Leitura de férias: Guia Politicamente Incorreto da América Latina, Leandro Narloch e Duda Teixeira
Leitura de pesquisa: O Mal no pensamento moderno, Susan Neiman
sábado, 7 de janeiro de 2012
domingo, 1 de janeiro de 2012
Calendário artístico - 2012
O ano mal começa e boas notícias do mundo das artes já pairam no ar.
2012 será repleto de exposições imperdíveis e únicas. Eis a agenda principal:
MASP:http://masp.art.br/masp2010/
Janeiro: "Roma, a vida e os Imperadores".
Abril: Amadeo Modigliani
Maio: Giorgio de Chirico
Junho: Caravaggio
ITAÚ CULTURAL:http://www.itaucultural.org.br/
Segundo semestre: Centenário de Nelson Rodrigues
PINACOTECA:http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca/#!prettyPhoto/0/
Março: Alberto Giacometti
MIS:http://www.mis-sp.org.br/
Maio: Polaroides de Andy Warhol
2012 será repleto de exposições imperdíveis e únicas. Eis a agenda principal:
MASP:http://masp.art.br/masp2010/
Janeiro: "Roma, a vida e os Imperadores".
Abril: Amadeo Modigliani
Maio: Giorgio de Chirico
Junho: Caravaggio
ITAÚ CULTURAL:http://www.itaucultural.org.br/
Segundo semestre: Centenário de Nelson Rodrigues
PINACOTECA:http://www.pinacoteca.org.br/pinacoteca/#!prettyPhoto/0/
Março: Alberto Giacometti
MIS:http://www.mis-sp.org.br/
Maio: Polaroides de Andy Warhol
sábado, 31 de dezembro de 2011
Gênio do humor e do suspense
The Birds.
Inacreditável como pode ser ao mesmo tempo terrível e cômico.
Coisas de gênio.
I love you, Hitch.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Filmes
Henry & June
Philip Kaufman
1990
Lindíssima e delicada interpretação de Maria de Medeiros para a escritora Anaïs Nin. Uma Thurman - jovem e linda - também se destaca no papel da gloriosa June Miller. E o triângulo amoroso se fecha com Henry Miller, interpretado por Fred Ward.
Em nome de Deus
Stealing Heaven
1988
Clive Donner
Bela e trágica história verídica do romance de Abelardo e Heloísa, vivida em meados do século XII.
Ele, filósofo e tutor; ela, jovem e aprendiz. A típica - mas nem por isso ordinária - história de amor medieval termina em tragédia quando o tio de Heloísa descobre o romance e manda castrar Abelardo. A essa altura, o casal já havia tido um filho (Astrolábio - "que mede a distância das estrelas e do paraíso") e casado em segredo. Abelardo então decide virar monge e Heloísa se torna freira.
Pena que o filme não conseguiu apreender toda a beleza, angústia e delicadeza que a história merecia, beirando, inclusive, ao mau gosto (típico dos filmes dos anos 80).
Abelardo e Heloísa estão enterrados no mesmo túmulo, um dos mais visitados do cemitério Pére Lachaise, em Paris.
Fujo para longe de ti,
evitando-te como a um inimigo,
mas incessantemente
te procuro em meu pensamento.
Trago tua imagem em minha memória
e assim me traio e contradigo,
eu te odeio, eu te amo."
Carta de Abelardo a Heloísa.
"É certo que quanto maior é a
causa da dor, maior se faz
a necessidade de para ela
encontrar consolo, e este
ninguém pode me dar, além de ti.
Tu és a causa de minha pena,
e só tu podes me proporcionar conforto.
Só tu tens o poder de me entristecer,
de me fazer feliz ou trazer consolo."
Carta de Heloísa a Abelardo
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
No heart
Quem não é socialista antes dos 30 não tem coração. Quem é socialista depois dos 30 não tem cabeça.
Churchill
Perdi meu coração aos 20 anos.
Churchill
Perdi meu coração aos 20 anos.
quarta-feira, 21 de dezembro de 2011
O horror, o horror
Há algum tempo não me deparava com um filme tão absurdamente ruim: Little Ashes - Poucas Cinzas, traz a história até então pouco conhecida do romance dos jovens Salvador Dali e Federico Garcia Lorca.
Mas a história vai parar por aqui, pois não vale a pena ser contada. Não da maneira que este filme trouxe. Tudo é ruim: os atores - a começar pela angustiante escolha de Robert Pattinson para o papel de Dalí - a música, o enredo, enfim, praticamente nada se aproveita. O filme acaba por fazer ode à "homoafetividade" (termo politicamente correto para sexo gay) e despreza a genialidade de Luis Buñuel, retratado no filme como fascista e antirrevolucionário.
Totalmente dispensável.
Mas a história vai parar por aqui, pois não vale a pena ser contada. Não da maneira que este filme trouxe. Tudo é ruim: os atores - a começar pela angustiante escolha de Robert Pattinson para o papel de Dalí - a música, o enredo, enfim, praticamente nada se aproveita. O filme acaba por fazer ode à "homoafetividade" (termo politicamente correto para sexo gay) e despreza a genialidade de Luis Buñuel, retratado no filme como fascista e antirrevolucionário.
Totalmente dispensável.
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
sábado, 17 de dezembro de 2011
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Diário de bordo
Viajar bem é loteria. Nunca se sabe o que vai acontecer.
Já consegui assisitir bons filmes no ônibus. Nunca me esqueci de um filme dos anos 60, chamado Barefoot in the park. Um típico filme dessa década.
Mas na semana passada os motoristas deveriam estar melancolicamente afetados. Durante as 5 horas de viagem me distrai entre Cidade dos Anjos e Outono em NY. No mesmo dia, na volta, provavelmente acometido por um sentimento mais trágico (no senso comum), foi passado Vôo United 93. Resumo da ópera: sem chances de sobreviventes em nenhum dos filmes.
E eu cheguei muito bem disposta em meu destino.
Hoje fui muito bem acompanhada de Nelson Rodrigues e A Cabra Vadia durante metade da viagem. Enquanto isso, Marley e Eu embalava - entre um soluço e outro - a viagem da garota na poltrona da frente.
Já consegui assisitir bons filmes no ônibus. Nunca me esqueci de um filme dos anos 60, chamado Barefoot in the park. Um típico filme dessa década.
Mas na semana passada os motoristas deveriam estar melancolicamente afetados. Durante as 5 horas de viagem me distrai entre Cidade dos Anjos e Outono em NY. No mesmo dia, na volta, provavelmente acometido por um sentimento mais trágico (no senso comum), foi passado Vôo United 93. Resumo da ópera: sem chances de sobreviventes em nenhum dos filmes.
E eu cheguei muito bem disposta em meu destino.
Hoje fui muito bem acompanhada de Nelson Rodrigues e A Cabra Vadia durante metade da viagem. Enquanto isso, Marley e Eu embalava - entre um soluço e outro - a viagem da garota na poltrona da frente.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
domingo, 30 de outubro de 2011
Um Conto Chinês
Um Conto Chinês
Un Conto Chino
Sebastián Borensztein
2011
Filme para fazer flutuar.
O cinema argentino é craque - e nessa quesito dá de 10 a 0 no Brasil - no que diz respeito à alma humana. De forma simples e clara, consegue transformar uma história banal em uma história inesquecível.
E afinal, não é exatamente isso que os gênios fazem: transformar o cotidiano inexpressivo em poesia?
Ei-lo.
sábado, 29 de outubro de 2011
Genealogia amorosa-musical
Minha vida, ultimamente, tem sido dividida entre trabalho e viagem.
E quem viaja sabe: tem-se muito tempo para pensar na estrada (principalmente para quem nem sempre consegue ler ou dormir, como eu).
E em algum momento dessas 18 horas por semana cheguei à conclusão que meu gosto musical foi (muito bem) composto através de minhas parcerias amorosas.
Fim dos anos 90: Pink Floyd, Metallica, Kiss
Passagem para o 2000: Itamar Assumpção, Alceu Valença, Walter Franco
: Chico Buarque, Ivan Lins, Caetano Veloso, Tetine, Gershwin
: Demônios da Garoa, Ceumar, Zeca Baleiro, Mestre Ambrósio
2001-2004: David Bowie, Sidney Magal
: Aretha Farnklin, Mark Knopfler
Desde de então: Los Hermanos
: Camille, Jamie Cullum, Air, Trio Curupira, Djavan, Diana Krall
: Cranberries, Amy Winehouse, Eddie Vedder.
E viva a ecleticidade!
E quem viaja sabe: tem-se muito tempo para pensar na estrada (principalmente para quem nem sempre consegue ler ou dormir, como eu).
E em algum momento dessas 18 horas por semana cheguei à conclusão que meu gosto musical foi (muito bem) composto através de minhas parcerias amorosas.
Fim dos anos 90: Pink Floyd, Metallica, Kiss
Passagem para o 2000: Itamar Assumpção, Alceu Valença, Walter Franco
: Chico Buarque, Ivan Lins, Caetano Veloso, Tetine, Gershwin
: Demônios da Garoa, Ceumar, Zeca Baleiro, Mestre Ambrósio
2001-2004: David Bowie, Sidney Magal
: Aretha Farnklin, Mark Knopfler
Desde de então: Los Hermanos
: Camille, Jamie Cullum, Air, Trio Curupira, Djavan, Diana Krall
: Cranberries, Amy Winehouse, Eddie Vedder.
E viva a ecleticidade!
domingo, 9 de outubro de 2011
Saul Steinberg
Em exposição na Pinacoteca de São Paulo, até 06 de novembro.
Linda exposição do mestre da linha.
Sem título, 1948
Artistas e guerra, 1969
Garota na banheira, 1949
Trem
A Galinha, 1945
Cowboys, 1952.
Linda exposição do mestre da linha.
Sem título, 1948
Artistas e guerra, 1969
Garota na banheira, 1949
Trem
A Galinha, 1945
Cowboys, 1952.
sábado, 1 de outubro de 2011
Uma noite em 67
Uma noite em 67
Documentário, 2010
Renato terra, Ricardo Calil
O que aprendi com este documentário:
A música que ganhou o festival - Ponteio, de Edu Lobo - é hoje uma ilustre desconhecida. Uma pena.
Gilberto Gil ficou mais lesado que Ozzy Osbourne.
Roberto Carlos fica adorável cantando samba.
Eu faria o mesmo que Sérgio Ricardo.
Documentário, 2010
Renato terra, Ricardo Calil
O que aprendi com este documentário:
A música que ganhou o festival - Ponteio, de Edu Lobo - é hoje uma ilustre desconhecida. Uma pena.
Gilberto Gil ficou mais lesado que Ozzy Osbourne.
Roberto Carlos fica adorável cantando samba.
Eu faria o mesmo que Sérgio Ricardo.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Entre a Graça e o Niilismo
Melancolia, de Lars von Trier e A Árvore da Vida, de Terrence Malick são filmes essenciais.Melancolia já causou furor logo em sua estréia, em Cannes deste ano, por conta da declaração mal-interpretada de von Trier sobre Hitler. Apesar disto tê-lo tirado da competição, ajudou a divulgar o filme em todas a mídias. Mas não é esse o foco.
Melancolia é o filme mais niilista que já me deparei. Senti isso ao sair do cinema. Minhas pernas estavam presas ao chão, não conseguia me levantar ou mexer. Senti os fios de lã que a personagem Justine mencionava no filme. Personagem, aliás, maravilhosa: a própria encarnação da melancolia.
Em contraposição, A Árvore da Vida me pareceu um filme redentor. Entre a graça e a natureza, estamos nós no meio. Porque não faço o que quero e sim o que abomino? A atmosfera cristã que perpassa o filme todo é delicada mas persistente. As imagens belíssimas, a voz em off.
E no final de tudo só nos resta uma alternativa: permanecer nas mãos divinas. Pois do nada viemos e para o nada vamos.
Somos o pó do pó. E Ele é Aquele que sabe disso.
domingo, 4 de setembro de 2011
Lars Von Trier
das páginas amarelas da Veja:
Qual será seu próximo filme?
Vai se chamar Ninfomaníaca.
E do que se trata?
De uma nifomaníaca, ora, e de sua trajetória erótica. Prevejo que mulheres de todos os cantos do mundo vão querer me estrangular.
Hahahaha. Ei ri alto. Gosto cada vez mais de von Trier.
Qual será seu próximo filme?
Vai se chamar Ninfomaníaca.
E do que se trata?
De uma nifomaníaca, ora, e de sua trajetória erótica. Prevejo que mulheres de todos os cantos do mundo vão querer me estrangular.
Hahahaha. Ei ri alto. Gosto cada vez mais de von Trier.
Exit Through the Gift Shop
Falar de arte não é uma tarefa simples.
Dar aula sobre isso então...é árduo (apesar de prazeiroso também).
A arte não está na ordem do dia - aliás, nunca esteve. Quando o aluno gosta, não há problema. O difícil é mostrar o sublime para aqueles que se interessam apenas por números ou cifras ($$$).
E foi então que me deparei com o documentário Exit Through the Gift Shop. Na verdade, quando o filme foi lançado e participou do Oscar dete ano, fiquei extremamente empolgada pois sempre gostei muito da arte de Banksy, mas pouco sabia sobre ele. Imaginei que ao assisitir esse filme conheceria mais sobre a arte/vida desse artista que não mostra o rosto jamais.
Puro engano.
Aquilo que começa como um documentário sobre a vida de Banksy se trasnforma num filme feito por Banksy sobre o cara que iria filmá-lo. Inesperado. Mais inesperado ainda é o rumo final do filme, que não vou revelar.
Mas o que seria uma discussão sobre arte de rua se transformou numa discussão sobre o que é arte e como chegamos a valorá-la (existe esse termo?) nas grandes galerias do mundo.
E assim volto à questão inicial: não há como obrigar ninguém a gostar de arte ou fazer com que entendam a importância dela para a vida se tornar suportável. Isso é uma descoberta individual.
Mas uma coisa o filme torna verdadeira: quem gosta de cifras ($$$) também pode gostar de arte, rs.
P.s.: o título já explica tudo.
Dar aula sobre isso então...é árduo (apesar de prazeiroso também).
A arte não está na ordem do dia - aliás, nunca esteve. Quando o aluno gosta, não há problema. O difícil é mostrar o sublime para aqueles que se interessam apenas por números ou cifras ($$$).
E foi então que me deparei com o documentário Exit Through the Gift Shop. Na verdade, quando o filme foi lançado e participou do Oscar dete ano, fiquei extremamente empolgada pois sempre gostei muito da arte de Banksy, mas pouco sabia sobre ele. Imaginei que ao assisitir esse filme conheceria mais sobre a arte/vida desse artista que não mostra o rosto jamais.
Puro engano.
Aquilo que começa como um documentário sobre a vida de Banksy se trasnforma num filme feito por Banksy sobre o cara que iria filmá-lo. Inesperado. Mais inesperado ainda é o rumo final do filme, que não vou revelar.
Mas o que seria uma discussão sobre arte de rua se transformou numa discussão sobre o que é arte e como chegamos a valorá-la (existe esse termo?) nas grandes galerias do mundo.
E assim volto à questão inicial: não há como obrigar ninguém a gostar de arte ou fazer com que entendam a importância dela para a vida se tornar suportável. Isso é uma descoberta individual.
Mas uma coisa o filme torna verdadeira: quem gosta de cifras ($$$) também pode gostar de arte, rs.
P.s.: o título já explica tudo.
Meia-Noite em Paris
Quando fui assistir a este filme não havia lido nada sobre, críticas ou resenhas, e tinha apenas em mente que deveria vê-lo por ser o último filme de Woody Allen. E isso já me bastava.
Minha surpresa foi tão agradável, tão imensa e deliciosa que jurei a mim mesma nunca mais ler sobre os filmes que desejo assistir, unicamente para ter o prazer da surpresa, o deleite da novidade e a exclusividade da primeira vez.
E assim foi com Meia-noite em Paris: o filme mais delicioso de todos os tempos, a história que eu gostaria de ter vivido ou ao menos escrito e filmado.
O sorriso que ficou estampado em meu rosto durante os 100 minutos de filme diz muito mais que críticas, resenhas e resumos.
Como já ouvi ou li por aí: obrigada, Woody Allen, por tornar meus sonhos realidade!
Minha surpresa foi tão agradável, tão imensa e deliciosa que jurei a mim mesma nunca mais ler sobre os filmes que desejo assistir, unicamente para ter o prazer da surpresa, o deleite da novidade e a exclusividade da primeira vez.
E assim foi com Meia-noite em Paris: o filme mais delicioso de todos os tempos, a história que eu gostaria de ter vivido ou ao menos escrito e filmado.
O sorriso que ficou estampado em meu rosto durante os 100 minutos de filme diz muito mais que críticas, resenhas e resumos.
Como já ouvi ou li por aí: obrigada, Woody Allen, por tornar meus sonhos realidade!
domingo, 28 de agosto de 2011
Redenção dominical
Não gosto de domingo. Nunca gostei.
Pra quem mora fora das grandes cidades é um dia morto: nada funciona, a rotina não funciona.
Hoje foi diferente. O dia de sol convidou a um passeio inusitado: andar de maria-fumaça.
Para chegar até a estação, os passageiros devem atravessar a feira livre do centro da cidade (parada obrigatória nas melhores bancas de pastel japonês), passar pela antropológica feira-do-rolo para então chegar à linha férrea - que já teve seus tempos de glória e hoje é reduto dos "vida-loka" do crack.
Um passeio simples, curto, mas muito saudosista. Eu ainda tive o grande privilégio de, quando criança, andar de trem, Nunca me esqueço. E hoje isso, de certa forma, voltou à lembrança.
Salvou o domingo.
Pra quem mora fora das grandes cidades é um dia morto: nada funciona, a rotina não funciona.
Hoje foi diferente. O dia de sol convidou a um passeio inusitado: andar de maria-fumaça.
Para chegar até a estação, os passageiros devem atravessar a feira livre do centro da cidade (parada obrigatória nas melhores bancas de pastel japonês), passar pela antropológica feira-do-rolo para então chegar à linha férrea - que já teve seus tempos de glória e hoje é reduto dos "vida-loka" do crack.
Um passeio simples, curto, mas muito saudosista. Eu ainda tive o grande privilégio de, quando criança, andar de trem, Nunca me esqueço. E hoje isso, de certa forma, voltou à lembrança.
Salvou o domingo.
Assinar:
Postagens (Atom)
























