quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Gervásio Troche























Gervásio Troche é um dos melhores cartunistas argentinos do momento. Morou na França ainda pequeno e hoje está em Montevidéu. A Bravo! deste mês destacou o trabalho dele.
Lindo!

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Os franceses...



Há tanto tempo que te amo
Il y a longtemps que je t'aime

Phillipe Claudel

2008


Os franceses são os reis da melancolia. E eu adoro filmes melancólicos.

Neste filme a personagem principal - Juliette - sofre ao se ver tendo que refazer uma vida que já havia esquecido: Juliette ficou 15 anos na prisão por assassinato. Ao sair de lá é recebida por sua irmã - Lea - uma jovem professora universitário de literatura, que não consegue se perdoar pelo abandono à irmã durante todos estes anos. Ao longo do filme percebe-se a delicadeza das conversas e dos sentimentos e a sutileza do diretor em manter em suspense até o final do filme os reais motivos desse crime.
Destaque para a citação a Dostoiévski numa cena em que Lea discute "Crime e Castigo" com seus alunos e o compara com a situação que está vivendo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Time

David Bowie no auge de sua doidice, lindo, como Ziggy Stardust.

Figurinos impecáveis!

Time - He's waiting in the wings

He speaks of senseless things

His script is you and me boys

Time - He flexes like a whore

Falls wanking to the floor

His trick is you and me, boy

Time - In Quaaludes and red wine

Demanding Billy Dolls

And other friends of mine

Take your time

The sniper in the brain, regurgitating drain

Incestuous and vain, and many other last names

I look at my watch it say 9:25 and

I think "Oh God I'm still alive"

We should be on by now

You - are not a victim

You - just scream with boredom

You - are not evicting time

Chimes - Goddamn, you're looking old

You'll freeze and catch a cold'

Cause you've left your coat behind

Take your time

Breaking up is hard, but keeping dark is hatefulI had so many dreams,

I had so many breakthroughs

But you, my love, were kind, but love has left you dreamless

The door to dreams was closed.

Your park was real dreamless

Perhaps you're smiling now, smiling through this darkness

But all I had to give was the guilt for dreaming

We should be on by now

Yeah, time!

Lovely Julia!


Julie & Julia

Nora Ephron

2009


Julia Child foi uma das maiores e melhores cozinheiras dos EUA, assim como nossa querida e finada Ofélia aqui no Brasil. Julia Child era doce, simpática e muito bem humorada. Eu nunca tinha ouvido falar em Julia Child até ontem a noite, ao assistir Julie & Julia. A Julia do filme é interpretada por Meryl Streep (adoro) e consegue ser ricamente fiel à original.

Já a Julie que o filme se refere é Julie Powell, autora de um blog que virou livro, que virou filme, sobre Julia Child. Na verdade tudo surgiu de um desafio que Julie propôs a si mesma (!!!) que consistia em cozinhar as 524 receitas do livro "Dominando a Arte da Cozinha Francesa", de Julia Child, em 1 ano. Para tanto escrevia diariamente suas aventuras gastronômicas em um blog que acabou por virar o livro e depois este filme.

O filme é delicioso em todos os termos. Inevitável ficar com fome e babando durante a execução das receitas (tanto as de Julia como as de Julie). Meryl Streep está fantástica como sempre . A trilha sonora ajuda bastante e conta com uma versão lindíssima de "Time after Time".

Julie & Julia passa a fazer parte daquela minha velha lista de filmes para se comer.


Bon Appétit!


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Avatar Sucks

O filme Avatar tem dado o que falar. Para o bem e para o mal.
Eu particularmente odiei o filme, quis abandonar na metade, mas acabei ficando até o final. Clichê até o último frame, Avatar está sendo ovacionado e com certeza levará milhões de estatuetas neste domingo de Oscar.
Mas o que importa é que filmes de fantasia mexem com os desejos humanos. Eu mesma me vejo sempre em um filme do Almodóvar ou de Burton. O problema é não saber o limite entre aquilo que se deseja e aquilo que você realmente quer se tornar.
Está acontecendo um surto de "pandorismo"nos EUA onde as pessoas verdadeiramente querem morar em Pandora, já que a vida aqui já não é mais suportável.
Afinal, quem não quer ser alto, magro e ágil, voar num ser alado e conectar seu "rabinho" com a natureza?



Essa garota é só um dos exemplos de surto "Na'vi" por aí. No caso dela, como afirma, está solteira e procura seu próprio "sexy man".
Bem típico da nossa época: não se fala mais diretamente com as pessoas, mas diante de uma câmera, a coisa rola solta.

Está aberta a temporada de suicídio em massa.

Come, babe!


Survive Style 5 +

Gen Sekiguchi

2004

Japão


Ta aí uma dica pra quem curte filmes fantásticos.

Esse é um dos mais incríveis e loucos filmes que já assisti. Fugindo das roteiros sérios (mas não menos belos) e comuns japoneses, este filme mistura várias histórias diferentes que se unem em algum ponto da trama, à lá Magnólia. Com cores ultra vivas, faz uma mistura kubrickana com Matrix: a mulher que é morta por seu mardio e volta todas as vezes da morte para perseguí-lo, o pai de família que vira um pássaro num show de hipnose, a executiva da área de publicidade que tem ideias maluquíssimas para suas propagandas...enfim, histórias fantásticas que vão fazer desse um dos melhores filmes na minha lista.

Destaque para o único ocidental no filme, o inglês Vinnie Jones, um dos atores preferidos de Guy Ritchie.






Uma das melhores cenas!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

São, São Paulo, meu amor!

São Paulo, the lost city, the sin city.
J'adore!



O peregrino e o oásis de Ades - CowParade



Mimizinha e eu na pausa para uma boquinha - Boteco no centro




Vitral - Mosteiro São Bento

Isso sim é um mulherão! - vão livre do MASP


Bolinhos: até sonho com eles - Liberdade


Sorrisão de quem nunca viu tanta quinquilharia legal na frente - Eu, Zé e Lee na Liberdade

Cool Couple - Zé e Lee, eu e André - Liberdade.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Abandonnés


Este blog ficará temporariamente abandonado...

Estou indo para São Paulo à trabalho ( and just a little bit fun...).
Enjoy the silence!

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Let's Rock!


Os Piratas do Rock
The Boat That Rocked
Richard Curtis
2009


Comédia deliciosa e divertidíssima, principalmente pra quem curte Rock'N'Roll.

Figuraças de Holywood como Bill Nighy e Philip Seimour Hoffman fazem a alegria do filme.

E a trilha é afinadíssima para os ouvidos mais atentos do rooooque.
E atenção: assista o filme até a enrtada dos créditos...vale a pena pela homenagem.

Mais que um abraço


Os Abraços Partidos
Los Abrazos Rotos
Pedro Almodóvar
2009


Persigo Almodóvar desde meus 9 anos, aproximadamente.

Foi amor à primeira vista, com "Ata-me!". Pudera não ser...não tinha como , eu já estava encantada.

Mas não foram todas as obras dele que me tiraram do chão. O Almodóvar de "Maus Hábitos" não é o mesmo do estonteante "Fale com Ela". Mas ainda assim, sempre existem as permanências.

Hoje assistindo à "Abraços Partidos" pude sentir uma ponta de cada faceta de Almodóvar. Conseguiu tirar os exageros apelativos dos primeiros filmes sem perder a graça e a beleza e continuar com os diálogo impecáveis e a trilha sonora dos últimos anos.

E o final, ah, o final...digno!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Caos Calmo


Caos Calmo
Antonello Grimaldi
2008


Nanni Moretti interpreta Pietro Paladini, o personagem principal que fica viúvo no mesmo dia em que salva a esposa de alguém de um afogamento. Em seguida se vê sozinho com a filha pequena para cuidar. Isso daria uma bela trama lacrimosa e infeliz. Mas não é o caso.

Caos Calmo reflete bem o seu enunciado. A turbulência da perda não reflete nem no marido nem na filha, que continuam sua vida normalmente, como se nada tivesse acontecido. Na verdade há mudanças sim: para melhor. Pietro acaba "acampando" num banco de jardim em frente à escola da filha, e é ali que sua vida fará mais sentido. Uma de suas ocupações é fazer listas mentais de coisas da vida: lugares que nunca mais quer ir, companhias aéreas que já voou, lugares que já morou...

Lindo.

Ps: atenção para a participação única e especial de Roman Polanski no papel de um personagem coadjuvante...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Let's Get Lost

Let's Get Lost
Bruce Weber
1988

Finalmente consegui este documentário!
Desde que me apaixonei por Chet Baker assisitir a este filme se tornou uma obsessão...
Este é um documentário feito para admiradores de Chet, sem dúvida. Nele o trumpetista aparece um ano antes de sua morte ( uma sexta-feira 13 de 1988), com então 57 anos e a aprência de 77.
Não apenas sua aprência estava desfigurada - lembrando que Chet foi um dos mais lindos músicos que já tocaram sobre a face da terra - mas o seu raciocínio também estava derretido pelos anos de speedyball (junção de cocaína e heroína). Lembra até um pouco o Ozzy ao falar e pensar.

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O filme toca em vários pontos da vida de Chet, contando não apenas com a presença do próprio como também de suas ex-mulheres, filhos, mãe, alguns músicos, produtores e o fotógrafo responsável por suas mais belas e famosas fotos (como esta daqui). Passagens polêmicas são abordadas, como o dia em que perdeu os dentes (as versões de Chet e de seus amigos não bate, fazendo juz à fama de Chet com um bom ator, que gostava de inventar histórias, principalmente em relação a sua própria vida...) e o dia em que foi preso em Lucca, na Itália.
*****
Certa hora do documentário Chet é questionado sobre seus filhos, respondendo como se estes fossem meros (des)conhecidos. Logo em seguida aparece a tomada feita com os filhos de Chet, já jovens, reclamando da ausência paterna.
Há também a cena com a mãe de Baker, que, ao ser questionada sobre se Chet a havia decepcionado como filho, responde secamente que sim mas que não deveriam entrar nesse assunto.

Chet enganou todas as suas mulheres, traiu seus pais, amigos e produtores, gastava todo seu cachê em drogas e quase morreu de overdose várias vezes.
Chet Baker foi um canalha. Mas que maravilhoso canalha!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Ah, j'adore les français!

A Bela Junie
La Belle Personne
Christophe Honoré
2008


Amo os francesese por filmes como este. Apesar de não ser alegre e em tons vibrantes, revela o outro lado do cinema francês : o da melancolia. Os francese são mestres exatamente nessas duas coisas: riso e melancolia.
Belle Personne é um destes filmes em que não se consegue desgrudar os olhos da tela, sempre esperando o próximo passo, a próxima fala, o próximo ato. Simples e forte.
Retrata a história de Junie, uma linda e triste garota que se muda para uma escola em Paris, despertando paixões. Além dos estudantes, um professor em especial ( o lindíssimo e estonteante Louis Garrel, de "Os Sonhadores") acaba por se perder pela garota.
Entre um clima e outro, se espera que o inevitável aconteça.
Mas será que acontece?

Belíssimo. E a trilha...nem se fala.

Ps: Já é o segundo filme desta semana que trata do assunto professor/aluno. O interessante é perceber como cada filme tratou diferentemente o tema e deu o final que achou merecedor de cada qual...



Tempos que Mudam
Les temps qui changent
Andre Techine
2004





Junte num mesmo filme dois ícones do cinema francês e verá um bom filme. Ou não.


Este não é um dos clássicos franceses, normalmente cheio de cores ou de tiradas de humor negro, mas um filme simples e bonito (talvez até menos do que devesse ser).
Depardieu e Deneuve infelizmente não formam um casal apaixonante - mas talvez esteja aí a beleza do filme. Depardieu foge dos papéis que normalmente faz (sempre cheio de vida e ágil) para encarnar um personagem quase frio, mas que busca um amor vivido há anos.


O bom do filme é a locação: o Tânger, no Marrocos - estreito entre a Europa e a África (a cidade lendária de W. Burroughs). Aborda levemente o contexto da imigração ilegal e do islamismo.


E o tempo, será que muda alguma coisa?

sábado, 16 de janeiro de 2010

Muppets





O clássico do rrrrrrrrrrrock reinventado!
Muppets, mais velho que minha vó...e tão legal quanto ela!

Moy Moy Palaboy




As melhores dublagens do youtube!
Dois filipinos hilários e as músicas mais pops da história...

Dá-lhe Guy Ritchie!


Sherlock Holmes
Guy Ritchie
2009
Sou fã de Guy Ritchie. "Snatch", "Revolver", "RocknRolla", "Jogos, Trapaças e dois canos fumegantes"...não consigo nem escolher o melhor dentre estes.
Todos os filmes são ágeis, com uma ótima trilha sonora e bons atores. Em cada um desses poderia destacar uma particularidade.
Mas em "Sherlock" ele conseguiu transformar um personagem clássico num outsider. Downey Jr. está irreconhecível como Holmes (pelo menos para mim este é o papel mais diferentão dele dos últimos tempos) e Jude Law continua très magnifique!
Fantástico!
E é claro, com este filme conseguirá abarcar uma parcela maior da população nos cinemas, não só o pessoal "b" ou "cult" que o segue fielmente...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O sertanejo


O Fim e o Princípio
Eduardo Coutinho
2005
Eu amo documentários. Assisto dos mais variados temas e estilos. E um dos meus diretores preferidos é Coutinho. Ele já fez obras-primas como "Edifício Master" e "Santo Forte". Ainda não vi o aclamadao "Cabra Marcado pra Morrer", mas já está na lista...
Com este aqui Coutinho viaja até o sertão da Paraíba, no vilarejo de Araças, onde monta um documentário praticamente sem roteiro. Quer apenas conversar com os sertanejos locais e ver no que dá. Muito bom. O único problema é que como já não é fácil entender o português "nordestino", quando se trata de velhinhos então...fica quase impossível . Ainda assim vale a pena ver e rever o filme caso se não entenda os diálogos.
E fecha com chave de ouro, quando volta ao local, 1 ano depois para uma exibição pública do filme. Lindo.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Paisà


Paisà
Roberto Rossellini
1946
Um dos clássicos do neorrealismo italiano, que junto com "Roma, cidade aberta" e "Alemanha, ano zero" marca a trilogia de guerra de Rossellini.
Confesso que não sou uma amante do neorrealismo, pelo menos não neste formato de Rossellini (prefiro De Sica). Mas não deixa de ser um filme obrigatório para quem gosta de cinema.
Paisà narra 6 diferentes histórias no período de ocupação alemã na Itália e a libertação com os americanos. Em cada história uma nova perspectiva da Segunda Guerra. Cada históra sempre contada por vozes de homens comuns, como preza o neorrealismo.

Bafon


Só para complementar o bafon de Boris sobre a "felicidade dos lixeiros".
But, eu ainda gosto de você, Boris.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

A vida como ela é


Notas sobre um escândalo
Notes on a scandal
Richard Eyre
2006


Só pela junção de Judi Dench e Cate Blanchett já valeria assistir ao filme. Mas além disso, este reserva uma história dramática que poderia envolver a qualquer um de nós.

Uma professora que se envolve com seu aluno e uma outra professora, solteirona, que se aproveita da situação da descoberta do escândalo.
Nunca se espera um bom final numa história dessas...

domingo, 10 de janeiro de 2010

Tarantino e Warhol



Geração Punk
The Blank Generation
Ulli Lommel
1979

Confesso que peguei o filme só para ver Andy Warhol - que faz apenas uma ponta (mas ainda assim é Warhol em pessoa!). Tirando isso, a história não vale a pena: é fraca e sinceramente não reflete a "geração punk" (digo isso baseada nos relatos de "Mate-me, por favor").
MAS tem-se ainda as imagens de NY City e do finado CBGB, o mais badalado inferninho punk de New York.
Ah sim, e ainda a performance de Richard Hell no papel principal. Um rostinho bonito numa calça apertada...






Death Proof
Quentin Tarantino
2007

Apesar deste filme ser de 2007 tive "acesso" a ele apenas agora. Na verdade ano passado (mas não conta mais).
Obra prima de Tarantino. As cenas de ação muuuito bem filmadas e a trilha (sempre a música...) formam aquilo que Tarantino não mostrou tanto em "Bastardos Inglórios" (apesar deste ter sido absolutamente um ótimo filme).
Por isso acredito que com Death Proof Tarantino voltou às origens da ação e música banhadas a sangue e belas mulheres!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Ah, os clássicos...

Quanto mais quente melhor
Some like it hot
Billy Wilder
1959

Muito divertido! Agora estou na fase de ver todos os clássicos que já deveria ter visto. Este é um dos melhores. Aliás, sempre que vejo um destes filmes dos anos 50, 60, algo dentro de mim me diz que o cinema nunca mais será tão bom quanto foi. A leveza, a diversão, a criatividade, a música...nada mais disso se iguala hoje em dia.
Por isso, uma dica: está triste? Veja um clássico dos anos 50, 60!
Está feliz? Veja um clássico dos anos 50, 60!

Felicidade




Esse videozinho da Feist representa bem meu estado de espírito agora!

Enjoy it!

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

1 filme

O pequeno traidor
The little traitor
Lynn Roth
2007

Uma produção EUA - Israel sobre o romance de Amoz Oz , Uma Pantera no porão.
Nada de mais, um filme ingênuo onde o menino atua melhor que Alfred Molina, que fica em segundo plano.
A história é sobre o garoto que se aproxima de um general inglês durante a ocupação britânica em Israel, em 1947. A tentativa de criação de um Estado judeu fica de pano de fundo nessa história que serve apenas como entretenimento.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

1 por dia



Heima
2007
Dean DeBlois


Documentário sobre a turnê da banda Sigur Rós em sua terra natal, a Islândia (Iceland).


Heima significa "em casa" em islandês.
O documentário quase não tem entrevistas em si (a banda é famosa por não dar entrevistas e quase não aparecer na mídia) mas é recheado de belas imagens da Islândia e seu povo. Junte isso à música envolvente de Sigur Rós e terá um belo ( e calmo) filme.









O Pecado Mora ao Lado
Seven Years Itch
1955
Billy Wilder



Um clássico que eu ainda não tinha visto e acabei assistindo sem querer na Tv aberta.
Marilyn Monroe e sua saia esvoaçante, a cena mais conhecida do cinema. Lindo com um clássico deve ser.


Ps: A Bandeirantes sempre exibe ótimos filmes (legendados!!!) na madrugada de domingo pra segunda. Tá dada a dica.

domingo, 3 de janeiro de 2010

1 filme por dia!

É este meu propósito agora (durante as férias, lógico). Assistir a um filme por dia.
Por enquanto estou indo bem...Seguem os filmes destes dias:




A Teta Assustada
Claudia Llosa
Peru
2009


Filme em tom alegórico mas com imagens quase cruas sobre a dificuldade de uma jovem indígena peruana em encarar um mundo violento e cheio de infortúnios como este é.

A diretora já foi comparada com a argentina Lucrecia Martel (O Pântano) na levada do caráter lúdico de suas histórias.

Na verdade esperava mais deste filme que foi ovacionado em sua estréia em Berlim.

Mas posso destacar os belíssimos diálogos entre mãe e filha no início do filme, cantados em língua nativa . E só.

Adicionar imagem


Filadélfia
Jonathan Demme
1993


Este dispensa comentários...Assisti porquê tinha de ver.

Não achei grande coisa (o que foi na época em que foi lançado, com certeza). Mas tá aí um papel onde consegui não odiar o Tom Hanks. Rs.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

E o que é a vida?

"Tomorrow, and tomorrow, and tomorrow
Creeps in this petty pace from day to day
To the last syllable of recorded time
And all our yesterdays have lighted fools
The way to dusty death.
Out, out, brief candle!
Life’s but a walking shadow, a poor player
That struts and frets his hour upon the stage,
And then is heard no more.
It is a tale
Told by an idiot, full of sound and fury,
Signifying nothing."

"Amanhã, e amanhã, e amanhã
Deslizam nesse pobre desenrolar de dia para dia
até a última sílaba do registro dos tempos
e todos os nossos ontens iluminaram para os tolos
o caminho até o pó da morte.
Apaga-te, apaga-te, breve vela!
A vida nada mais é que uma sombra que anda, um pobre ator
que se pavoneia e se agita durante sua hora no palco.
e depois nao é mais ouvido.
É uma história
contada por um idiota, cheia de som e fúria
Que nada significa."

Macbeth - Ato 5, cena 5.

Que este ano seja cheio de som e fúria!

sábado, 26 de dezembro de 2009

O novo elemento...



"Os animais eram imperfeitos,

compridos de rabo,

tristes de cabeça.

Pouco a pouco

foram secompondo,

fazendo-se paisagem,

adquirindo pintas, graça, vôo.

O gato, só o gato

apareceu completo

e orgulhoso:

nasceu completamente terminado,

anda sozinho

e sabe o que quer".

Pablo Neruda



"Somos os gatos por dentro. Os gatos que não podem andar sozinhos, e para nós há apenas um lugar".

William Burroughs

sábado, 12 de dezembro de 2009

Mary and Max

Mary and Max
Adam Elliot
2009

A melhor animação do ano. Mary é uma (triste) garotinha australiana de 8 anos que escolhe um nome aleatoriamente na lista telefônica norte-americana para escrever uma carta. Max é um velhote frequentador do "Gordinhos Anônimos" de Nova Iorque que recebe a cartinha inesperada de Mary perguntando como nascem os bebês na América ( já que na Austrália eles brotam do fundo dos copos de cerveja). Assim nasce uma amizade quase esquizofrênica entre Mary e Max - que mais pra frente se descobrirá detentor de uma doença mental que mudará os rumos da história. Uma delícia de filme, que foge do politicamente correto sem deixar de lado a sensibilidade e o humor.


Ps.: Atenção para a trilha sonora que conta até com Pink Martini!!!!
Pss.: Clique no título e vá para a página oficial interativa

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Desejo, Perigo


Desejo, Perigo
Se, jie
Ang Lee
2007
Gosto dos filmes de Ang Lee - pelo menos tenho gostado até agora. E este é um de seus melhores.
O filme se dá na China dos anos 40 ocupada pelos japoneses. Um grupo de jovens atores montam a resistência contra a ocupação japonesa e para isso se utilizam da sua melhor arma: a sedução do inimigo.
Poderia dizer que o pano de fundo da história de amor é a própria história da China, mas na verdade tudo se mistura, não sabendo mais se é por conta da vingança que se dá o desejo ou se o contrário.
Essa história promete desde o início um desfecho trágico mas enquanto isso não acontece, tem-se uma trama permeada de violentos conflitos e um erotismo à flor da pele.
Destaque para a cena onde os dois personagens principais - a atriz e o colaborador chinês - se encontram num prostíbulo voltado à clientela japonesa. A atriz se põe a cantar em chinês, para abafar o canto "desafinado" japonês das outras salas. Lindo.
Minha meta agora é aprender o Majongue, uma espécie de dominó que as mulheres do filme passam a maior parte do tempo jogando.

O caos reina


O Anticristo
Antichrist
Lars Von Trier
2009


Sem dúvida o filme mais polêmico de Lars Von Trier (Os idiotas, Dançando no Escuro, Dogville).

Não sabia o que esperar quando me dispús a assistí-lo, apesar de ter lido várias críticas e entrevistas. Extremamente chocante. Confesso que em algumas cenas cheguei a esconder o rosto entre as mãos - de medo.

A direção artística é absurda de linda. A cena inicial se compara a um filme "B" frânces. Em seguida chegam-se os diálogos longos - o filme é feito de apenas 2 personagens, ele e ela - para então passar ao clímax do terror. Sim, terror. O Horror.

"O caos reina" : esta frase que aparece ao longo do filme o define por completo.


O filme segundo o diretor:

"(...) tentei fazer um filme – nunca falei sobre isso antes e é difícil colocar em palavras – no qual eu tivesse que jogar a razão para longe por um momento."


E segundo Luiz Felipe Pondé:

"O Anticristo é um filme sobre o mal. Com o mal não se brinca, respeita-se.

Von Trier capta é a atmosfera que nosso casal mítico Adão e Eva experimentou após a queda. Não um jardim do Éden onde a natureza é essa criação romântica sem dor, mas uma escura câmara de terror, cheia de gemidos e solidão"


Quem tiver coragem, que assista.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Bortolotto


Acabei de ler no jornal de hoje sobre o acidente com Mário Bortolotto. Ele foi baleado durante um assalto no Espaço Parlapatões na Praça Roosevelt, em Sampa, junto com um amigo. Está internado em estado grave. Terrível.

Mário é um grande dramaturgo de Londrina mas vive em Sampa há um tempão. Em Londrina tive o prazer de ver diversas peças do cara, tanto com o grupo dele - Cemitério de Automóveis - quanto releituras de outros grupos. Mas a melhor de todas foi assistir ao monólogo "Kerouac", onde o próprio Mário encarnava o escritor beatnik. Fantástico.

Mas tá aí uma coisa realmente difícil de entender: assaltar teatro? O que os caras queriam? Roubar atores de teatro? E não estou aqui falando de peças globais onde correm rios de grana com personalidades carimbadas. Trata-se do Espaço Sátyros e Paralapatões, alguns dos melhores espaços criados para o teatro independente do Brasil! Inacreditável.

Se Mário Bortolotto se for, a Praça Roosevelt estará de luto e Londrina também.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Isso que é marketing pessoal...

Locutor de anúncios fúnebres em Nova Europa, a 317 km de São Paulo, um homem de 91 anos deixou gravado o anúncio da própria morte e o convite para o velório.No alto falante, em plena praça central da cidade, Nelson Fortunato repetiu o que fez a vida inteira.
Ele leu em voz alta: "Nota de falecimento. Estou anunciando o meu falecimento. Falecimento: Nelson Fortunato, vosso comunicador falante. Como foi gravado antes da minha morte, não tem a hora do enterro, mas é importante que todos saibam que eu morri."
A confirmação da morte ocorreu logo após a gravação do anúncio. O locutor oficial de anúncios fúnebres foi irreverente: deixou o próprio obituário prontinho. Funcionário público, vereador, era ele quem projetava os filmes nos três cinemas que a cidade teve. O velório ficou cheio.


Página do Jornal Hoje, no G1.

Demais. Inacreditável. Sensacional!

sábado, 7 de novembro de 2009

Minha vida de bas fond

Engraçada a forma como nos portamos diante dos ídolos. E quando digo ídolos falo das pessoas de carne e osso e não daqueles em pedra ou madeira - apesar de algumas vezes o comportamento ser o mesmo diante de ambos.
Mas é algo quase fora da realidade mesmo quando você se depara cara a cara com aquela pessoa que toca ou canta todos os dias no seu rádio, ops, mp3. Normalmente agimos (eu particularmente) como idiotas e passamos carão.
Só pra ilustrar, certa vez fui ao camarim de Arnaldo Antunes e não consegui dizer nada além de
- que bela pulseira está usando!
Bom, foi menos pior do que meu colega, que o indagou:
- quando vai voltar a tocar com o Titãs?
Outra bem engraçada foi com Antônio Abujamra. Uma das "histórias" que ele conta durante o show é de como as pessoas não tem noção na hora de pedir autógrafo e sempre chegam com pedacinhos de papel onde mal dá pra escrever o nome. Fim do show cheguei ao camarim e como não tinha nada a dizer - o que dizer a Abujamra? - pedi autógrafo num ... pedaço amassado e minúsculo do ingresso do show. Fiquem imaginando o que ele me disse!
O mais recente - desta semana - foi ao cumprimentar Walter Franco:
Estendo a mão a ele, que se levanta do assento do teatro para me cumprimentar:
- Grande Walter Franco, músico extraordinário da mpb...
(cara de indagação e quase fúria de Walter Franco)
- ...da parafernália música brasileira!
(cara de satisfação de Walter Franco)
Ufa!
Enfim, bas fond fazem parte dessa vida de tiete.

sábado, 17 de outubro de 2009

Para Ágatha


Acabo de perder minha gata, companheira de 17 anos.
A morte é algo estranho. Por mais que se diga, teorize e estude sobre o assunto, nunca será suficiente para reprimir o sentimento de perda. E por mais banal que seja a morte de um animal (bicho irracional composto por pêlos, garras e dentes) é exatamente aí que nos damos conta do quão ridiculamente frágeis nós somos.

Então me pego pensando no sofrimento gigante que é perder alguém (pessoa, normalmente racional, composta de pele, cérebro e coração, além de dentes e garras) mais querido que um gato. E me pego a pensar também que, assim como no gato, a eutanásia é possível em seres humanos em alguns lugares: findar o sofrimento dando cabo da vida. Coisa de gente moderna, europeia, como diria o filosófo.

Mas no fundo é tudo uma questão de egoísmo: o sofrimento que todos querem findar não é o da pessoa doente, velha, vegetal ou senil e sim daqueles que aqui ficam, tratando, cuidando, aqueles que já não suportam mais ter em suas vidas um fardo, um peso morto. Depois de desligados os tubos, tudo que vemos são cabeças balançando em consentimento afirmativo de que "foi melhor assim".

Que Deus nos perdoe.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Filmes, filmes...

Salve Geral
Brasil
Sérgio Resende
2009

O filme brasileiro que vai concorrer ao Oscar não é nem de longe um bom filme. A história - fato real - é impressionante mas o pior de tudo é lembrar que aquilo realmente aconteceu: os ataques simultâneos à delegacias de polícia e rebeliões em presídios, liderados pelo PCC, não só na cidade de São Paulo como no interior do Estado também. Mas a historieta de pano de fundo é lamentável: voltou-se a romantizar e esteriotipar a bandidagem. Serve como entretenimento. Pena que não convence totalmente.


9
Shane Acker
EUA

2009

A animação produzida por Tim Burton é perfeita. A história se passa num futuro destópico onde a máquina finalmente venceu o homem. 9 é um boneco feito de sobra de estopa, zíper e grandes obturadores de câmera como olhos, que recebe um toque de alma humana. 9 foi feito por um cientista que depois de 8 mal-sucedidas tentativas de ver o fim da guerra homem/máquina finalmente sucumbe ao criar o nono elemento. Daí o nome no Brasil de 9 - a salvação. A assinatura de Burton é perceptível no cenário soturno que o filme tem.



4 LUNI, 3 SAPTAMANI SI 2 ZILE

Christina Mungiu
Romênia
2007

Vencedor da Palma de Ouro em 2008, 4 meses, 3 semans e 2 dias retrata o obscuro mundo socialista na Romênia de 1987, onde uma jovem pede ajuda a sua colega de quarto na república feminina para fazer um aborto, obviamente ilegal. A personagem principal na verdade não é a grávida - Gabita - e sim sua colega, Otília. E através de seus olhos que enxergamos a Romênia despedaçada pelo socialismo agonizante no final dos anos 80. As ruas escuras e úmidas, a expressão sempre apreensiva das personagens, o clima de vazio e solidão imperam durante todo o longa metragem. Talvez o aborto seja apenas pano de fundo para retratar algo mais gritante: o que fazer com os problemas individuais num mundo onde só o coletivo impera?

O que todo mundo queria fazer mas só Tarantino conseguiu!


Metralhar Hitler. Foi isso que Tarantino fez. E tenho certeza que quase todos já pensaram em fazer. E o fez com o melhor estilo: metralhou Hitler por mãos judias! Melhor impossível...

Bastardos Inglórios é sem dúvida uma obra-prima. E Tarantino é sempre Tarantino: um banho de sangue, música da melhor que existe e diálogos inimagináveis. E o final muito mais glorioso que o esperado! Imperdível!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Ou não

Eu tenho várias frustrações. Todo mundo tem.
Já fiz de tudo um pouco: caratê, natação, pintura em tecido, violão, saxofone, ovo de Páscoa, escoteiros, dança do ventre...enfim, tudo o que gostaria de fazer.

E na verdade em poucas delas eu realmente encontrei prazer e satisfação. Com exceção do balé. Eu queria me tornar a próxima grande bailarina do Bolshoi!
O grande problema era a falta de jeito pra coisa...
Certa vez me disseram que somos um pouquinho de tudo aquilo que gostamos ou sonhamos. Então posso me considerar um pouco bailarina.

OU NÃO..!

(Saca a coordenação da garota! )

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A Cocanha nossa de cada dia

O imaginário popular não tem fim. Paraísos terrestres sempre foram ( e ainda são) formas de construir um mundo conforme nossos desejos.
Na Idade Média, por exemplo, tínhamos a Cocanha, terra onde o homem podia comer sem ter que trabalhar: do céu chovia queijo, as casas eram feitas de doce e o vinha nunca tinha fim. Normal, já na Idade Média a fome era um temor diário.
Depois veio o mito do Eldorado, onde toda a cidade é feita de ouro e as riquezas não tem fim. Sonho de todo colonizador.
Nesse vídeo temos mais um paraíso terrestre, onde as árvores dão cigarro, a cerveja não acaba nunca, os cahorros tem dentes de borracha e a polícia tem perna de pau!
A música já foi utilizada na trilha sonora do ótimo " E aí, meu irmão, cadê você?" .
Dá só uma olhada:

http://www.youtube.com/watch?v=JqowmHgxVJQ

Cada tem tem a Cocanha que deseja...

domingo, 13 de setembro de 2009

Últimos filmes

Brüno
Larry Charles
2009
Sacha Baron Cohen não se cansa de chocar de todas as formas possíveis e imagináveis neste filme. Brüno é o personagem austríaco gay que Cohen já interpretava há tempos em sua carreira, e que assim como Borat, ganhou versão para o cinema. Quem gostou de Borat (meu preferido, ainda) não vai se decepcionar com este. Como ele mesmo diz: Brüno, o austríaco mais famoso depois de Hitler!
E tirem as crianças da sala! Não é à toa que o filme teve classificação para maiores de 18 anos...


1984
Michael Redford
1984
Filme sobre a obra clássica de George Orwel sobre o mundo destópico onde reina o Big Brother, o olho que tudo vê. O mais impressionante é saber que o diretor realizou as filmagens exatamente no mês e ano em que o livro (de 1949) se passava. Sensacional.



Se beber, não case
The Hangover
2009
Todd Phillips
Uma das melhores comédias que vi sobre despedida de solteiro depois da minha preferida, Uma loucura de casamento (Very bad things). Beirando o non-sense o filme retrata o que deveria ser uma convencional despedida de solteiro em Las Vegas, que no fim passará longe do normal. Velhos clichês que cercam essas despedidas em Las Vegas foram completamente distorcidos, deixando o humor politicamente correto de lado e partindo para piadas mais ácidas. Demais.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Naked Lunch


Uma das poucas coisas que adoro nesse mundo pós-moderno cibernético é a fácil acessibilidade das coisas. Principlamente aos filmes. Hoje em dia não tenho mais necessidade alguma de esperar um bom filme chegar nas locadoras já que posso conseguí-lo através dos meios internéticos.

Outra forma é passear por uma dessas lojas de departamento. Essas onde você encontra de tudo um pouco: comida congelada, roupa de praia, casa de cachorro, samambaia, tampa de panela...e filmes! Eu sempre tenho a sorte de achar raridades. E hoje foi assim: Naked Lunch, de David Cronemberg à R$4.90.
O que mais posso querer da vida?

Agora sobre o filme: Naked Lunch, tradução pééééssima pro português (Mistérios e Paixões) é a história "infilmável" de William S. Burrough que só poderia se tornar possível pelas câmeras de David Cronenberg (eu também apostaria em David Lynch...). O filme baseado no livro é uma produção surrealista sobre um escritor frustrado que se torna exterminador de insetos para sobreviver. Isso até descobrir o quão alucinógino é o veneno que utiliza.

O filme é Cronenberg (A Mosca) do começo ao fim. Imagens impensáveis, cenas de embrulhar o estômago, mas ainda assim uma raridade sem comparações.

E tudo isso por apenas R$4, 90!

Melhor que isso, só R$ 1, 99!