Kids out!
Só para adultos.
Ontem teve Prêt-à-porter 9 no Sesc aqui em Bauru. Não é sempre que temos oportunidade de ver coisas boas como esse trabalho do Antunes Filho. Lembro-me da primeira vez que me deparei com o teatro do CPT, foi também com Prêt-à-porter, há uns 7 anos atrás. Na época, eu ainda no colegial, fiquei estarrecida com as cenas ali interpretadas. Nós, o público, quase que dentro da cena de tão próximo aos atores. Essa relação tão intimista que o teatro do Antunes proporciona é única. Foi de tamanha impressão que me causou aquele espetáculo que jamais esqueci o rosto dos atores. Na verdade de uma atriz em especial, que ano passado tive a felicidade de conhecer: Juliana Galdino. Fantástica atriz. E acima de tudo imbatível no pôquer.
No espetáculo de ontem já não tive o mesmo sentimento. Não pelos atores - ainda muito bons (mas infelizmente sem Ju Galdino). Nem pelas histórias - cenas do cotidiano sempre in. Quem mudou mesmo fui eu. Depois de conviver anos a fio com atores, diretores, cenógrafos e toda patota de teatro londrinense confesso que é difícil me impressionar no teatro. Apesar de continuar gostando do estilo inconfundível de Antunes e saber que é bom , não me emociona mais. Mas , enfim, está recomendadíssimo. Afinal, assim como aconteceu comigo anos atrás creio que alguém saiu de teatro ontem a pensar nas cenas da vida.
The queen. (A rainha). Stephen Frears. 2006.
Helen Mirren está perfeita no papel da rainha Elizabete II, isso é meio óbvio dizer, mas a verdade é que interpreta como se tivesse nascido rainha. E o diretor Stephen Frears mostra um outro lado de direção, bem diferente de Alta Fidelidade e do delicioso Mr. Henderson. Talento e luxo é o que não falta nesta produção, que mescla imagens reais de Lady Di e ficção e que mostra de um jeito ou de outro o porquê da existência de uma monorquia nos tempos de hoje. Apesar de patética e demodé, a realeza tem seu papel insubstituível. Enfim, há gosto pra tudo.