quarta-feira, 26 de março de 2008

Beijos roubados


Beijos Proibidos. Baiser Volés. François Truffaut. 1968


Neste filme o alter- ego de Truffaut, Antoine Doinel, volta em cena, depois de atuar em Les quatre cent coups e Antoinne et Colelette . É um filme leve e discretamente engraçado. Pena que o título em português tenha trocado o "roubados" por "proibidos", uma coisa totalmente diferente da outra. Mas enfin...é um Truffaut e sempre vale a pena.

Darkly


O homem duplo. A Scanner Darkly. Richard Linlater. 2006
Linklater pode ser chamado de o homem de mil funções. O cara se dá bem em todas as áreas que envolva imagem em movimento. Desde o cinema clássico, como em Antes do Amanhecer, como também filmar algo totalmente despretencioso e delicioso como Escola de Rock, tanto quanto tentar forjar um documentário como em Nação Fast-Food, e finalmente neste caso, que faz uma releitura da obra de ficção científica de Philipe K. Dick (também autor de Blade Runner).
Eu sou fã dele.

Do it something

Quem me conhece de perto sabe que sou hipocondríaca.
É que desde criança sempre tive de tomar vários remédios e acabei incorporando no meu estilo de vida "saudável". E ainda hoje dependo diariamente deles.
Fazer o quê.
Mas nesta última semana foi o ápice. Estou tratando de uma pequena pneumonia com antibiótico, que se juntou aos outros tantos medicamentos, o que me levou ao hospital no domingo de páscoa.
E pensar que dependerei de alguns desses para o resto da vida me deixou um pouco down.
Fazer o quê.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Terror com humor


Planeta Terror. Robert Rodriguez. 2007.



À primeira vista pode parecer um filme tosco dos anos 80. E no fim é. Mas com muito mais sangue! Robert Rodriguez resgatou o velho e bom cine-trash que há muito não se via. São claras algumas referências a filmes como A Noite dos Mortos-Vivos e mais ainda ao Fome Animal.

A junção da direção de Rodriguez à produção de Tarantino é bombástica para aqueles que curtem esse tipo de cinema. Sangue, explosões, non-sense e boa música.

Só para apreciadores.



sábado, 15 de março de 2008

moto-contínuo

Estou numa fase muito boa da minha vida.
Vários planos, várias mudanças, novidades acontecendo.
A única coisa que não curto é a impossibilidade de viajar constantemente como fazia nas antigas.
Quando trabalhava , faltava tempo.
Agora, tempo de sobra e grana nenhuma.
Esse é o moto-contínuo que quero passar de uma vez por todas.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Sweenety Todd


Sweeney Todd - O barbeiro demoníaco da Rua Fleet. Tim Burton. 2007


Sou fã de carteirinha de Tim Burton. Há anos acompanho sua carreira e pouquíssimos filmes dele ainda não assisti. Não consigo nem dizer qual dentre todos é meu favorito. Simplesmente curto tudo que o cara faz, do modo como faz, dos atores que utiliza, da música que incorpora, da qualidade das imagens e sobretudo quando se trata de animação em stop-motion. Mas isso fica para o próximo filme. Sweeney Todd é a mais nova criação de Burton, que conseguiu unir o seu humor negríssimo à leveza que é inerente a todo musical. Musical-negro. A nova tendência. E como tudo que o cara faz, ficou genial. E como todo grande diretor Burton elegeu seu cast permanente, aqueles atores vitalícios em todos seus projetos - neste caso Johnny Depp e a Sra. Burton (Helena Bonham Carter), perfeitos em todos os papeis sombrios (redundância) que Burton cria. É isso que faz de um filme uma obra-prima: a interação completa entre criador e criatura.

terça-feira, 11 de março de 2008

Bonnie & Clyde


Bonnie and Clyde. Arthur Penn. 1967.
Não sei porquê demorei tanto para assistir a este. Na verdade faltam muitos clássicos na minha coleção. Agora ao menos este já entrou para a lista. E cada vez que olhava para a tela e via o casal lembrava de Serge Gainsbourg cantando na minha cabeça: " Mais plus d'un les a suivis, En enfer, Quand sont morts, Barrow et Bonnie Parker, Bonnie and Clyde, Bonnie and Clyde... "

There will be a genius


Sangue Negro. There wil be blood. Paul Thomas Anderson.2008.
Confesso que ontem, quando entrei no cinema para ver Sangue Negro não esperava tanta coisa. E nem sei porquê, já que se tratando de um P.T. Anderson eu já deveria estar mais do que preparada, afinal o cara fez jóias raras como Magnólia e Embriagados de Amor. Sai do cinema estarrecida. o filme é simplesmente incrível. Anderson conseguiu transformar uma história relativamente chata e ordinária em um clássico. A busca do homem pelo poder e dinheiro já foi mais do que explorada pelo cinema e exatamente por isso eu não esperava tanto. Que nada. A união de bons atores - destaque para o jovem e esquisito pastor , não menos freak que seu papel anterior em Pequena Miss Sunshine - e uma trilha sonora atordoante e bela ao mesmo tempo. E claro, Daniel Day-Lewis, um show à parte.
P.T. Anderson é um gênio.

quarta-feira, 5 de março de 2008

Pequenas mudanças.
Again.
Alguns sites sairam do nada da minha página e já estou a tentar consertar.
Paciência...

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Sobre pipas


O caçador de pipas. The kite runner. Marc. Foster.2007


Nem preciso esclarecer o quanto curto filme oriental, ainda mais desas bandas como Irã, Iraque, Paquistão, Tadjequistão, India (ok, coloquei tudo no mesmo saco mesmo sabendo a diferença, mas enfin...). E o diretor - que é alemão - me agrada bastante. É o cara de "Mais estranho que a ficção". Não li o livro "O caçador de pipas" e nem sei se pretendo, mas o filme agradou bastante. Pode não ter sido tão fiel quanto deveria às raizes, afinal, não foi feito por um afegão, mas o resultado vale a pena. A trilha é uma delícia e deveria ter levado algum no Oscar. Mas todo mundo sabe que o Oscar não serve de muita coisa mesmo, então no problem.

Sobre Café e cigarros

Coffe and cigarettes. Jim Jarmusch. 2003

Não posso dizer que este é um clássico nem que entrará para a lista dos "tops" , mas não é de se jogar fora. Tem toda uma estética. A escolha pelo preto e branco dá a dica. Não é nada convencional. Afinal, é um Jarmusch. Também não sou especialista no cara, dele só vi "Broken Flowers" e não gostei tanto e ainda não cheguei ao básico "Down by Law". Mas o que importa mesmo são as personalidades excêntricas que ele conseguiu juntar num só filme. Tom Waits (meu preferido), Iggy Pop, Jack and Meg White, Alfred Molina, Bill Murray, Roberto Benigni(eca), Cate Blanchet (que interpreta consigo mesma). Just for fun.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Cloverfield e o 11 de setembro


Cloverfield. Matt Reeves. 2008.

Sim, eu também gosto de cinema barato. Ficção-científica, monstros, sangue e mais sangue. Sou fã de filmes misteriosos e banais. A junção de Bruxa de Blair e Godzilla não poderia ser diferente do que está aqui. Some-se a isso o pavor que o 11 de setembro incutiu aos norte-americanos. Ficou claro que Cloverfield é muito mais o medo do desconhecido (ou já um velho conhecido) que os americanos insistem em sentir diariamente. Aqui algumas imagens , inclusive, são cópias idênticas da destruição cunjugada a muita fumaça e chuva de papéis nos escombros do World Trade Center. Qualquer semelhança não é mera coincidência.

Mas o filme é contra-indicado em casos de congênitos de labirintite.

Reparação


Desejo e Reparação. Atonement. Joe Wright. 2007

Eis o filme que arrebatará uma grande parte do Oscar. Não só por ser um filme "feito" para isso mas também por ser merecedor. Além de uma história simples e muito bem contada - um drama amargurante - tem o dito plano-sequência de tirar o fôlego. Eu sou uma das grandes admiradoras de planos-sequências e digo que este é um dos bons. Não chega a ser também um clássico como em "Esse obscuro objeto do desejo", mas é muito bem feito. A forma como se conta a história, o ir e vir do passado misturado ao presente, tudo se encaixa muito bem. E , claro, o admirável sotaque inglês.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Minha breve carreira jornalística

Neste fim de semana presenciei um fato inédito:
Logo pela manhã uma casa de madeira em chamas. Os bombeiros chegam em minutos. O fogo cresce, a água esguicha e logo há fumaça, muita fumaça no ambiente. As pessoas se aglomeram para ver o que está acontecendo. Mães com seus bebês no colo, crianças pela rua, curiosos em geral. Bombeiros controlam o fogo. Polícia. Acabou.
Eu assistindo a tudo pela sacada da minha casa.
Eis a sequência:










O fato estranho não é o ocorrido em si, mas sim que logo após tiradas as fotos lá fui eu entrar em contato com os jornais da cidade para ver se havia qualquer tipo de interesse pelas fotos. Um dos jornais nem retornou, já o outro se limitou a esta resposta :

"Obrigada, Flávia
Como o incêndio não deixou feridos e para um assunto factual, já está velho, fica para a próxima vez"
(sic)
Hoje para algo virar efetualmente notícia tem de existir morte e tragédia (mais?!) literalmente. Como se já não bastasse uma notícia ser apenas ruim. Ela tem de conter sangue.
Sinceramente, eu jamais serviria para ser jornalista. Não desse jeito, não nesse mundo.
Talvez eu seja muito pouco factual para isso tudo.
E assim teve término minha investida jornalística, que já nascera morta.
Melhor ser historiadora mesmo.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Cabíria

As noites de Cabíria. Le Notti di Cabiria. Frederico Fellini. 1957. ]

Cabíria é uma prostituta nas ruas de Roma na qual serve direitinho o ditado "desgraça pouca é bobagem". Pelas noites da vida Cabíria passa pelas mais loucas aventuras, desde conhecer um grande astro do cinema até ser hipinotizada num show de variedades. Uma obra-prima de Fellini, tendo como pano de fundo o fanatismo religioso dos católicos romanos. E claro, a bela música de Nino Rota.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Juno


Juno. Jason Reitman. 2007.


Juno é para o Oscar deste ano o que "Pequena Miss Sunshine" foi ano passado. Uma produção menos independente do que a outra, com um tema um pouco mais palatável e comum mas ainda assim uma delícia de filme. A atuação da atriz principal não deixa nada a desejar e a trilha sonora é uma beleza. Aliás, a trilha casa perfeitamente com perfil do filme, com folks e rocks da nova geração como Belle & Sebastian e afins. Delicioso e despretencioso. Mas creio que não vai levar tantas estatuetas pra casa quanto Miss Sunshine. Mas basta de comparações. Boa pedida para uma tarde de domingo.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008