segunda-feira, 21 de junho de 2010

Li River Cruise, Guilin (9).JPG

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Forbiden City, Beijing (121).JPG

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Forbiden City, Beijing (47).JPG

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Perfect Day

Lou Reed e Cia, num vídeo promocional da Radio BBC.
Esqueça a propaganda e ouça a música. Lindíssima.



Espelho

O blog anda abandonadíssimo, eu sei.
Reflexo da dona...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Everyman

Com pouco tempo pra ler, mas muita vontade, tenho encontrado nos livros novamente um refúgio.
Comprei o livro "Homem Comum" ( Everyman), de Philip Roth.
Não é um clássico, talvez nem seja um grande livro. Mas devorei em poucos dias e me trouxe certo alívio ( e angústia ao mesmo tempo...). Porquê, acima de tudo, somos todos homens e mulheres comuns, apesar de tentar com todos nossos esforços mostrar o contrário, que somos diferente, agimos diferente ou que somos seres  excepcionais.
Mas no fim não passamos de pessoas comuns, que sofrem e fazem sofrer.
E morremos, assim, sem mais delongas, sem purpurina, sem grandes acontecimentos.

sábado, 15 de maio de 2010

Alô, alô, decadência!

Dificilmente acho algo bom aqui pelo cinema nacional. Mas as exceções acabam sempre aparecendo na forma de documentários. Eduardo Coutinho é meu preferido ( ainda não consegui ter acesso ao último - Jogo de cena), mas de vez em quando acabo descobrindo outras pérolas.

"Alô, alô, Teresinha" é um documentário sobre Chacrinha, aquela figura insólita e kitsch de nossa infância (anos 80), precursor dos programas de auditório que hoje preenchem nossos domingos de angústia e desespero. Mas no fim acaba sendo muito mais um documentário sobre a decadência natural que as celebridades sofrem ao cair no anonimato e ostracismo - no caso, as chacretes. Todas, com exceção de Rita Cadilac, levam hoje uma vida, digamos assim, um tanto quanto decadente.
Só assistindo pra entender.

Decadence avec sem elegance!

Alô, alô, Teresinha!

Nelson Hoineff
Brasil
2009 

ps: clique no título para ir ao site do filme.

O melhor dos últimos tempos

Não tenho tido grandes surpresas com o cinema durante esse ano. A expectativa de "Alice" acabou gerando uma certa ilusão quanto ao filme, decepcionante.
Mas me maravilhei ao assistir "Entre os muros da escola", um filme francês que retrata o cotidiano de uma escola na periferia de Paris. Ok, até aí parece tudo muito sentimental, não fosse pelo fato de que os próprios professores e alunos participaram do filme, interpretando seus próprios papeis.
É na figura do professor de francês, François, que se concentra a história: a dificuldade diária que é ensinar algo para cabeças dispersas e maldosas, além de ter a vida exposta (já que todo professor acaba se tornando uma pessoa "pública"...). Na França há que se enfrentar ainda o problema da imigração - ilegal na maioria das vezes - e o problema que isso gera dentro de uma sala de aula.


Excepcional para qualquer professor de qualquer área em qualquer país.

Entre les murs
Entre os muros da escola
Laurente Cantet
2008
França

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Down

Esse sim me traduz melhor hoje:

Up

Apesar de não estar exatamente no clima de uma música tão pra cima assim hoje, achei o clip demais :



A banda é Hold Your Horses. Cool

domingo, 2 de maio de 2010

Vida de professora

O legal de quando escolhi essa profissão é que....eu não escolhi!
Rsrsrsrs
Mas tá aí a prova cabal que nóis sofre, mas nóis si diverti!


E viva o dia do trabalho! (principalmente o feriado...)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

SHOWS, SHOWS

Alguns dos melhores shows do ano acontecem nesta semana.
Nas grandes capitais, lógico.

MOBY
Pepsi on Stage - Porto Alegre - 20/04
Curitiba - 21/04
Sampa - 23/04



NOUVELLE VAGUE
Clash Club - Sampa - 29/04
Rio de Janeiro - 30/04
Recife - 01/05

sábado, 17 de abril de 2010


Invictus
Clint Eastwood
2009


Um Eastwood é sempre um Eastwood.
Dispensa comentários.

Simonal

Simonal: ninguém sabe o duro que dei
Claudio Manoel
2009

Um dos melhores filmes brasileiros dos últimos tempos.
Pelo menos foge do politicamente correto.

Tired

I'm so tired, I haven't slept a wink,
I'm so tired, my mind is on the blink.
I wonder should I get up and fix myself a drink.
No, no, no.
I'm so tired I don't know what to do.
I'm so tired my mind is set on you.
I wonder should I call you but I know what you'd do.
You'd say I'm putting you on.
But it's no joke, it's doing me harm.
You know I can't sleep, I can't stop my brain
You know it's three weeks, I'm going insane.
You know I'd give you everything I've got
For a little peace of mind.
I'm so tired, I'm feeling so upset
Although I'm so tired I'll have another cigarette
And curse Sir Walter Raleigh.
He was such a stupid git.


Meu estado de espírito nesse momento, by Beatles

sábado, 10 de abril de 2010

Cenas de um casamento


Mais uma viagem-relâmpago para São Paulo.
Ir pra lá é sempre um misto de diversão e correria...
Uma pena não ter dado para encontrar os amigos de lá desta vez. Fica pra próxima.

Algumas cenas:


Figuraça na Estação da Luz.


Gordinhas da Pinacoteca


Os exageros do mercadão municipal.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Sessão "coisas que não gosto ( ou odeio)"


Odeio quando alguém fala comigo enquanto estou lendo o jornal.

Odeio quando me pegam no braço ( ou qualquer parte do corpo) ao falar comigo.

Odeio quando me chamam de "colega".

Sou chata e adoro galochas.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Itikiri Bakery


Sempre que venho a São Paulo não resisto a um passeio na Liberdade. Pra falar a verdade eu faço questão de vir sempre aos domimgo só por causa da feirinha que tem lá. Desta vez, além dos famosos bolinhos (Tako-Yaki) fui num lugar que já conhecia de passagem mas dessa vez resolvi ficar: Bakery Itiriki. É a padaria mais charmosa que já entrei no Brasil. Destaque para o self-service de doces e pães, além de vários tipos de sucos e bebidas especiais.
Puro luxo gastronômico.

sexta-feira, 19 de março de 2010

terça-feira, 9 de março de 2010

SENTIMENTO DO DIA

"Hospitais e cemitérios são lugares excepcionais para fazermos filosofia. Imediatamente, é reestabelecida, em minha alma, a consciência do punhado de pó que sou. A cada doença, o pó toma o lugar do corpo. Eis a agonia interna da alma se fazendo presente".

L. F. Pondé

sábado, 6 de março de 2010

In the air


Amor sem escalas

Up in the air

Jason Reitman

2009


Do mesmo diretor de "Juno", com a mesma graça mas um pouco mais de maturidade - ou sensibilidade - este é um dos mais gostosos filmes do ano.

A revista Bravo! do mês passado citou Amor sem Escalas como um filme de bons diálogos, ao lado de Casablanca e Quanto mais quente melhor. E , apesar de não chegar a ser um clássico (não acredito que chegará a ser um dia), é um filme com um roteiro muito bem escrito. Os diálogos são rápidos e deliciosos - daquele tipo que, depois que falamos besteira, pensamos: "Porquê não pensei numa resposta como essa?" ou ainda "Essa fala poderia ser minha". Real e direta.

Como alguém já disse, um filme de gente grande.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Ah, New York!



New York, I love You
Nova Iorque, eu te amo
Vários diretores
2009
Ah, Nova Iorque!

Nos mesmos moldes de "Paris, je t'aime" este é um filme composto por vários diretores, com várias histórias diferentes e todas, sem exceção, são lindas, lindas, lindas.
Como ultimamente tenho ido ao cinema apenas para me aborrercer (filmes desnecessários citar, como "Um olhar no Paraíso", afffff) esse foi um colírio, um refresco para a alma cinéfila.
O difenrencial deste filme com 'Paris, eu te amo" é que, invés de cada diretor fazer uma história fechada, com começo, meio e fim, aqui os diretores se uniram em várias histórias que se entrelaçam em uma única. Quase um "Magnólia" mas ainda assim diferente. Maravilhoso.

Ah, Nova Iorque! Ainda hei de te conhecer!
!

Livros, livros, livros


Parece que saí de um jejum literário.
Quando mais nova, na adolescência, costumava ler pilhas de livros por mês. Sim.
Eu tinha tempo.
Depois da faculdade as coisas nunca mais foram as mesmas...
Agora, estou na ativa de novo!

Últimas preciosidades:


Guia politicamente incorreto da hitória do Brasil
Leandro Narloch.
O livro tá dando o que falar (na lista dos mais vendidos), afinal, quando se trata de ser politicamente incorreto esse cara aí é mestre. O autor buscou, com base em fontes históricas, desmistificar uma boa parte de nossa história, como , por exemplo, que a esquerda "revolucionária" no Brasil foi uma resposta ao endurecimento da ditadura militar. Bullshit. Os esquerdológicos já se movimentavam bem antes do Golpe de 64. Entre essas e outras, Narloch imprime um certo tom sarrista e sarcástico. O livro é uma delícia, de cabo a rabo.



Do Pensamento no Deserto

Luiz Felipe Pondé.

O mais recente livro de ensaios de Pondé, englobando filosofia, teologia e literatura. Não nego: o livro é dificílimo. Há que se conhecer todo um vocabulário específico filosófico-teológico. Um outro Pondé se mostra aqui, mais acadêmico que nas colunas de segunda na Folha, mas não menos precioso. Aliás, livro obrigatório para os amantes de Dostoiévski e afins da filosofia.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Presentão

O ano letivo começou, então agora quase não me resta mais tempo para o blog ( e menos ainda para os filmes..aiai).
Então não tive tempo de falar sobre o livro do Tiago, de Portugal, meu grande amigo.
Tiago me enviou esse grande presente que por coincidência (ou não ) recebi no dia seguinte de meu aniversário.
"Máquinas sem rosto" é feito de poesia e se percebe claramente, entre uma linha e outra, a presença marcante que o Brasil deixou no autor. Eis um pedacinho:

Brasil do meu princípio...

I Parte

Há uma mesma palavra em todos os meus versos
Em tudo o que ele me ensinou, sem saber.
Quero encarar todas as experiências;
Comover-me no mastigar concreto de sua prosa
E Confundí-las nas matrizes do tempo de Rosa.
É nessa clandestina noite de exílio
Que surge essa canção suja a degolar,
Um Brasil imenso de nome - Gullar.


Valeu, Tiga! Também pretendo um dia visitar-te e escrever sobre o Tejo!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Vale a pena ver de novo

De alguns dias pra cá tenho revisto filmes. Na verdade sempre que posso assisto de novo aqueles que me marcaram.



O Senhor das Moscas
The Lord of the Flies
Harry Hook
1990

Remake cinematográfico do livro homônimo (1952) do escritor William Golding sobre a queda de um avião numa ilha deserta. Não fosse pelo fato de estar repleto de crianças de uma escola militar o filme seria banal.
A história expõe os instintos humanos na sua forma mais pura, sem verniz.
As crianças - todos meninos - logo se veem sem direção, sem comando e livres de qualquer ação de adultos ( o único adulto presente no avião, o piloto, sumira numa tempestade na ilha). Rapidamente um líder se levanta para comandar esse grupo e a disputa pelo comando da ilha começa.
O que era para ser um paraíso acaba por se tornar um pesadelo: os animaizinhos estão à solta e o que há de mais instintivo dentro do ser humano vêm à tona: o egocentrismo, a animalidade, a violência, o busca pelo poder.
Assisti a este filme muitos anos atrás e sempre quis revê-lo. Agora a vontade de ler o livro é maior ainda. O filme faz apenas uma citação para que se entenda que estão durante a Guerra Fria ( um dos meninos diz que tem medo de ser levado pelos russos e ser forçado a participar das Olimpíadas...rs). Mas pelo pouco que li sobre o livro, o grupo está fugindo de um ataque nuclear ocorrido na Inglaterra.
Um ótimo filme, sem dúvida alguma.






Antes do pôr-do-sol
Before sunset
Richard Linklater
2004



Um dos melhores filmes de Linklater.

Trata-se da continuação de outro filme de Linklater, chamado "Antes do amanhecer", com os mesmos dois únicos personagens, interpretados brilhantemente por Ethan Hawke e Julie Delpy. O casal que se conheceu num trem em Viena se reencontra em Paris 9 anos depois.

Os diálogos são lindos e fantásticos (marca registrada de Linklater) e a 1 hora e meia de filme passam quase despercebidas.

Ao logo do filme os personagens passeiam por Paris, mostrando as belezas da cidade como pano de fundo do reencontro. Lindo, lindo.

Não consigo nem mesmo classificar o filme como romance. Seria pouco para tanta beleza e espontaneidade. Destaque para a cena final: maravilhosa!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

27

Dia de aniversário é algo estranho.
As pessoas te ligam, olham pra você com uma cara de felicidade, com doçura e te desejam "parabéns" por ter nascido.
Não é algo realmente esquisito? Me agradecem por ter nascido!
Enfim, muito obrigada.

27 anos dizendo obrigada.

Eu, apagando a velinha poucos anos atrás (e o niver nem era meu...)

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Lobisomem


O Lobisomem

The Wolfman

Joe Johnston

2010


Histórias de terror são clássicas e sempre gostei.

Esta é a mais nova versão para as telas de um desses clássicos: Benicio Del Toro, depois de encarar "Che" vive agora um inimigo um pouco menos mortal: o próprio Lobisomem.

O diretor ("Jumanji") prezou pelo tom darkness (of course) no filme e não poupou sangue. Tudo como manda o figurino.

No mais, dispensa maiores explanações.

Herzog


Vício Frenético

Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans

Werner Herzog

2009


Estava com saudade de ver um filme de Herzog.

O último foi "O Sobrevivente", bom filme mas faltava algo de Herzog nele.

Confesso que o Herzog de "Kaspar Hauser" não consigo enxergar em nenhum outro filme.

Mas com esse aqui descobri uma nova veia de Herzog: o tino para o humor negro. Não, não esse humor negro a que estamos acostumados mas um humor ácido, delirante e até frenético.
O filme é uma refilmagem ( 1992, de Abel Ferrara, com Harvey Keitel) e trata da vida de um policial junkie que tira proveito de seu distintivo e arma para conseguir drogas nas noites de New Orleans pós-Katrina. Fantástica atuação de Nicolas Cage (ok, ele continua com aquela cara de bêbado de "Despedida em Las Vegas" e a mesma cara de peixe morto de "Cidade dos anjos") como personagem principal: o policial que consegue tirar vantagem de todos os traficantes do pedaço e ainda tem como namorada a mais bela das prostitutas: Eva Mendes.
Já Val Kilmer aparece no filme apenas pra dizer "oi".

Herzog mudou com o tempo, assim como o cinema mudou com as novas tecnologias (se bem que eu assistia a alguns curtas em São Paulo, mudos e em p&b que em nada perdiam para as animações de hoje em dia). Mas Herzog consegue ser múltiplo: é dramático, histórico, realista...a cada filme uma nova faceta é descoberta.

O cinema perderá um de seus grandes o dia que Herzog passar desta para a outra...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Gervásio Troche























Gervásio Troche é um dos melhores cartunistas argentinos do momento. Morou na França ainda pequeno e hoje está em Montevidéu. A Bravo! deste mês destacou o trabalho dele.
Lindo!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Os franceses...



Há tanto tempo que te amo
Il y a longtemps que je t'aime

Phillipe Claudel

2008


Os franceses são os reis da melancolia. E eu adoro filmes melancólicos.

Neste filme a personagem principal - Juliette - sofre ao se ver tendo que refazer uma vida que já havia esquecido: Juliette ficou 15 anos na prisão por assassinato. Ao sair de lá é recebida por sua irmã - Lea - uma jovem professora universitário de literatura, que não consegue se perdoar pelo abandono à irmã durante todos estes anos. Ao longo do filme percebe-se a delicadeza das conversas e dos sentimentos e a sutileza do diretor em manter em suspense até o final do filme os reais motivos desse crime.
Destaque para a citação a Dostoiévski numa cena em que Lea discute "Crime e Castigo" com seus alunos e o compara com a situação que está vivendo.