quarta-feira, 19 de maio de 2010

Everyman

Com pouco tempo pra ler, mas muita vontade, tenho encontrado nos livros novamente um refúgio.
Comprei o livro "Homem Comum" ( Everyman), de Philip Roth.
Não é um clássico, talvez nem seja um grande livro. Mas devorei em poucos dias e me trouxe certo alívio ( e angústia ao mesmo tempo...). Porquê, acima de tudo, somos todos homens e mulheres comuns, apesar de tentar com todos nossos esforços mostrar o contrário, que somos diferente, agimos diferente ou que somos seres  excepcionais.
Mas no fim não passamos de pessoas comuns, que sofrem e fazem sofrer.
E morremos, assim, sem mais delongas, sem purpurina, sem grandes acontecimentos.

sábado, 15 de maio de 2010

Alô, alô, decadência!

Dificilmente acho algo bom aqui pelo cinema nacional. Mas as exceções acabam sempre aparecendo na forma de documentários. Eduardo Coutinho é meu preferido ( ainda não consegui ter acesso ao último - Jogo de cena), mas de vez em quando acabo descobrindo outras pérolas.

"Alô, alô, Teresinha" é um documentário sobre Chacrinha, aquela figura insólita e kitsch de nossa infância (anos 80), precursor dos programas de auditório que hoje preenchem nossos domingos de angústia e desespero. Mas no fim acaba sendo muito mais um documentário sobre a decadência natural que as celebridades sofrem ao cair no anonimato e ostracismo - no caso, as chacretes. Todas, com exceção de Rita Cadilac, levam hoje uma vida, digamos assim, um tanto quanto decadente.
Só assistindo pra entender.

Decadence avec sem elegance!

Alô, alô, Teresinha!

Nelson Hoineff
Brasil
2009 

ps: clique no título para ir ao site do filme.

O melhor dos últimos tempos

Não tenho tido grandes surpresas com o cinema durante esse ano. A expectativa de "Alice" acabou gerando uma certa ilusão quanto ao filme, decepcionante.
Mas me maravilhei ao assistir "Entre os muros da escola", um filme francês que retrata o cotidiano de uma escola na periferia de Paris. Ok, até aí parece tudo muito sentimental, não fosse pelo fato de que os próprios professores e alunos participaram do filme, interpretando seus próprios papeis.
É na figura do professor de francês, François, que se concentra a história: a dificuldade diária que é ensinar algo para cabeças dispersas e maldosas, além de ter a vida exposta (já que todo professor acaba se tornando uma pessoa "pública"...). Na França há que se enfrentar ainda o problema da imigração - ilegal na maioria das vezes - e o problema que isso gera dentro de uma sala de aula.


Excepcional para qualquer professor de qualquer área em qualquer país.

Entre les murs
Entre os muros da escola
Laurente Cantet
2008
França

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Down

Esse sim me traduz melhor hoje:

Up

Apesar de não estar exatamente no clima de uma música tão pra cima assim hoje, achei o clip demais :



A banda é Hold Your Horses. Cool

domingo, 2 de maio de 2010

Vida de professora

O legal de quando escolhi essa profissão é que....eu não escolhi!
Rsrsrsrs
Mas tá aí a prova cabal que nóis sofre, mas nóis si diverti!


E viva o dia do trabalho! (principalmente o feriado...)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

SHOWS, SHOWS

Alguns dos melhores shows do ano acontecem nesta semana.
Nas grandes capitais, lógico.

MOBY
Pepsi on Stage - Porto Alegre - 20/04
Curitiba - 21/04
Sampa - 23/04



NOUVELLE VAGUE
Clash Club - Sampa - 29/04
Rio de Janeiro - 30/04
Recife - 01/05

sábado, 17 de abril de 2010


Invictus
Clint Eastwood
2009


Um Eastwood é sempre um Eastwood.
Dispensa comentários.

Simonal

Simonal: ninguém sabe o duro que dei
Claudio Manoel
2009

Um dos melhores filmes brasileiros dos últimos tempos.
Pelo menos foge do politicamente correto.

Tired

I'm so tired, I haven't slept a wink,
I'm so tired, my mind is on the blink.
I wonder should I get up and fix myself a drink.
No, no, no.
I'm so tired I don't know what to do.
I'm so tired my mind is set on you.
I wonder should I call you but I know what you'd do.
You'd say I'm putting you on.
But it's no joke, it's doing me harm.
You know I can't sleep, I can't stop my brain
You know it's three weeks, I'm going insane.
You know I'd give you everything I've got
For a little peace of mind.
I'm so tired, I'm feeling so upset
Although I'm so tired I'll have another cigarette
And curse Sir Walter Raleigh.
He was such a stupid git.


Meu estado de espírito nesse momento, by Beatles

sábado, 10 de abril de 2010

Cenas de um casamento


Mais uma viagem-relâmpago para São Paulo.
Ir pra lá é sempre um misto de diversão e correria...
Uma pena não ter dado para encontrar os amigos de lá desta vez. Fica pra próxima.

Algumas cenas:


Figuraça na Estação da Luz.


Gordinhas da Pinacoteca


Os exageros do mercadão municipal.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sessão "coisas que não gosto ( ou odeio)"


Odeio quando alguém fala comigo enquanto estou lendo o jornal.

Odeio quando me pegam no braço ( ou qualquer parte do corpo) ao falar comigo.

Odeio quando me chamam de "colega".

Sou chata e adoro galochas.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Itikiri Bakery


Sempre que venho a São Paulo não resisto a um passeio na Liberdade. Pra falar a verdade eu faço questão de vir sempre aos domimgo só por causa da feirinha que tem lá. Desta vez, além dos famosos bolinhos (Tako-Yaki) fui num lugar que já conhecia de passagem mas dessa vez resolvi ficar: Bakery Itiriki. É a padaria mais charmosa que já entrei no Brasil. Destaque para o self-service de doces e pães, além de vários tipos de sucos e bebidas especiais.
Puro luxo gastronômico.

sexta-feira, 19 de março de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010

SENTIMENTO DO DIA

"Hospitais e cemitérios são lugares excepcionais para fazermos filosofia. Imediatamente, é reestabelecida, em minha alma, a consciência do punhado de pó que sou. A cada doença, o pó toma o lugar do corpo. Eis a agonia interna da alma se fazendo presente".

L. F. Pondé

sábado, 6 de março de 2010

In the air


Amor sem escalas

Up in the air

Jason Reitman

2009


Do mesmo diretor de "Juno", com a mesma graça mas um pouco mais de maturidade - ou sensibilidade - este é um dos mais gostosos filmes do ano.

A revista Bravo! do mês passado citou Amor sem Escalas como um filme de bons diálogos, ao lado de Casablanca e Quanto mais quente melhor. E , apesar de não chegar a ser um clássico (não acredito que chegará a ser um dia), é um filme com um roteiro muito bem escrito. Os diálogos são rápidos e deliciosos - daquele tipo que, depois que falamos besteira, pensamos: "Porquê não pensei numa resposta como essa?" ou ainda "Essa fala poderia ser minha". Real e direta.

Como alguém já disse, um filme de gente grande.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Ah, New York!



New York, I love You
Nova Iorque, eu te amo
Vários diretores
2009
Ah, Nova Iorque!

Nos mesmos moldes de "Paris, je t'aime" este é um filme composto por vários diretores, com várias histórias diferentes e todas, sem exceção, são lindas, lindas, lindas.
Como ultimamente tenho ido ao cinema apenas para me aborrercer (filmes desnecessários citar, como "Um olhar no Paraíso", afffff) esse foi um colírio, um refresco para a alma cinéfila.
O difenrencial deste filme com 'Paris, eu te amo" é que, invés de cada diretor fazer uma história fechada, com começo, meio e fim, aqui os diretores se uniram em várias histórias que se entrelaçam em uma única. Quase um "Magnólia" mas ainda assim diferente. Maravilhoso.

Ah, Nova Iorque! Ainda hei de te conhecer!
!

Livros, livros, livros


Parece que saí de um jejum literário.
Quando mais nova, na adolescência, costumava ler pilhas de livros por mês. Sim.
Eu tinha tempo.
Depois da faculdade as coisas nunca mais foram as mesmas...
Agora, estou na ativa de novo!

Últimas preciosidades:


Guia politicamente incorreto da hitória do Brasil
Leandro Narloch.
O livro tá dando o que falar (na lista dos mais vendidos), afinal, quando se trata de ser politicamente incorreto esse cara aí é mestre. O autor buscou, com base em fontes históricas, desmistificar uma boa parte de nossa história, como , por exemplo, que a esquerda "revolucionária" no Brasil foi uma resposta ao endurecimento da ditadura militar. Bullshit. Os esquerdológicos já se movimentavam bem antes do Golpe de 64. Entre essas e outras, Narloch imprime um certo tom sarrista e sarcástico. O livro é uma delícia, de cabo a rabo.



Do Pensamento no Deserto

Luiz Felipe Pondé.

O mais recente livro de ensaios de Pondé, englobando filosofia, teologia e literatura. Não nego: o livro é dificílimo. Há que se conhecer todo um vocabulário específico filosófico-teológico. Um outro Pondé se mostra aqui, mais acadêmico que nas colunas de segunda na Folha, mas não menos precioso. Aliás, livro obrigatório para os amantes de Dostoiévski e afins da filosofia.