquilo se transformava em imagem, cenário e personagens na minha cabeça.
E pensava comigo: um dia quero filmar tudo isso e será lindo.
Claro, nada aconteceu, não filmei. Fui estudar história por 5 anos e lá ficou guardado o desejo de ver um dia na big screen a história mais sensível de todas que já tivera notícia.
Mas enfim é chegada a hora.
Fernando Meirelles está a filmar Blindness, adpatação do texto de Saramago para o cinema. E não é qualquer cinema, estamos falando do diretor de Cidade de Deus e O Jardineiro Fiel.
No elenco Julianne Moore, Gael Garcia Bernal, Mark Rufallo, Sandra Oh e Danny Glover.
E claro, um cachorro bem grande para interpretar o Cão das lágrimas, meu personagem favorito.
Para mim é o filme mais esperado do ano (que vem).
No título está o link para o Diário de Blindness. Meirelles é além de tudo um ótimo escritor.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Mad


Madeleine Peyroux
Depois da apresentação no Festival de Música de Ouro Preto é a vez de Sampa, Via Funchal.
E eu por aqui fico chupando o dedo.

sábado, 15 de setembro de 2007

Tietagem


Ontem pudemos presenciar um show muito peculiar, pelo menos pra Bauru.
Cesar Camargo Mariano.
Nem preciso dizer o tamanho da qualidade dessa noite, né? O cara deu conta sozinho de quase 2 horas de show. Ele , o piano e uma platéia estarrecida.
Sesc, lógico.
E nosa tietagem aí estampada.

terça-feira, 11 de setembro de 2007



Rosencrantz e Guildenstern estão mortos . Tom Stoppard. 1990.

Este filme é um achado. Quando o assisti pela primeira vez, por volta dos 17 anos, nunca mais me esqueci. E também nunca mais o encontrei pelas prateleiras das locadoras. Isso até domingo. Agora é pra sempre. Um achado.
A história é hilária - pra não dizer dramática, afinal trata-se de Hamlet. Rosencrantz e Guildentern são personagens menores da história de Shakespeare, mas não neste filme. O diretor Tom Stoppard satiriza e dá mais vida à tediante tragédia inglesa ao verbalizar a genialidade dos personagens. E não é para menos, já que o mesmo também fez o roteiro de Brazil, de Terry Gilliam.
Enfim, só assistindo pra saber do que falo.
Ah, destaque para o jogo de tênis com palavras.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Boas novas (não tão nova assim)


Ridley Scott está lançando a última versão de Blade Runner - The final Cut.
E eu acho isso o máximo. Blade Runner é show.
Provavelmente seja o único filme com Harrison Ford que eu realmente goste.
E quantas vezes for lançando tantas vezes eu aplaudirei.
Vida longa a Blade Runner!


Para saber na íntegra clique no título.


de lascar

Estou de molho em casa numa gripe ferrada.
Isso em quase véspera de feriado é de lascar.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Cine Trash




Fome Animal. Dead Alive (ou Braindead). 1992. Peter Jackson, Nova Zelândia.

Quer saber o resultado da junção de um filme de terror B (ok, isso foi um pleonasmo), mais de 5 galões de sangue falso despejados por segundo, um enredo absurdo e nitidamente hilário, canastrice teatral, uma tentativa (não tão perdida) de animação computadorizada e um cenário exótico como a Nova Zelândia? Eis o resultado. Fome Animal é um clássico do Cine Trash não convencional, só para fãs. Não há nada que tenha me desagradado nessa película, já que a proposta é exatamente esta: causar náusea e riso ao mesmo tempo. E quem diria, Peter Jackson...?!

Pra não dizer que não avisei: só para estômagos fortes. Em alguns países os ingressos de cinema foram vendidos juntamente com sacos para vômito.

sábado, 25 de agosto de 2007


Mais estranho que a ficção. Marc Foster. 2007.
O fiscal de imposto de renda Harold Crick tem a vida virada do avesso ao começar ouvir uma estranha voz feminina que narra cada movimento seu.
A temática deste filme é inusitada e deliciosa, colocando o ser humano como não só mais um protagonista de uma historiazinha, mas sim da história da vida. O diretor Marc Foster superou filmes anteriores, como A última ceia (do qual não entendo o porquê de tanto alarde) , Em busca da Terra do Nunca e Stay. Na verdade este filme agrada àqueles fãs de Quero ser John Malkovich, Brilho eterno de uma mente sem lembranças e Magnólia (meu preferido) - este último apenas pela particularidade do entrelaçamento de personagens e de histórias. Na verdade é tudo muito bem amarrado durante a trama e quanto ao enredo, nem se fale. Salvou minha tarde de sábado.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

e tem mais música


E não parou por aí .
O final de semana ainda revelou algo inesperado: o show com Hamilton de Holanda e Yamandú Costa. A junção perfeita de bandolim e violão, algo indescretível.
Os dois músicos, sem atenção maior para um ou outro, são virtuoses de seus instrumentos. Agilidade, destreza e intimidade. É isso que rola num palco quando estes dois estão unidos.
Eu garanto.

Show!



Foi demais.
Sem palavras.
Ou melhor, muitas palavras pra descrever o que rolou no Teatro Municipal com a Banda Antiquário: música high quality , primeira classe, avant garde, sensibilidade à flor da pele, comprometimento com a beleza...
Parabéns a todos.

sábado, 11 de agosto de 2007

Jazz


Show Jazz à Brasileira
Banda Antiquário
Teatro Munipal de Bauru
Dias 15 e 16 Agosto
21 hs
Ingressos : R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia)
Participação: Banda Sindicato do Jazz
Telefone para contato:(14) 3011-4428 / 3235-1072




sábado, 4 de agosto de 2007

Norah Jones


Do álbum "Not too late" , o vídeo da música Sinkin' Soon, divertidíssima. Percebam a influência de Tom Waits no deboche do trumpete...

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Mais um dos bons


Michelangelo Antonioni:
29 de setembro de 1912 - 30 de julho de 2007

Mais um dos bons que se foi. E no mesmo dia de Bergman.
Isso me faz pensar em quem será o próximo e me faz lembrar que em pouco tempo não sobrará ninguém. Dos bons.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Bergman

Ingmar Bergman:
14 de julho de 1918 - 30 de julho de 2007.


Seria redundante e pareceria lugar comum dizer que hoje o cinema perdeu um grande homem.
Digamos que o mundo ficou um pouco menos melancólico.
E isso não é tão bom quanto parece...

quinta-feira, 26 de julho de 2007

O homem provisório

Foi só reclamar que apareceu coisa boa por aqui.
Anteontem presenciei teatro de primeira aqui no Sesc. Coisa que não acontecia há um bom tempo. Ali´s, coisa rara.
Cacá Carvalho dirigiu a peça O homem provisório. Texto baseado em Guimarães Rosa, Grande sertão; veredas, não deixou a desejar. O cenário era impecável, todo dividido em grandes cortinas trasnlúcidas estampadas com a caatinga nordestina.
As iluminação sempre muito bem representada ajudava a situar a localidade e dar aquele ar agreste ao palco.
A interpretação - diria mais interjeição - dos atores é memorável. Diadorim e Riobaldo.
Máscaras perfeitamente confeccionadas se confudiam às cabeças dos atores, ora parecendo atuar tão bem quanto os mesmos.
O grupo permaneceu 1 mês no sertão do Cariri fazendo - eu diria na linguagem de historiador - trabalho de campo. E valeu a pena, sem dúvida.

domingo, 22 de julho de 2007

Baú da memória, parte II - musicais da minha vida

Bob Fosse. Dirigiu, coreografou, cantou e atuou. Um artista completo. Só uma pequena mostra de sua obra:


Cabaret. 1972.
Não há muito o que falar. Na verdade é desnecessário dizer. Só assistindo para saber. Enfim, Bob Fosse e Lisa Minnelli...sem comentários.




The little prince. O pequeno príncipe. 1974.
O clássico livro (não tão) infantil ganhou versão musicada nas mãos de Fosse. Há quem não goste. Mas sou particularmente suspeita para falar, já que este foi meu livro de cabeceira quando criança e sou aficcionada por musicais.





All that jazz. 1979.

Bob Fosse é um gênio da coreografia. Pra quem curte dança, é um prato cheio e saboroso. Além de tudo a trilha sonora é fantástica. Aconselhadíssimo. (Meu preferido dentre os três).

sábado, 21 de julho de 2007

carência

Ultimamente o negócio tá pegando por aqui.
Tô carente de bons filmes. Adoro ir ao cinema e pela falta de conteúdo tudo que vejo são grandes blockbusters. Lamentável.
Teatro é outra coisa que aqui em Bauru não vinga. Há tempos - muito mesmo - não assisti algo de qualidade.
Bons shows também não tem rolado.
O que acontece nessa cidade?