terça-feira, 21 de agosto de 2007

e tem mais música


E não parou por aí .
O final de semana ainda revelou algo inesperado: o show com Hamilton de Holanda e Yamandú Costa. A junção perfeita de bandolim e violão, algo indescretível.
Os dois músicos, sem atenção maior para um ou outro, são virtuoses de seus instrumentos. Agilidade, destreza e intimidade. É isso que rola num palco quando estes dois estão unidos.
Eu garanto.

Show!



Foi demais.
Sem palavras.
Ou melhor, muitas palavras pra descrever o que rolou no Teatro Municipal com a Banda Antiquário: música high quality , primeira classe, avant garde, sensibilidade à flor da pele, comprometimento com a beleza...
Parabéns a todos.

sábado, 11 de agosto de 2007

Jazz


Show Jazz à Brasileira
Banda Antiquário
Teatro Munipal de Bauru
Dias 15 e 16 Agosto
21 hs
Ingressos : R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia)
Participação: Banda Sindicato do Jazz
Telefone para contato:(14) 3011-4428 / 3235-1072




sábado, 4 de agosto de 2007

Norah Jones


Do álbum "Not too late" , o vídeo da música Sinkin' Soon, divertidíssima. Percebam a influência de Tom Waits no deboche do trumpete...

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Mais um dos bons


Michelangelo Antonioni:
29 de setembro de 1912 - 30 de julho de 2007

Mais um dos bons que se foi. E no mesmo dia de Bergman.
Isso me faz pensar em quem será o próximo e me faz lembrar que em pouco tempo não sobrará ninguém. Dos bons.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Bergman

Ingmar Bergman:
14 de julho de 1918 - 30 de julho de 2007.


Seria redundante e pareceria lugar comum dizer que hoje o cinema perdeu um grande homem.
Digamos que o mundo ficou um pouco menos melancólico.
E isso não é tão bom quanto parece...

quinta-feira, 26 de julho de 2007

O homem provisório

Foi só reclamar que apareceu coisa boa por aqui.
Anteontem presenciei teatro de primeira aqui no Sesc. Coisa que não acontecia há um bom tempo. Ali´s, coisa rara.
Cacá Carvalho dirigiu a peça O homem provisório. Texto baseado em Guimarães Rosa, Grande sertão; veredas, não deixou a desejar. O cenário era impecável, todo dividido em grandes cortinas trasnlúcidas estampadas com a caatinga nordestina.
As iluminação sempre muito bem representada ajudava a situar a localidade e dar aquele ar agreste ao palco.
A interpretação - diria mais interjeição - dos atores é memorável. Diadorim e Riobaldo.
Máscaras perfeitamente confeccionadas se confudiam às cabeças dos atores, ora parecendo atuar tão bem quanto os mesmos.
O grupo permaneceu 1 mês no sertão do Cariri fazendo - eu diria na linguagem de historiador - trabalho de campo. E valeu a pena, sem dúvida.

domingo, 22 de julho de 2007

Baú da memória, parte II - musicais da minha vida

Bob Fosse. Dirigiu, coreografou, cantou e atuou. Um artista completo. Só uma pequena mostra de sua obra:


Cabaret. 1972.
Não há muito o que falar. Na verdade é desnecessário dizer. Só assistindo para saber. Enfim, Bob Fosse e Lisa Minnelli...sem comentários.




The little prince. O pequeno príncipe. 1974.
O clássico livro (não tão) infantil ganhou versão musicada nas mãos de Fosse. Há quem não goste. Mas sou particularmente suspeita para falar, já que este foi meu livro de cabeceira quando criança e sou aficcionada por musicais.





All that jazz. 1979.

Bob Fosse é um gênio da coreografia. Pra quem curte dança, é um prato cheio e saboroso. Além de tudo a trilha sonora é fantástica. Aconselhadíssimo. (Meu preferido dentre os três).

sábado, 21 de julho de 2007

carência

Ultimamente o negócio tá pegando por aqui.
Tô carente de bons filmes. Adoro ir ao cinema e pela falta de conteúdo tudo que vejo são grandes blockbusters. Lamentável.
Teatro é outra coisa que aqui em Bauru não vinga. Há tempos - muito mesmo - não assisti algo de qualidade.
Bons shows também não tem rolado.
O que acontece nessa cidade?

terça-feira, 10 de julho de 2007

Trio Curupira

Música realmente de qualidade está cada vez pior de se encontrar por aí. Poucas são as chances de ver um bom show hoje em dia - pelo menos aqui em Bauru. Ontem houve uma excessão. Logo aqui perto, no Festival de Inverno de Jaú (40 km daqui) tive, vi e ouvi uma oportunidade de ouro: Trio Curupira. O nome inspirado no ente folclórico é uma analogia. Assim como o curupira salva a floresta da destruição do homem o Trio se propõe a salvar a identidade nacional da boa música. E digo sem pestanejar : os caras arrasam! Foram quase 2 horas de êxtase instrumental- musical.
Pra quem nunca ouviu falar vale a pena procurar saber.
Logo postarei um pequeno trecho do que consegui gravar do espetáculo.
Sim, espetáculo.

sábado, 7 de julho de 2007

Para hoje

Nem curto muito Oswaldo Montenegro, na verdade curto nada na música dele, com excessão de suas letras, sempre muito boas. O cara deveria ser poeta em vez de músico. Mas enfim. Taí uma letra que explica bem o que ando sentindo ultimamente.

A lista

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você já desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você


E ai, já fez sua lista?

sábado, 30 de junho de 2007

No baú da memória, parte I : comédia (ou coisa que o valha)

Dia desses revirando minha videoteca encontrei algumas pérolas do cinema não convencional. Me fez lembrar de uma época muito boa na vida (pelo menos no tratante a cinema). Aproveitem a dica. Mas quem quiser emprestado vai ter que tirar o videocassete do armário.

Eles matam nós limpamos. (Curdled). Reb Braddock. USA. 1996.

Humor negro americano de primeira (sim, isso era possível nos anos 90!). Nem todo emprego é o que parece ser...



Beautiful People. Jasmin Dizdar. Europa oriental. 1999.


As diferenças estão em voga: étnica, racial, enfim...quer entender mais sobre o conflito servio- croata - bósnio - etc? Divertido e verdadeiro ao extremo.




Luna Papa. Bakhtyar Khudojnazarov. Tadjquistão. 1999.


Lírico, fantástico, ótimo pra levantar o ânimo. Diferente de tudo que você já viu.


quarta-feira, 27 de junho de 2007

Tô tentando postar alguns vídeos aqui faz dias.
Até tenho registro no youtube e tal , mas não tá rolando.
Alguém sabe como mexer nessa piçiroca?

quinta-feira, 21 de junho de 2007

R$ 15,00

Foi ontem o tão (pouco) esperado show do Caetano e como eu esperava não surpreendeu em nada. O cara já foi o tal, mas hoje em dia , por mim, viveria do passado. Coisa triste, não? Pois é . o cara fez um disco novo baseado no rock - no problem - mas o que aconteceu como compositor dentro dele? Morreu, com certeza surdo pelas coisas que eram pronunciadas pelas letras das músicas. Uma lástima. Mas para minha felicidade, depois de mais de 2 horas em pé e espremida entre 2 mil pessoas o bis foi recheado daquelas velhas e boas canções, como Cajuína, You don´t know me e coisas do tipo. O meu comentário foi o seguinte: valeu os R$ 15,00 gastos e nada além.
Agora, se fosse o Chico, a história seria outra...

segunda-feira, 18 de junho de 2007

O ócio (des)criativo

Como disse, o tempo anda escasso.
O que me resta é um final de dia sendo dividido entre família, namorado, leitura, cinema e sono e obviamente apenas um destes ítens é beneficiado enquanto todo o resto padece. Mas a vida é assim mesmo. Quando menos se espera você se encontra tendo de passar 8 horas por dia com pessoas totalmente desconhecidas, fazendo algo que pouco te apetece e deixando pra trás aquela vida ociosa que tanto prezava. E eu adoro o ócio. Anyway, minha sorte é que pelo menos meus colegas de trabalho são divertidos e assim a gente vai levando , como diria Chico Buarque.
Agora descobri pra que serve o domingo. Mas continuo a acha-lo um dia muito chato.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

nada

Nada a declarar.
Só esperando ansiosamente pelo fim de semana (como nunca na vida) e por um show do Caetano na semana que vem.
E pela volta do frio.
E por bons filmes no cinema.
O resto é resto.

sempre

é
só eu sei
quanto amor
eu guardei
sem saber
que era só
pra você

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Blue Man Group


Esse trio é simplesmente fora do cabo, fora da órbita, fora da realidade uma loucura que virá apresentará 5 shows em São Paulo a Partir do dia 22 deste mês. Uma mistura de pop art, video art, rock´n´roll, batucada, enfim, só vendo pra sacar quel é.
A proposta dos caras é revolucionar, quebrar barreiras, unir as artes em orno do bom gosto de um show possivelmente inesquecível.
Ao que tudo indica a primeira menção feita ao Blue Man Group foi em quando em 1857 o pintor Jean-Françoise Millet resolveu pintá-los discretamente no canto de um de seus quadros bucólicos. A partir dai a referência se estendeu aos demais artistas, chegando até Van Gogh, Toulousse-Lautrec, Dali, Pollock entre outros. Uma loucura geral.
Pra entender mesmo só assistindo.
O título está linkado ao site.
Enjoy.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

frenética

Minha vida ultimamente anda num ritmo frenético.
E isso é bom.
Pleo menos por enquanto.
Me sinto viva. Bem viva.
viva...

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Filmes (até que enfim)

Factotum. Bent Hamer. 2005
Biografia do escritor beatnik C. Bukowiski. Sinceramente não é um filme muito interessante, mas quebra um galho para aqueles que não conhecem o autor. Mas ainda assim não passa nem perto de explicar sua obra e não é nem um décimo de suas histórias. aliás, quem é esse diretor?


The wind that shakes the barley - Ventos da Liberdade. Ken Loach. 2006
Ken Loach é conhecido por seus filmes políticos e denunciativos. Na maioria das vezes ele acerta. Na maioria não quer dizer todos. Este filme peca não pela história mas sim pela forma como ela é contada. O nascimento do IRA é uma argumento e tanto para um filme que deveria ser - e é - pra lá de sangento. Mas isso se resumiria bem em menos de 2 horas. O filme se arrasta e compromete o conteúdo. Enfim, só para admiradores.