"Obrigada, Flávia
Como o incêndio não deixou feridos e para um assunto factual, já está velho, fica para a próxima vez"
As noites de Cabíria. Le Notti di Cabiria. Frederico Fellini. 1957. ]


Onde os fracos não têm vez. (No country for old man). Joel and Ethan Coen. 2007.
A vasta filmografia dos irmãos Coen permite dizer que este é um bom filme. Esses caras têm no currículo filmes como a comédia odisséica(?!) E ai, meu irmão, cadê você? , o humor negro de Matadores de velhinhas, o astucioso Fargo e o delicioso Tuilleries de Paris, eu te amo.
Onde os fracos não tem vez não é excepcional, não faz parte do meu rol de filmes du coer mas é um bom filme. Javier Barden está perfeito no papel do matador de aluguel. Cara de louco, jeito de louco, em suma: um louco com uma pistola de ar e um cilindro nas mãos. Eis um western moderno!
Num país que importa e exporta violência nada mais há de se esperar.


Piaf. (La môme)*. Olivier Dahan, França, 2007.
Quais de Seine, de Gurinder Chadhacom Leïla Bekhti e Cyril Descours
Tuileries de Joel e Ethan Coencom Julie Bataille, Steve Buscemi, Axel Kiener e Frankie Pain
Le Marais de Gus Van Santcom Marianne Faithfull, Elias McConnell e Gaspard Ulliel
Tour Eiffel de Sylvain Chometcom Yolande Moreau e Paul Putner
Père-Lachaise, de Wes Cravencom Emily Mortimer, Rufus Sewell e Alexander Payne
Place des Victoires de Nobuhiro Suwacom Juliette Binoche, Martin Combes, Willem Dafoe e Hippolyte Girardot
Quartier Latin, de Gérard Depardieu e Frédéric Auburtincom Gena Rowlands, Ben Gazzara e Gérard Depardieu
Parc Monceau, de Alfonso Cuaroncom Nick Nolte, Ludivine Sagnier e Sara Martins
Quartier des Enfants Rouges, de Olivier Assayascom Maggie Gyllenhaal, Lionel Dray e Joana Preiss
Pigalle, de Richard LaGravenesecom Fanny Ardant e Bob Hoskins
Place des Fêtes, de Oliver Schmitzcom Seydou Boro e Aïssa Maïga
Faubourg Saint-Denis, de Tom Tykwercom Natalie Portman e Melchior Beslon
Loin du 16ème, de Walter Salles e Daniela Thomascom Catalina Sandino Moreno
14ème arrondissement de Alexander Paynecom Margo Martindale

O diretor atirou para todos os lados e acertou. Ninguém saiu ileso do julgamento: polícia, político, traficante, fogueteiro, pobre, classe média, universitário, repórter, ong, enfim, todos são culpados até que se provem o contrário. Bem estruturado, o filme é uma narrativa sem idas e vindas. O desenrolar da história caminha junto aos acontecimentos e não há escapatória. A história só prova o que todos já deveriam saber: não há saída.



Quer saber o resultado da junção de um filme de terror B (ok, isso foi um pleonasmo), mais de 5 galões de sangue falso despejados por segundo, um enredo absurdo e nitidamente hilário, canastrice teatral, uma tentativa (não tão perdida) de animação computadorizada e um cenário exótico como a Nova Zelândia? Eis o resultado. Fome Animal é um clássico do Cine Trash não convencional, só para fãs. Não há nada que tenha me desagradado nessa película, já que a proposta é exatamente esta: causar náusea e riso ao mesmo tempo. E quem diria, Peter Jackson...?!
Pra não dizer que não avisei: só para estômagos fortes. Em alguns países os ingressos de cinema foram vendidos juntamente com sacos para vômito.




The little prince. O pequeno príncipe. 1974.
All that jazz. 1979.
Bob Fosse é um gênio da coreografia. Pra quem curte dança, é um prato cheio e saboroso. Além de tudo a trilha sonora é fantástica. Aconselhadíssimo. (Meu preferido dentre os três).