quarta-feira, 3 de março de 2010

Livros, livros, livros


Parece que saí de um jejum literário.
Quando mais nova, na adolescência, costumava ler pilhas de livros por mês. Sim.
Eu tinha tempo.
Depois da faculdade as coisas nunca mais foram as mesmas...
Agora, estou na ativa de novo!

Últimas preciosidades:


Guia politicamente incorreto da hitória do Brasil
Leandro Narloch.
O livro tá dando o que falar (na lista dos mais vendidos), afinal, quando se trata de ser politicamente incorreto esse cara aí é mestre. O autor buscou, com base em fontes históricas, desmistificar uma boa parte de nossa história, como , por exemplo, que a esquerda "revolucionária" no Brasil foi uma resposta ao endurecimento da ditadura militar. Bullshit. Os esquerdológicos já se movimentavam bem antes do Golpe de 64. Entre essas e outras, Narloch imprime um certo tom sarrista e sarcástico. O livro é uma delícia, de cabo a rabo.



Do Pensamento no Deserto

Luiz Felipe Pondé.

O mais recente livro de ensaios de Pondé, englobando filosofia, teologia e literatura. Não nego: o livro é dificílimo. Há que se conhecer todo um vocabulário específico filosófico-teológico. Um outro Pondé se mostra aqui, mais acadêmico que nas colunas de segunda na Folha, mas não menos precioso. Aliás, livro obrigatório para os amantes de Dostoiévski e afins da filosofia.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Presentão

O ano letivo começou, então agora quase não me resta mais tempo para o blog ( e menos ainda para os filmes..aiai).
Então não tive tempo de falar sobre o livro do Tiago, de Portugal, meu grande amigo.
Tiago me enviou esse grande presente que por coincidência (ou não ) recebi no dia seguinte de meu aniversário.
"Máquinas sem rosto" é feito de poesia e se percebe claramente, entre uma linha e outra, a presença marcante que o Brasil deixou no autor. Eis um pedacinho:

Brasil do meu princípio...

I Parte

Há uma mesma palavra em todos os meus versos
Em tudo o que ele me ensinou, sem saber.
Quero encarar todas as experiências;
Comover-me no mastigar concreto de sua prosa
E Confundí-las nas matrizes do tempo de Rosa.
É nessa clandestina noite de exílio
Que surge essa canção suja a degolar,
Um Brasil imenso de nome - Gullar.


Valeu, Tiga! Também pretendo um dia visitar-te e escrever sobre o Tejo!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Vale a pena ver de novo

De alguns dias pra cá tenho revisto filmes. Na verdade sempre que posso assisto de novo aqueles que me marcaram.



O Senhor das Moscas
The Lord of the Flies
Harry Hook
1990

Remake cinematográfico do livro homônimo (1952) do escritor William Golding sobre a queda de um avião numa ilha deserta. Não fosse pelo fato de estar repleto de crianças de uma escola militar o filme seria banal.
A história expõe os instintos humanos na sua forma mais pura, sem verniz.
As crianças - todos meninos - logo se veem sem direção, sem comando e livres de qualquer ação de adultos ( o único adulto presente no avião, o piloto, sumira numa tempestade na ilha). Rapidamente um líder se levanta para comandar esse grupo e a disputa pelo comando da ilha começa.
O que era para ser um paraíso acaba por se tornar um pesadelo: os animaizinhos estão à solta e o que há de mais instintivo dentro do ser humano vêm à tona: o egocentrismo, a animalidade, a violência, o busca pelo poder.
Assisti a este filme muitos anos atrás e sempre quis revê-lo. Agora a vontade de ler o livro é maior ainda. O filme faz apenas uma citação para que se entenda que estão durante a Guerra Fria ( um dos meninos diz que tem medo de ser levado pelos russos e ser forçado a participar das Olimpíadas...rs). Mas pelo pouco que li sobre o livro, o grupo está fugindo de um ataque nuclear ocorrido na Inglaterra.
Um ótimo filme, sem dúvida alguma.






Antes do pôr-do-sol
Before sunset
Richard Linklater
2004



Um dos melhores filmes de Linklater.

Trata-se da continuação de outro filme de Linklater, chamado "Antes do amanhecer", com os mesmos dois únicos personagens, interpretados brilhantemente por Ethan Hawke e Julie Delpy. O casal que se conheceu num trem em Viena se reencontra em Paris 9 anos depois.

Os diálogos são lindos e fantásticos (marca registrada de Linklater) e a 1 hora e meia de filme passam quase despercebidas.

Ao logo do filme os personagens passeiam por Paris, mostrando as belezas da cidade como pano de fundo do reencontro. Lindo, lindo.

Não consigo nem mesmo classificar o filme como romance. Seria pouco para tanta beleza e espontaneidade. Destaque para a cena final: maravilhosa!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

27

Dia de aniversário é algo estranho.
As pessoas te ligam, olham pra você com uma cara de felicidade, com doçura e te desejam "parabéns" por ter nascido.
Não é algo realmente esquisito? Me agradecem por ter nascido!
Enfim, muito obrigada.

27 anos dizendo obrigada.

Eu, apagando a velinha poucos anos atrás (e o niver nem era meu...)

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Lobisomem


O Lobisomem

The Wolfman

Joe Johnston

2010


Histórias de terror são clássicas e sempre gostei.

Esta é a mais nova versão para as telas de um desses clássicos: Benicio Del Toro, depois de encarar "Che" vive agora um inimigo um pouco menos mortal: o próprio Lobisomem.

O diretor ("Jumanji") prezou pelo tom darkness (of course) no filme e não poupou sangue. Tudo como manda o figurino.

No mais, dispensa maiores explanações.

Herzog


Vício Frenético

Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans

Werner Herzog

2009


Estava com saudade de ver um filme de Herzog.

O último foi "O Sobrevivente", bom filme mas faltava algo de Herzog nele.

Confesso que o Herzog de "Kaspar Hauser" não consigo enxergar em nenhum outro filme.

Mas com esse aqui descobri uma nova veia de Herzog: o tino para o humor negro. Não, não esse humor negro a que estamos acostumados mas um humor ácido, delirante e até frenético.
O filme é uma refilmagem ( 1992, de Abel Ferrara, com Harvey Keitel) e trata da vida de um policial junkie que tira proveito de seu distintivo e arma para conseguir drogas nas noites de New Orleans pós-Katrina. Fantástica atuação de Nicolas Cage (ok, ele continua com aquela cara de bêbado de "Despedida em Las Vegas" e a mesma cara de peixe morto de "Cidade dos anjos") como personagem principal: o policial que consegue tirar vantagem de todos os traficantes do pedaço e ainda tem como namorada a mais bela das prostitutas: Eva Mendes.
Já Val Kilmer aparece no filme apenas pra dizer "oi".

Herzog mudou com o tempo, assim como o cinema mudou com as novas tecnologias (se bem que eu assistia a alguns curtas em São Paulo, mudos e em p&b que em nada perdiam para as animações de hoje em dia). Mas Herzog consegue ser múltiplo: é dramático, histórico, realista...a cada filme uma nova faceta é descoberta.

O cinema perderá um de seus grandes o dia que Herzog passar desta para a outra...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Gervásio Troche























Gervásio Troche é um dos melhores cartunistas argentinos do momento. Morou na França ainda pequeno e hoje está em Montevidéu. A Bravo! deste mês destacou o trabalho dele.
Lindo!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Os franceses...



Há tanto tempo que te amo
Il y a longtemps que je t'aime

Phillipe Claudel

2008


Os franceses são os reis da melancolia. E eu adoro filmes melancólicos.

Neste filme a personagem principal - Juliette - sofre ao se ver tendo que refazer uma vida que já havia esquecido: Juliette ficou 15 anos na prisão por assassinato. Ao sair de lá é recebida por sua irmã - Lea - uma jovem professora universitário de literatura, que não consegue se perdoar pelo abandono à irmã durante todos estes anos. Ao longo do filme percebe-se a delicadeza das conversas e dos sentimentos e a sutileza do diretor em manter em suspense até o final do filme os reais motivos desse crime.
Destaque para a citação a Dostoiévski numa cena em que Lea discute "Crime e Castigo" com seus alunos e o compara com a situação que está vivendo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Time

David Bowie no auge de sua doidice, lindo, como Ziggy Stardust.

Figurinos impecáveis!

Time - He's waiting in the wings

He speaks of senseless things

His script is you and me boys

Time - He flexes like a whore

Falls wanking to the floor

His trick is you and me, boy

Time - In Quaaludes and red wine

Demanding Billy Dolls

And other friends of mine

Take your time

The sniper in the brain, regurgitating drain

Incestuous and vain, and many other last names

I look at my watch it say 9:25 and

I think "Oh God I'm still alive"

We should be on by now

You - are not a victim

You - just scream with boredom

You - are not evicting time

Chimes - Goddamn, you're looking old

You'll freeze and catch a cold'

Cause you've left your coat behind

Take your time

Breaking up is hard, but keeping dark is hatefulI had so many dreams,

I had so many breakthroughs

But you, my love, were kind, but love has left you dreamless

The door to dreams was closed.

Your park was real dreamless

Perhaps you're smiling now, smiling through this darkness

But all I had to give was the guilt for dreaming

We should be on by now

Yeah, time!

Lovely Julia!


Julie & Julia

Nora Ephron

2009


Julia Child foi uma das maiores e melhores cozinheiras dos EUA, assim como nossa querida e finada Ofélia aqui no Brasil. Julia Child era doce, simpática e muito bem humorada. Eu nunca tinha ouvido falar em Julia Child até ontem a noite, ao assistir Julie & Julia. A Julia do filme é interpretada por Meryl Streep (adoro) e consegue ser ricamente fiel à original.

Já a Julie que o filme se refere é Julie Powell, autora de um blog que virou livro, que virou filme, sobre Julia Child. Na verdade tudo surgiu de um desafio que Julie propôs a si mesma (!!!) que consistia em cozinhar as 524 receitas do livro "Dominando a Arte da Cozinha Francesa", de Julia Child, em 1 ano. Para tanto escrevia diariamente suas aventuras gastronômicas em um blog que acabou por virar o livro e depois este filme.

O filme é delicioso em todos os termos. Inevitável ficar com fome e babando durante a execução das receitas (tanto as de Julia como as de Julie). Meryl Streep está fantástica como sempre . A trilha sonora ajuda bastante e conta com uma versão lindíssima de "Time after Time".

Julie & Julia passa a fazer parte daquela minha velha lista de filmes para se comer.


Bon Appétit!


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Avatar Sucks

O filme Avatar tem dado o que falar. Para o bem e para o mal.
Eu particularmente odiei o filme, quis abandonar na metade, mas acabei ficando até o final. Clichê até o último frame, Avatar está sendo ovacionado e com certeza levará milhões de estatuetas neste domingo de Oscar.
Mas o que importa é que filmes de fantasia mexem com os desejos humanos. Eu mesma me vejo sempre em um filme do Almodóvar ou de Burton. O problema é não saber o limite entre aquilo que se deseja e aquilo que você realmente quer se tornar.
Está acontecendo um surto de "pandorismo"nos EUA onde as pessoas verdadeiramente querem morar em Pandora, já que a vida aqui já não é mais suportável.
Afinal, quem não quer ser alto, magro e ágil, voar num ser alado e conectar seu "rabinho" com a natureza?



Essa garota é só um dos exemplos de surto "Na'vi" por aí. No caso dela, como afirma, está solteira e procura seu próprio "sexy man".
Bem típico da nossa época: não se fala mais diretamente com as pessoas, mas diante de uma câmera, a coisa rola solta.

Está aberta a temporada de suicídio em massa.

Come, babe!


Survive Style 5 +

Gen Sekiguchi

2004

Japão


Ta aí uma dica pra quem curte filmes fantásticos.

Esse é um dos mais incríveis e loucos filmes que já assisti. Fugindo das roteiros sérios (mas não menos belos) e comuns japoneses, este filme mistura várias histórias diferentes que se unem em algum ponto da trama, à lá Magnólia. Com cores ultra vivas, faz uma mistura kubrickana com Matrix: a mulher que é morta por seu mardio e volta todas as vezes da morte para perseguí-lo, o pai de família que vira um pássaro num show de hipnose, a executiva da área de publicidade que tem ideias maluquíssimas para suas propagandas...enfim, histórias fantásticas que vão fazer desse um dos melhores filmes na minha lista.

Destaque para o único ocidental no filme, o inglês Vinnie Jones, um dos atores preferidos de Guy Ritchie.






Uma das melhores cenas!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

São, São Paulo, meu amor!

São Paulo, the lost city, the sin city.
J'adore!



O peregrino e o oásis de Ades - CowParade



Mimizinha e eu na pausa para uma boquinha - Boteco no centro




Vitral - Mosteiro São Bento

Isso sim é um mulherão! - vão livre do MASP


Bolinhos: até sonho com eles - Liberdade


Sorrisão de quem nunca viu tanta quinquilharia legal na frente - Eu, Zé e Lee na Liberdade

Cool Couple - Zé e Lee, eu e André - Liberdade.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Abandonnés


Este blog ficará temporariamente abandonado...

Estou indo para São Paulo à trabalho ( and just a little bit fun...).
Enjoy the silence!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Let's Rock!


Os Piratas do Rock
The Boat That Rocked
Richard Curtis
2009


Comédia deliciosa e divertidíssima, principalmente pra quem curte Rock'N'Roll.

Figuraças de Holywood como Bill Nighy e Philip Seimour Hoffman fazem a alegria do filme.

E a trilha é afinadíssima para os ouvidos mais atentos do rooooque.
E atenção: assista o filme até a enrtada dos créditos...vale a pena pela homenagem.

Mais que um abraço


Os Abraços Partidos
Los Abrazos Rotos
Pedro Almodóvar
2009


Persigo Almodóvar desde meus 9 anos, aproximadamente.

Foi amor à primeira vista, com "Ata-me!". Pudera não ser...não tinha como , eu já estava encantada.

Mas não foram todas as obras dele que me tiraram do chão. O Almodóvar de "Maus Hábitos" não é o mesmo do estonteante "Fale com Ela". Mas ainda assim, sempre existem as permanências.

Hoje assistindo à "Abraços Partidos" pude sentir uma ponta de cada faceta de Almodóvar. Conseguiu tirar os exageros apelativos dos primeiros filmes sem perder a graça e a beleza e continuar com os diálogo impecáveis e a trilha sonora dos últimos anos.

E o final, ah, o final...digno!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Caos Calmo


Caos Calmo
Antonello Grimaldi
2008


Nanni Moretti interpreta Pietro Paladini, o personagem principal que fica viúvo no mesmo dia em que salva a esposa de alguém de um afogamento. Em seguida se vê sozinho com a filha pequena para cuidar. Isso daria uma bela trama lacrimosa e infeliz. Mas não é o caso.

Caos Calmo reflete bem o seu enunciado. A turbulência da perda não reflete nem no marido nem na filha, que continuam sua vida normalmente, como se nada tivesse acontecido. Na verdade há mudanças sim: para melhor. Pietro acaba "acampando" num banco de jardim em frente à escola da filha, e é ali que sua vida fará mais sentido. Uma de suas ocupações é fazer listas mentais de coisas da vida: lugares que nunca mais quer ir, companhias aéreas que já voou, lugares que já morou...

Lindo.

Ps: atenção para a participação única e especial de Roman Polanski no papel de um personagem coadjuvante...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Let's Get Lost

Let's Get Lost
Bruce Weber
1988

Finalmente consegui este documentário!
Desde que me apaixonei por Chet Baker assisitir a este filme se tornou uma obsessão...
Este é um documentário feito para admiradores de Chet, sem dúvida. Nele o trumpetista aparece um ano antes de sua morte ( uma sexta-feira 13 de 1988), com então 57 anos e a aprência de 77.
Não apenas sua aprência estava desfigurada - lembrando que Chet foi um dos mais lindos músicos que já tocaram sobre a face da terra - mas o seu raciocínio também estava derretido pelos anos de speedyball (junção de cocaína e heroína). Lembra até um pouco o Ozzy ao falar e pensar.

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O filme toca em vários pontos da vida de Chet, contando não apenas com a presença do próprio como também de suas ex-mulheres, filhos, mãe, alguns músicos, produtores e o fotógrafo responsável por suas mais belas e famosas fotos (como esta daqui). Passagens polêmicas são abordadas, como o dia em que perdeu os dentes (as versões de Chet e de seus amigos não bate, fazendo juz à fama de Chet com um bom ator, que gostava de inventar histórias, principalmente em relação a sua própria vida...) e o dia em que foi preso em Lucca, na Itália.
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Certa hora do documentário Chet é questionado sobre seus filhos, respondendo como se estes fossem meros (des)conhecidos. Logo em seguida aparece a tomada feita com os filhos de Chet, já jovens, reclamando da ausência paterna.
Há também a cena com a mãe de Baker, que, ao ser questionada sobre se Chet a havia decepcionado como filho, responde secamente que sim mas que não deveriam entrar nesse assunto.

Chet enganou todas as suas mulheres, traiu seus pais, amigos e produtores, gastava todo seu cachê em drogas e quase morreu de overdose várias vezes.
Chet Baker foi um canalha. Mas que maravilhoso canalha!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Ah, j'adore les français!

A Bela Junie
La Belle Personne
Christophe Honoré
2008


Amo os francesese por filmes como este. Apesar de não ser alegre e em tons vibrantes, revela o outro lado do cinema francês : o da melancolia. Os francese são mestres exatamente nessas duas coisas: riso e melancolia.
Belle Personne é um destes filmes em que não se consegue desgrudar os olhos da tela, sempre esperando o próximo passo, a próxima fala, o próximo ato. Simples e forte.
Retrata a história de Junie, uma linda e triste garota que se muda para uma escola em Paris, despertando paixões. Além dos estudantes, um professor em especial ( o lindíssimo e estonteante Louis Garrel, de "Os Sonhadores") acaba por se perder pela garota.
Entre um clima e outro, se espera que o inevitável aconteça.
Mas será que acontece?

Belíssimo. E a trilha...nem se fala.

Ps: Já é o segundo filme desta semana que trata do assunto professor/aluno. O interessante é perceber como cada filme tratou diferentemente o tema e deu o final que achou merecedor de cada qual...



Tempos que Mudam
Les temps qui changent
Andre Techine
2004





Junte num mesmo filme dois ícones do cinema francês e verá um bom filme. Ou não.


Este não é um dos clássicos franceses, normalmente cheio de cores ou de tiradas de humor negro, mas um filme simples e bonito (talvez até menos do que devesse ser).
Depardieu e Deneuve infelizmente não formam um casal apaixonante - mas talvez esteja aí a beleza do filme. Depardieu foge dos papéis que normalmente faz (sempre cheio de vida e ágil) para encarnar um personagem quase frio, mas que busca um amor vivido há anos.


O bom do filme é a locação: o Tânger, no Marrocos - estreito entre a Europa e a África (a cidade lendária de W. Burroughs). Aborda levemente o contexto da imigração ilegal e do islamismo.


E o tempo, será que muda alguma coisa?

sábado, 16 de janeiro de 2010

Muppets





O clássico do rrrrrrrrrrrock reinventado!
Muppets, mais velho que minha vó...e tão legal quanto ela!

Moy Moy Palaboy




As melhores dublagens do youtube!
Dois filipinos hilários e as músicas mais pops da história...

Dá-lhe Guy Ritchie!


Sherlock Holmes
Guy Ritchie
2009
Sou fã de Guy Ritchie. "Snatch", "Revolver", "RocknRolla", "Jogos, Trapaças e dois canos fumegantes"...não consigo nem escolher o melhor dentre estes.
Todos os filmes são ágeis, com uma ótima trilha sonora e bons atores. Em cada um desses poderia destacar uma particularidade.
Mas em "Sherlock" ele conseguiu transformar um personagem clássico num outsider. Downey Jr. está irreconhecível como Holmes (pelo menos para mim este é o papel mais diferentão dele dos últimos tempos) e Jude Law continua très magnifique!
Fantástico!
E é claro, com este filme conseguirá abarcar uma parcela maior da população nos cinemas, não só o pessoal "b" ou "cult" que o segue fielmente...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O sertanejo


O Fim e o Princípio
Eduardo Coutinho
2005
Eu amo documentários. Assisto dos mais variados temas e estilos. E um dos meus diretores preferidos é Coutinho. Ele já fez obras-primas como "Edifício Master" e "Santo Forte". Ainda não vi o aclamadao "Cabra Marcado pra Morrer", mas já está na lista...
Com este aqui Coutinho viaja até o sertão da Paraíba, no vilarejo de Araças, onde monta um documentário praticamente sem roteiro. Quer apenas conversar com os sertanejos locais e ver no que dá. Muito bom. O único problema é que como já não é fácil entender o português "nordestino", quando se trata de velhinhos então...fica quase impossível . Ainda assim vale a pena ver e rever o filme caso se não entenda os diálogos.
E fecha com chave de ouro, quando volta ao local, 1 ano depois para uma exibição pública do filme. Lindo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Paisà


Paisà
Roberto Rossellini
1946
Um dos clássicos do neorrealismo italiano, que junto com "Roma, cidade aberta" e "Alemanha, ano zero" marca a trilogia de guerra de Rossellini.
Confesso que não sou uma amante do neorrealismo, pelo menos não neste formato de Rossellini (prefiro De Sica). Mas não deixa de ser um filme obrigatório para quem gosta de cinema.
Paisà narra 6 diferentes histórias no período de ocupação alemã na Itália e a libertação com os americanos. Em cada história uma nova perspectiva da Segunda Guerra. Cada históra sempre contada por vozes de homens comuns, como preza o neorrealismo.

Bafon


Só para complementar o bafon de Boris sobre a "felicidade dos lixeiros".
But, eu ainda gosto de você, Boris.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A vida como ela é


Notas sobre um escândalo
Notes on a scandal
Richard Eyre
2006


Só pela junção de Judi Dench e Cate Blanchett já valeria assistir ao filme. Mas além disso, este reserva uma história dramática que poderia envolver a qualquer um de nós.

Uma professora que se envolve com seu aluno e uma outra professora, solteirona, que se aproveita da situação da descoberta do escândalo.
Nunca se espera um bom final numa história dessas...

domingo, 10 de janeiro de 2010

Tarantino e Warhol



Geração Punk
The Blank Generation
Ulli Lommel
1979

Confesso que peguei o filme só para ver Andy Warhol - que faz apenas uma ponta (mas ainda assim é Warhol em pessoa!). Tirando isso, a história não vale a pena: é fraca e sinceramente não reflete a "geração punk" (digo isso baseada nos relatos de "Mate-me, por favor").
MAS tem-se ainda as imagens de NY City e do finado CBGB, o mais badalado inferninho punk de New York.
Ah sim, e ainda a performance de Richard Hell no papel principal. Um rostinho bonito numa calça apertada...






Death Proof
Quentin Tarantino
2007

Apesar deste filme ser de 2007 tive "acesso" a ele apenas agora. Na verdade ano passado (mas não conta mais).
Obra prima de Tarantino. As cenas de ação muuuito bem filmadas e a trilha (sempre a música...) formam aquilo que Tarantino não mostrou tanto em "Bastardos Inglórios" (apesar deste ter sido absolutamente um ótimo filme).
Por isso acredito que com Death Proof Tarantino voltou às origens da ação e música banhadas a sangue e belas mulheres!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Ah, os clássicos...

Quanto mais quente melhor
Some like it hot
Billy Wilder
1959

Muito divertido! Agora estou na fase de ver todos os clássicos que já deveria ter visto. Este é um dos melhores. Aliás, sempre que vejo um destes filmes dos anos 50, 60, algo dentro de mim me diz que o cinema nunca mais será tão bom quanto foi. A leveza, a diversão, a criatividade, a música...nada mais disso se iguala hoje em dia.
Por isso, uma dica: está triste? Veja um clássico dos anos 50, 60!
Está feliz? Veja um clássico dos anos 50, 60!

Felicidade




Esse videozinho da Feist representa bem meu estado de espírito agora!

Enjoy it!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

1 filme

O pequeno traidor
The little traitor
Lynn Roth
2007

Uma produção EUA - Israel sobre o romance de Amoz Oz , Uma Pantera no porão.
Nada de mais, um filme ingênuo onde o menino atua melhor que Alfred Molina, que fica em segundo plano.
A história é sobre o garoto que se aproxima de um general inglês durante a ocupação britânica em Israel, em 1947. A tentativa de criação de um Estado judeu fica de pano de fundo nessa história que serve apenas como entretenimento.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

1 por dia



Heima
2007
Dean DeBlois


Documentário sobre a turnê da banda Sigur Rós em sua terra natal, a Islândia (Iceland).


Heima significa "em casa" em islandês.
O documentário quase não tem entrevistas em si (a banda é famosa por não dar entrevistas e quase não aparecer na mídia) mas é recheado de belas imagens da Islândia e seu povo. Junte isso à música envolvente de Sigur Rós e terá um belo ( e calmo) filme.









O Pecado Mora ao Lado
Seven Years Itch
1955
Billy Wilder



Um clássico que eu ainda não tinha visto e acabei assistindo sem querer na Tv aberta.
Marilyn Monroe e sua saia esvoaçante, a cena mais conhecida do cinema. Lindo com um clássico deve ser.


Ps: A Bandeirantes sempre exibe ótimos filmes (legendados!!!) na madrugada de domingo pra segunda. Tá dada a dica.

domingo, 3 de janeiro de 2010

1 filme por dia!

É este meu propósito agora (durante as férias, lógico). Assistir a um filme por dia.
Por enquanto estou indo bem...Seguem os filmes destes dias:




A Teta Assustada
Claudia Llosa
Peru
2009


Filme em tom alegórico mas com imagens quase cruas sobre a dificuldade de uma jovem indígena peruana em encarar um mundo violento e cheio de infortúnios como este é.

A diretora já foi comparada com a argentina Lucrecia Martel (O Pântano) na levada do caráter lúdico de suas histórias.

Na verdade esperava mais deste filme que foi ovacionado em sua estréia em Berlim.

Mas posso destacar os belíssimos diálogos entre mãe e filha no início do filme, cantados em língua nativa . E só.

Adicionar imagem


Filadélfia
Jonathan Demme
1993


Este dispensa comentários...Assisti porquê tinha de ver.

Não achei grande coisa (o que foi na época em que foi lançado, com certeza). Mas tá aí um papel onde consegui não odiar o Tom Hanks. Rs.