sexta-feira, 9 de março de 2007

Pia Fraus

Depois de um longo período de pasmaceria cultural aqui em Bauru finalmente aconteceu algo plausível: a Compania Pia Fraus de bonecos apresentou ontem seu espetáculo "100 Shakespeare", uma verdadeira homenagem ao mestre inglês, reconstruindo no palco algumas das mais famosas cenas shakespereanas com seus bonecos que parecem tomar, ou melhor, tomam vida no palco. Pia Fraus é uma das companias brasileiras mais renomadas no que se trata de manipulação e criação de bonecos. Um show como pucos já viram. E quem não conhece não sabe realmente o que está perdendo.

quinta-feira, 8 de março de 2007

O último rei da Escócia



O último rei da Escócia. Kevin MacDonald. 2006.

Tenho ido muito ao cinema, mas não mais do que eu gostaria de ir. De qualquer forma tem-se ultimamente bons filmes em cartaz, mesmo não sendo meus preferidos, ainda assim sobram boas alternativas. Bom filme, mas talvez tenha faltado mais sangue pra mostrar a barbárie que realmente aconteceu.

terça-feira, 6 de março de 2007

sábado, 3 de março de 2007

Passages


Dica pra quem curte música instrumental. Estes dois grandes "maestros" dão um verdadeiro show neste disco. Phillip Glass, grande compositor de trilhas sonoras imperdíveis como a de Dracula - Francis Ford Coppola - se juntou a Ravi Shankar, ícone da música indiana, tocador de sitar e pai de Norah Jones. Simplesmente imperdível.

Lira Paulistana

De passagem rápida, em uma única tarde paulistana muita coisa pode acontecer...

Museu do Ipiranga.

E um encontro inusitado com o maior trombonista de todos: Raul de Souza na Teodoro Sampaio.
Faltou a foto do super pastel de bacalhau do Mercadão, mas essa fica pra próxima.
Espero por vir muitas outras tardes como esta.

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Mais um ano, muito mais cinema!

Dia de aniversário é coisa esquisita. As pessoas te abraçam e te agradecem por ter nascido, como se essa tivesse sido a melhor de tuas escolhas, assim como se escolhe qual profissão seguir ou qual carro comprar: Parabéns! Seja Feliz! . Não, não dou dessas que ficam mau-humoradas no dia de aniversário. Também não fico exultante como a criança que espera pelo bolo. Apenas uma data muito esquisita. E para comemorar escolhi unir as duas coisas que mais gosto nessa vida: namorar e cinema. Pra começar, uma sessãozinha remember caseira, como fabuloso "Laranja Mecânica". Kubrick é gênio! O clássico dos clássicos.
Depois " O Labirinto do fauno" no cinema. Confesso que estava bem curiosa sobre o que esperar do filme e infelizmente não agradou tanto quanto esperava. Nada demais, um filme mitológico com bons efeitos, boa maquiagem, boa edição, bons atores e cenários, enfim, não desegrada em nada em termos técnicos e talvez por isso deve levar um oscar. A história também não deixa a desejar, fatos sombrios da vida real - já que tem como pano de fundo a ditadura facista de Franco na Espanha - e mais sombrios ainda quando se trata do universo mitológico infantil, onde as fadas rosas e tranlúcidas dão lugar à insetos, sapos, seres com olhos nas mãos e um fauno from hell. O probelma talvez esteja no rumo do filme, na forma de se contar a história, que não prescinde de cenas de extrema violência (num filme que tem indicação para crianças acima de 12 anos) que me renderam pesadelos. Mas enfim, o diretor espanhol Guillermo del Toro ganha de virada de Stephen King quando se trata de horror mas ainda assim não passa de um grande filme fantástico , com bom roteiro mas que carece de um bom contador de história.


El Laberinto del Fauno. Guillermo del Toro. 2006. Espanha.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Medo e obsessão



Land of plenty (Medo e obsessão). Win Wenders. 2004.
O mestre Win Wenders mostra não ter perdido seu grande talento como diretor. Apesar de não chegar nem aos pés de clássicos como Paris, Texas ou Asas do desejo, Wenders aborda nesse drama algo que apenas um diretor não-americano poderia dizer: o esvaziamento de sentido patriótico norte-americano pós 11 de setembro.
Wenders expõe a paranóia de um ex-combatente do Vietnã, que se auto-encarrega de cuidar da segurança do país contra possíveis atos terroristas, morando num furgão altamente paramentado com câmeras, fones e toda parafernália imaginável de dar inveja a qualquer James Bond que se preze. Passa os dias rodando as ruas de Los Angeles, na cola de células de terrorismo, homens-bomba e coisas que o valha quando então se depara com a chegada inesperada de sua sobrinha, vinda diretamente do Oriente Médio, onde viveu por anos atuando como missionária, prestando ajuda humanitária. Dois pólos se confrontando. Um obsessivo pela guerra e o outro solidário ao suposto inimigo.
Diferentemento de outros filmes sobre o 11 de setembro, este direciona os olhares não para o drama da perda física, da morte de civis ou qualquer apelo trágico mas sim para a perda de sentido patriótico da luta quando na verdade não se sabe exatamente contra o que se está lutando. O terrorismo vai muito além dessas fronteiras. Os horrores de qualquer guerra supera a tudo. O título original poderia ser traduzido para Terra da Plenitude. Mas plenitude do quê? Na verdade tudo pode ser resumido ao final do filme, quando os personagens estão a olhar o monumento erguido no lugar do World Trade Center com o seguinte comentário: achei que teria algo mais, não apenas uma cosntrução...

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Babel



POdem dizer o que quizerem. Babel é um filme fantástico.
Alejandro González Iñárritu continua tão bom quanto Amores Brutos ou 21 gramas, com a única diferença que agora sua obra tomou proporções mundiais e claro, com um orçamento à altura. POderia ter dispensado a presença de elenco holywoodiano, sem dúvida. Continuaria sendo um filme tão bom quanto. Quiçá melhor. Mas não há nada fake nesta película. Tudo está entregue ao sistema caótico que vivemos, sem mais ou menos culpa, com toda dramaticidade da qual não podemos escapar.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Perfume



Perfume: história de um assassino. Tom Tykmer. Alemanha. 2006.

O diretor alemão de Corra Lola, corra não surpreende muito com esse filme dedicado a um dos sentidos menos explorados no cinema: o olfato. Mas eu disse não surpreende muito, mas apenas um pouco. A história é sobre Jean-Baptiste Grenouille e se desenrola na fedorenta Paris do século xviii, onde a miscelânia de cheiros pútridos das ruas, dos esgotos, dos animais mortos se mistura à finesse da capital dos melhores perfumes do mundo. Jean-Baptiste nasceu com o dom de decifrar qualquer fragrância existente e a partir disso dejesa preservá-las, ou melhor, aprisioná-las. Sendo assim o protagonista anti-heroico se depara com a árdua tarefa de reunir para si e para sempre o melhor dos odores: o do ser humano, ou melhor ainda, das mulheres, des femmes. E virgens, claro.

Apesar de tudo o filme o não atinge o valor sinestésico que se propões, tendo em vista que o apelo cinematográfico será sempre ao visual, pois então para chegar ao mínimo desse valor olfativo teve-se que mostrar o interior de um rato em decomposição para a mínima idéia do valor olfativo de podridão. Mas o diretor ainda surpreende ao misturar na história suspense e sensibilidade, até chegar ao clímax do final, uma viagem - literalmente - ao absurdo.

Para entender melhor sobre a sinestesia no cinema indico o levíssimo Os cinco sentidos, uma produção canadense do diretor Jeremy Podeswa, que explora muito melhor cada um dos sentidos em diferentes histórias que se emaranham em uma só.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2007

Amor segundo Google

Muito boa essa.
O Google tem uma série de buscas inusitadas. Numa delas, se você quiser saber o significado das palavras basta digitar na caixa de busca a palavra define, dois pontos e a palavra desejada.
Como exemplo utilizei a palavra amor (piegas e banal). Assim:
define: amor
Um dos resultados: Palavra de quatro letras, duas vogais, duas consoantes e dois idiotas.
Hilário.
Tente você mesmo.

Para todos os dias


Belchior - Paralelas

Como é perversa a juventude do meu coração
Que só entende o que é cruel e o que é paixão
E as paralelas dos pneus n'água das ruas
São duas estradas nuas em que foges do que é teu
No apartamento, oitavo andar, quebro a vidraça e grito
Grito quando o carro passa: teu infinito sou eu.



Ivan Lins - Ai, ai, ai, ai, ai

É as vezes tudo é lindo
ás vezes tudo engana... mas
Basta um beijo teu e eu...
Ai, ai, ai, ai, ai,
Pudera! Você é o grande amor da minha vida
Pudera! Você é o grande amor da minha vida


Elis Regina - Só tinha de ser com você
É,
Só eu sei
Quanto amor
Eu guardei
Sem saber
Que era só
Pra você.
É, só tinha de ser com você,
Havia de ser pra você,
Senão era mais uma dor,
Senão não seria o amor,
Aquele que a gente não vê
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você.
O amor que chegou para dar
O que ninguém deu pra você.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007

Infância



Ontem, remexendo no baú , encontrei essas preciosidades. Amor de irmã.
É , eu já fui ruiva um dia. E usava conga!
Saudade da irmã.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2007

O que a vida ainda pode nos ensinar se quisermos aprender

Leva tempo, mas acabamos percebendo que:

Não se deve julgar as pessoas pelas roupas que elas usam. Nem mesmo aquelas que não usam.

O provérbio "Diga-me com quem andas que te direi quem és" nem sempre é verdade.

Por mais que a vida seja dura não vamos morrer se esperarmos ela melhorar. E sempre melhora.

Que vale a pena sofrer de amor. Apesar de a cada briga achar que é o fim só termina mesmo quando o amor acaba. E aí não faz mais sentido permanecer junto.

Que família é quadrilha e parente é serpente. E que só vamos entender porquê é tão difícil quando formarmos uma nova família e descobrirmos que não podemos viver sem ela.

Que todo ano novo prometemos parar coisas, começar coisas, ser mais isso ou menos aquilo e que em menos de um mês depois já mandamos tudo às favas pensando que é melhor deixar para mudar no próximo ano novo.

Que Caetano e Chico foram gênios sensacionais mas já passaram do prazo de validade.

Que o homem é a máquina mais perfeita e o animal mais ignorante que já foi criado.

Que da vida nada se leva, nada se cria, tudo se tranforma e que o futuro à Deus pertence.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Bye, bye, janeiro!

Até que enfim. Acabou-se o mês.
O pior mês do ano, o mais longo, o mais difícil.
E fevereiro só é melhor por ser mais curto.
Gosto mesmo do mês de julho.
Mas até lá, como diria Caetano, It´s a long way...
Vai entender. Gosto não se discute.

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

Amor à flor da pele.


Amor à flor da pele. (Fa yeung nin wa). Won Kar-Way. Hong Kong. 2000.
Nesta história de amor não existe beijos apaixonados, tórridas cenas de sexo ou conversas de travesseiro. Todo o amor deste casal é revelado apenas em palavras. As cenas em slow motion sobre o corpo esguio e longelíneo da atriz principal subindo as escadas bastam para revelar toda a sedução e sensualidade que Won Kar-Way deseja expor. A maior parte das cenas se dão em cubículos, quartos apertados, becos estreitos e minúsculos escritórios, onde mesmo quando há apenas uma pessoa já é o suficiente para dar a sensação de saturação. A solidão era embalada ao som cubano de Aquellos ojos verdes, enquanto uma paixão que talvez nunca viesse a existir era construida.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2007

Bon jour tristesse...


Tem dias que minha alma fica que nem pipa, pendurada por um fiozinho ínfimo...
E o pior (ou melhor) é que nem sou eu o empinador.

terça-feira, 23 de janeiro de 2007

Filmes dos últimos dias:


Zuzu Angel. Sérgio Resende. 2006. Mais um filme sobre a ditadura no Brasil. Esse tema nunca morre para o cinema brasileiro. Batidíssimo e razoável.

Anjos do Sol. Rudi Lagemann.2006. Sobre a prostituição infantil no Brasil. Poderia ter sido um filme fantástico, já que o tema é tão promissor, mas fica na média dos filmes brasileiros, ou seja, uma boa história sem um bom contador de histórias.


O professor aloprado (The nutty professor). Jerry Lewis. 1963. Simplesmente fantástico. Jerry Lewis não só atua, como dirige e faz o roteiro. Um clássico do humor com uma trilha sonora imbatível para os amantes de jazz.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Adeus ano novo

Meu amigo Rogério, linkado aí ao lado, fez uma postagem em seu blog sobre o mal começo que o ano nos trouxe e isso me fez pensar no meu começo de ano. Nada fácil também, pra falar a verdade parece que nada de bom aconteceu ainda.
Primeiro passamos os primeiros dias do ano no hospital com minha mãe, depois do hospital dar-nos um chá de canseira - e um laudo falso - caimos fora. Mando uma carta para o Jornal daqui da cidade denunciando o hospital e eles não publicam a carta. Quer dizer, hoje em dia não se pode confiar em mais nada, mesmo que te digam que é para serviço público da comunidade e dos cidadãos. Não confiem jamais nisto.
Aí veiram as brigas dentro da família. Boa hora para assistir "Parente é serpente", do italiano Mario Monicelli. Grande filme.
Daí as preocupações com dívidas, as contas, os impostos. Claro que nada disso me pertence, sou apenas um membro desocupado na família, mas tudo reflete não é?
E então hoje ainda, na busca por um emprego, algumas horas no ar condicionado me renderam um belo resfriado.
É ou não é um começo de ano e tanto?