quarta-feira, 27 de outubro de 2010
O Gato
"O gato é uma maquininha
que a natureza inventou;
tem pêlo, bigode, unhas
e dentro tem um motor.
Mas é um motor diferente
desses que tem nos bonecos
porque o motor do gato
não é um motor elétrico.
É um motor afetivo
que bate em seu coração
por isso faz ronron
para mostrar gratidão.
No passado se dizia que esse ronron tão doce
era causa de alergia
pra quem sofria de tosse.
Tudo bobagem, despeito.
calúnias contra o bichinho:
esse ronron em seu peito
não é doença - é carinho.
( Ferreira Goullar)
sábado, 16 de outubro de 2010
Tartarugas podem voar
Tartarugas podem voar
Lakposhta hâm parvaz mikonand
Bahman Ghobadi
2004
Irã-Iraque
Fazia tempo desde meu último filme iraniano. Mas algo que guardo em comum entre todos os filmes produzidos por este país é a dor, a tragédia e em alguns, uma pontinha de esperança.
A história se passa num campo de refugiados curdos - minoria étnica perseguida por Saddam Husseim - onde metade da população é formada por crianças que perderam seus pais pelas mãos do exército de Saddam. Além do campo há uma pequena vila, com moradores também desgastados pela guerra.
Quem comanda tanto a vila quanto o campo de refugiados - na fronteira entre Irã e Iraque - é um esperto garoto apelidado de Satélite, dada sua facilidade de comunicação e sua habilidade para lhidar com as antenas do vilarejo. Satélite, assim como quase todas as criaças dali, perdeu seus pais na guerra. As crianças (em sua maioria mutiladas), aos comandos do garoto, passam o dia recolhendo minas terrestres e vendendo-as para um intermediário - que por sua vez as revende para a ONU.
Dentro desse contexto, o filme retrata os dias anteriores à ocupação norte-americano ao Iraque e a queda de Sadam. Os anciãos do vilarejo compram uma parabólica para se informarem sobre o início da guerra. Satélite, com seu parco inglês, tenta traduzir os noticiários que vê. A história tem um reviravolta quando chegam ao campo de refugiados uma menina curda (Agrin) e seus irmãos - um bebê e um garoto sem braços. Satélite logo se apaixona pois enxerga na triste Agrin alguém como ele.
Ao longo do filme se descobre o passado traumático da garota e a clarividência do irmão sem braços - que prevê a guerra e o fim dela.
O filme é cru, o cenário de guerra convence com seus destroços espalhados e a metáfora da tartaruga - que se assemelha a uma mina terrestre - dão o tão real e comovente ao filme.
Lakposhta hâm parvaz mikonand
Bahman Ghobadi
2004
Irã-Iraque
Fazia tempo desde meu último filme iraniano. Mas algo que guardo em comum entre todos os filmes produzidos por este país é a dor, a tragédia e em alguns, uma pontinha de esperança.
A história se passa num campo de refugiados curdos - minoria étnica perseguida por Saddam Husseim - onde metade da população é formada por crianças que perderam seus pais pelas mãos do exército de Saddam. Além do campo há uma pequena vila, com moradores também desgastados pela guerra.
Quem comanda tanto a vila quanto o campo de refugiados - na fronteira entre Irã e Iraque - é um esperto garoto apelidado de Satélite, dada sua facilidade de comunicação e sua habilidade para lhidar com as antenas do vilarejo. Satélite, assim como quase todas as criaças dali, perdeu seus pais na guerra. As crianças (em sua maioria mutiladas), aos comandos do garoto, passam o dia recolhendo minas terrestres e vendendo-as para um intermediário - que por sua vez as revende para a ONU.
Dentro desse contexto, o filme retrata os dias anteriores à ocupação norte-americano ao Iraque e a queda de Sadam. Os anciãos do vilarejo compram uma parabólica para se informarem sobre o início da guerra. Satélite, com seu parco inglês, tenta traduzir os noticiários que vê. A história tem um reviravolta quando chegam ao campo de refugiados uma menina curda (Agrin) e seus irmãos - um bebê e um garoto sem braços. Satélite logo se apaixona pois enxerga na triste Agrin alguém como ele.
Ao longo do filme se descobre o passado traumático da garota e a clarividência do irmão sem braços - que prevê a guerra e o fim dela.
O filme é cru, o cenário de guerra convence com seus destroços espalhados e a metáfora da tartaruga - que se assemelha a uma mina terrestre - dão o tão real e comovente ao filme.
Dois Irmãos
Dois Irmãos
Dos Hermanos
2010
Daniel Burman
Argentina
Realmente nós brasileiros temos muito o que aprender com os argentinos quando o negócio é cinema. Assistindo ao ótimo "Dois Irmãos" tive a impressão que talvez nunca vamos conseguir chegar à sutileza argentina quando se trata de cinema bom e simples.
O enredo é banal, os personagens poucos, mas o filme é delicioso. A história conta a relação conturbada entre os irmãos Marcos e Suzana, moradores de Buenos Aires. Com a morte da mãe - cuidada com todo carinho e dedicação pelo filho Marcos - Suzana (solteirona e viciada em trambiques imobiliários) decide comprar uma casa no Uruguai para o irmão (também solteirão e apaixonado por teatro). A história, que poderia enveredar pelos caminhos da tragédia familiar, mergulha numa mistura de momentos alegres e hilários - como na parte em que, através dos "jeitinhos" de Suzana, ela e o irmão entram de bicões numa festa na embaixada brasileira. No Uruguai, Marcos acaba se envolvendo com um grupo de teatro que prepara uma adaptação de "Édipo Rei".
O final dessa história é de uma leveza genial que só os argentinos poderiam dar.
Dos Hermanos
2010
Daniel Burman
Argentina
Realmente nós brasileiros temos muito o que aprender com os argentinos quando o negócio é cinema. Assistindo ao ótimo "Dois Irmãos" tive a impressão que talvez nunca vamos conseguir chegar à sutileza argentina quando se trata de cinema bom e simples.
O enredo é banal, os personagens poucos, mas o filme é delicioso. A história conta a relação conturbada entre os irmãos Marcos e Suzana, moradores de Buenos Aires. Com a morte da mãe - cuidada com todo carinho e dedicação pelo filho Marcos - Suzana (solteirona e viciada em trambiques imobiliários) decide comprar uma casa no Uruguai para o irmão (também solteirão e apaixonado por teatro). A história, que poderia enveredar pelos caminhos da tragédia familiar, mergulha numa mistura de momentos alegres e hilários - como na parte em que, através dos "jeitinhos" de Suzana, ela e o irmão entram de bicões numa festa na embaixada brasileira. No Uruguai, Marcos acaba se envolvendo com um grupo de teatro que prepara uma adaptação de "Édipo Rei".
O final dessa história é de uma leveza genial que só os argentinos poderiam dar.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Os melhores dos últimos tempos...
O Mundo Imaginário de Doutor Parnassos
The Imaginarium of Doctor Parnassus
2009
Terry Giliam
O último filme de Heath Ledger, um verdadeiro delírio. Não poderia ser diferente. afinal, é um Terry Gilliam legítimo. Onírico, maluco, viajante.

O Pequeno Nicolau
Le petit Nicolas
2009
Laurent Tirard
Delicioso do começo ao fim. Para aliviar o coração, de um jeito que só os franceses sabem fazer.
A Ronda da Noite
Nightwatching
2007
Peter Greenaway
O título faz menção ao quadro "Ronda Noturna",a maior obra de Rembrant, rei da luz e sombra. Mas o filme vai muito além de tentar explicar a tela ou a história da tela: mostra a vida do pintor de uma forma impressionante, montando cada cena do filme como se tivesse saido do pincel do próprio artista. Longo mas belo. Só para apreciadores.
The Imaginarium of Doctor Parnassus
2009
Terry Giliam
O último filme de Heath Ledger, um verdadeiro delírio. Não poderia ser diferente. afinal, é um Terry Gilliam legítimo. Onírico, maluco, viajante.

O Pequeno Nicolau
Le petit Nicolas
2009
Laurent Tirard
Delicioso do começo ao fim. Para aliviar o coração, de um jeito que só os franceses sabem fazer.
A Ronda da Noite
Nightwatching
2007
Peter Greenaway
O título faz menção ao quadro "Ronda Noturna",a maior obra de Rembrant, rei da luz e sombra. Mas o filme vai muito além de tentar explicar a tela ou a história da tela: mostra a vida do pintor de uma forma impressionante, montando cada cena do filme como se tivesse saido do pincel do próprio artista. Longo mas belo. Só para apreciadores.
Londrina, mon amour
sábado, 25 de setembro de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
Dedo podre ( ou: o que aprendi com um dia péssimo)
Fato 1: Estou doente há mais de dez dias.
Fato 2: Minha Tv quebrou e ficou mais de dez dias no conserto.
Fato 3: No mesmo dia meu carro pifou, minha voz sumiu, trabalhei até as dez da noite e quando cheguei em casa meu computador também estava pifado.
Conclusão: Não há nada tão ruim que não possa piorar.
Fato 2: Minha Tv quebrou e ficou mais de dez dias no conserto.
Fato 3: No mesmo dia meu carro pifou, minha voz sumiu, trabalhei até as dez da noite e quando cheguei em casa meu computador também estava pifado.
Conclusão: Não há nada tão ruim que não possa piorar.
Little Shakespeare
Chespirito ("pequeno Shakespeare"), o comediante mexicano que criou Chavez e Chapolin, fez um vídeo se opondo ao aborto no México.
domingo, 22 de agosto de 2010
domingo, 15 de agosto de 2010
Do arco da velha
Prenúncio da década de 80 no modelito da bela... ai que saudade das minhas polainas!
Minha vida de tiete - parte 3
Desta vez dei uma de fotógrafa: fiquei na boca do palco, tirei as fotos e me mandei.
Ainda assim o show estava bem legal.
Arnaldo Antunes é show.
Ainda assim o show estava bem legal.
Arnaldo Antunes é show.
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Minha vida de tiete - parte 2
Quem convive comigo sabe o quanto eu gosto de ir a shows de música. Na verdade curto espetáculos em geral: dança, teatro, circo, barraco...ops. Anyway, neste fim de semana pude conferir uma das mais lindas intérpretes da MPB: Mônica Salmaso.
O show teve início com o compositor e violonista Eduardo Gudin e uma ótima banda, tocando samba das antigas (contando inclusive com um samba feito por Arrigo Barnabé! Imaginem um samba dodecafônico...). Mônica chegou depois para abrilhantar o espetáculo.
Não tem voz igual a essa, isso eu posso garantir.
Pra quem não conhece, fica a dica.
E eu, é claro, dando uma de tiete.
O show teve início com o compositor e violonista Eduardo Gudin e uma ótima banda, tocando samba das antigas (contando inclusive com um samba feito por Arrigo Barnabé! Imaginem um samba dodecafônico...). Mônica chegou depois para abrilhantar o espetáculo.
Não tem voz igual a essa, isso eu posso garantir.
Pra quem não conhece, fica a dica.
E eu, é claro, dando uma de tiete.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Cartas de um diabo a seu aprendiz
Já estou no final deste delicioso lvro de C. S. Lewis (As Crônca de Nárnia) escrito durante a Segunda Guerra Mundial.
Dotado de um humor sarcástico que poucos conhecem, Lewis expõe a correspondência entre o diabo Fitafuso e se sobrinho e aprendiz Vermebile.
Hilário e verdadeiro, Lewis aborda de uma forma clara e inusitada a disputa dos demônios pela alma humana. Pra quem não sabe, C. S. Lewis se converteu ao critianismo depois de anos de puro ateismo.
O livro é dedicado a seu amigo J. R. R. Tolkien.
Dotado de um humor sarcástico que poucos conhecem, Lewis expõe a correspondência entre o diabo Fitafuso e se sobrinho e aprendiz Vermebile.
Hilário e verdadeiro, Lewis aborda de uma forma clara e inusitada a disputa dos demônios pela alma humana. Pra quem não sabe, C. S. Lewis se converteu ao critianismo depois de anos de puro ateismo.
O livro é dedicado a seu amigo J. R. R. Tolkien.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Tsuru
Fiz meu primeiro tsuru hoje.
Na tradição japonesa o tsuru em origami é distribuido em festas e casamentos como sinal de felicidade, sorte e saúde.
Me lembro a primeira vez que vi um tsuru: numa sacada genial no final de Blade Runner.
Nunca mais esqueci.
Na tradição japonesa o tsuru em origami é distribuido em festas e casamentos como sinal de felicidade, sorte e saúde.
Me lembro a primeira vez que vi um tsuru: numa sacada genial no final de Blade Runner.
Nunca mais esqueci.
domingo, 1 de agosto de 2010
Funny Face
É isso. Lá se foi 1 mês inteiro de férias. Acabou o recreio.
E pra fechar com chave de ouro - e findar minhas madrugadas recheadas de cinema - consegui pegar o finalzinho deCinderela em Paris "Funny Face" ontem a noite no corujão da Globo. Sim, esse é praticamente o único horário bom para se ver filmes assim na Tv aberta ( e hoje na Band também, depois das 23 hs).
Só mesmo um sensível e indefeso musical dos anos 50 para me animar em mais um semestre.
E viva Fred Astaire e Audrey Hepburn!
E pra fechar com chave de ouro - e findar minhas madrugadas recheadas de cinema - consegui pegar o finalzinho de
Só mesmo um sensível e indefeso musical dos anos 50 para me animar em mais um semestre.
E viva Fred Astaire e Audrey Hepburn!
quarta-feira, 28 de julho de 2010
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