segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Cine Trash




Fome Animal. Dead Alive (ou Braindead). 1992. Peter Jackson, Nova Zelândia.

Quer saber o resultado da junção de um filme de terror B (ok, isso foi um pleonasmo), mais de 5 galões de sangue falso despejados por segundo, um enredo absurdo e nitidamente hilário, canastrice teatral, uma tentativa (não tão perdida) de animação computadorizada e um cenário exótico como a Nova Zelândia? Eis o resultado. Fome Animal é um clássico do Cine Trash não convencional, só para fãs. Não há nada que tenha me desagradado nessa película, já que a proposta é exatamente esta: causar náusea e riso ao mesmo tempo. E quem diria, Peter Jackson...?!

Pra não dizer que não avisei: só para estômagos fortes. Em alguns países os ingressos de cinema foram vendidos juntamente com sacos para vômito.

sábado, 25 de agosto de 2007


Mais estranho que a ficção. Marc Foster. 2007.
O fiscal de imposto de renda Harold Crick tem a vida virada do avesso ao começar ouvir uma estranha voz feminina que narra cada movimento seu.
A temática deste filme é inusitada e deliciosa, colocando o ser humano como não só mais um protagonista de uma historiazinha, mas sim da história da vida. O diretor Marc Foster superou filmes anteriores, como A última ceia (do qual não entendo o porquê de tanto alarde) , Em busca da Terra do Nunca e Stay. Na verdade este filme agrada àqueles fãs de Quero ser John Malkovich, Brilho eterno de uma mente sem lembranças e Magnólia (meu preferido) - este último apenas pela particularidade do entrelaçamento de personagens e de histórias. Na verdade é tudo muito bem amarrado durante a trama e quanto ao enredo, nem se fale. Salvou minha tarde de sábado.

terça-feira, 21 de agosto de 2007

e tem mais música


E não parou por aí .
O final de semana ainda revelou algo inesperado: o show com Hamilton de Holanda e Yamandú Costa. A junção perfeita de bandolim e violão, algo indescretível.
Os dois músicos, sem atenção maior para um ou outro, são virtuoses de seus instrumentos. Agilidade, destreza e intimidade. É isso que rola num palco quando estes dois estão unidos.
Eu garanto.

Show!



Foi demais.
Sem palavras.
Ou melhor, muitas palavras pra descrever o que rolou no Teatro Municipal com a Banda Antiquário: música high quality , primeira classe, avant garde, sensibilidade à flor da pele, comprometimento com a beleza...
Parabéns a todos.

sábado, 11 de agosto de 2007

Jazz


Show Jazz à Brasileira
Banda Antiquário
Teatro Munipal de Bauru
Dias 15 e 16 Agosto
21 hs
Ingressos : R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia)
Participação: Banda Sindicato do Jazz
Telefone para contato:(14) 3011-4428 / 3235-1072




sábado, 4 de agosto de 2007

Norah Jones


Do álbum "Not too late" , o vídeo da música Sinkin' Soon, divertidíssima. Percebam a influência de Tom Waits no deboche do trumpete...

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Mais um dos bons


Michelangelo Antonioni:
29 de setembro de 1912 - 30 de julho de 2007

Mais um dos bons que se foi. E no mesmo dia de Bergman.
Isso me faz pensar em quem será o próximo e me faz lembrar que em pouco tempo não sobrará ninguém. Dos bons.

segunda-feira, 30 de julho de 2007

Bergman

Ingmar Bergman:
14 de julho de 1918 - 30 de julho de 2007.


Seria redundante e pareceria lugar comum dizer que hoje o cinema perdeu um grande homem.
Digamos que o mundo ficou um pouco menos melancólico.
E isso não é tão bom quanto parece...

quinta-feira, 26 de julho de 2007

O homem provisório

Foi só reclamar que apareceu coisa boa por aqui.
Anteontem presenciei teatro de primeira aqui no Sesc. Coisa que não acontecia há um bom tempo. Ali´s, coisa rara.
Cacá Carvalho dirigiu a peça O homem provisório. Texto baseado em Guimarães Rosa, Grande sertão; veredas, não deixou a desejar. O cenário era impecável, todo dividido em grandes cortinas trasnlúcidas estampadas com a caatinga nordestina.
As iluminação sempre muito bem representada ajudava a situar a localidade e dar aquele ar agreste ao palco.
A interpretação - diria mais interjeição - dos atores é memorável. Diadorim e Riobaldo.
Máscaras perfeitamente confeccionadas se confudiam às cabeças dos atores, ora parecendo atuar tão bem quanto os mesmos.
O grupo permaneceu 1 mês no sertão do Cariri fazendo - eu diria na linguagem de historiador - trabalho de campo. E valeu a pena, sem dúvida.

domingo, 22 de julho de 2007

Baú da memória, parte II - musicais da minha vida

Bob Fosse. Dirigiu, coreografou, cantou e atuou. Um artista completo. Só uma pequena mostra de sua obra:


Cabaret. 1972.
Não há muito o que falar. Na verdade é desnecessário dizer. Só assistindo para saber. Enfim, Bob Fosse e Lisa Minnelli...sem comentários.




The little prince. O pequeno príncipe. 1974.
O clássico livro (não tão) infantil ganhou versão musicada nas mãos de Fosse. Há quem não goste. Mas sou particularmente suspeita para falar, já que este foi meu livro de cabeceira quando criança e sou aficcionada por musicais.





All that jazz. 1979.

Bob Fosse é um gênio da coreografia. Pra quem curte dança, é um prato cheio e saboroso. Além de tudo a trilha sonora é fantástica. Aconselhadíssimo. (Meu preferido dentre os três).

sábado, 21 de julho de 2007

carência

Ultimamente o negócio tá pegando por aqui.
Tô carente de bons filmes. Adoro ir ao cinema e pela falta de conteúdo tudo que vejo são grandes blockbusters. Lamentável.
Teatro é outra coisa que aqui em Bauru não vinga. Há tempos - muito mesmo - não assisti algo de qualidade.
Bons shows também não tem rolado.
O que acontece nessa cidade?

terça-feira, 10 de julho de 2007

Trio Curupira

Música realmente de qualidade está cada vez pior de se encontrar por aí. Poucas são as chances de ver um bom show hoje em dia - pelo menos aqui em Bauru. Ontem houve uma excessão. Logo aqui perto, no Festival de Inverno de Jaú (40 km daqui) tive, vi e ouvi uma oportunidade de ouro: Trio Curupira. O nome inspirado no ente folclórico é uma analogia. Assim como o curupira salva a floresta da destruição do homem o Trio se propõe a salvar a identidade nacional da boa música. E digo sem pestanejar : os caras arrasam! Foram quase 2 horas de êxtase instrumental- musical.
Pra quem nunca ouviu falar vale a pena procurar saber.
Logo postarei um pequeno trecho do que consegui gravar do espetáculo.
Sim, espetáculo.

sábado, 7 de julho de 2007

Para hoje

Nem curto muito Oswaldo Montenegro, na verdade curto nada na música dele, com excessão de suas letras, sempre muito boas. O cara deveria ser poeta em vez de músico. Mas enfim. Taí uma letra que explica bem o que ando sentindo ultimamente.

A lista

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você já desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora
Hoje é do jeito que achou que seria?
Quantos amigos você jogou fora
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas mentiras você condenava
Quantas você teve que cometer
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você
Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você


E ai, já fez sua lista?

sábado, 30 de junho de 2007

No baú da memória, parte I : comédia (ou coisa que o valha)

Dia desses revirando minha videoteca encontrei algumas pérolas do cinema não convencional. Me fez lembrar de uma época muito boa na vida (pelo menos no tratante a cinema). Aproveitem a dica. Mas quem quiser emprestado vai ter que tirar o videocassete do armário.

Eles matam nós limpamos. (Curdled). Reb Braddock. USA. 1996.

Humor negro americano de primeira (sim, isso era possível nos anos 90!). Nem todo emprego é o que parece ser...



Beautiful People. Jasmin Dizdar. Europa oriental. 1999.


As diferenças estão em voga: étnica, racial, enfim...quer entender mais sobre o conflito servio- croata - bósnio - etc? Divertido e verdadeiro ao extremo.




Luna Papa. Bakhtyar Khudojnazarov. Tadjquistão. 1999.


Lírico, fantástico, ótimo pra levantar o ânimo. Diferente de tudo que você já viu.


quarta-feira, 27 de junho de 2007

Tô tentando postar alguns vídeos aqui faz dias.
Até tenho registro no youtube e tal , mas não tá rolando.
Alguém sabe como mexer nessa piçiroca?

quinta-feira, 21 de junho de 2007

R$ 15,00

Foi ontem o tão (pouco) esperado show do Caetano e como eu esperava não surpreendeu em nada. O cara já foi o tal, mas hoje em dia , por mim, viveria do passado. Coisa triste, não? Pois é . o cara fez um disco novo baseado no rock - no problem - mas o que aconteceu como compositor dentro dele? Morreu, com certeza surdo pelas coisas que eram pronunciadas pelas letras das músicas. Uma lástima. Mas para minha felicidade, depois de mais de 2 horas em pé e espremida entre 2 mil pessoas o bis foi recheado daquelas velhas e boas canções, como Cajuína, You don´t know me e coisas do tipo. O meu comentário foi o seguinte: valeu os R$ 15,00 gastos e nada além.
Agora, se fosse o Chico, a história seria outra...

segunda-feira, 18 de junho de 2007

O ócio (des)criativo

Como disse, o tempo anda escasso.
O que me resta é um final de dia sendo dividido entre família, namorado, leitura, cinema e sono e obviamente apenas um destes ítens é beneficiado enquanto todo o resto padece. Mas a vida é assim mesmo. Quando menos se espera você se encontra tendo de passar 8 horas por dia com pessoas totalmente desconhecidas, fazendo algo que pouco te apetece e deixando pra trás aquela vida ociosa que tanto prezava. E eu adoro o ócio. Anyway, minha sorte é que pelo menos meus colegas de trabalho são divertidos e assim a gente vai levando , como diria Chico Buarque.
Agora descobri pra que serve o domingo. Mas continuo a acha-lo um dia muito chato.

quarta-feira, 13 de junho de 2007

nada

Nada a declarar.
Só esperando ansiosamente pelo fim de semana (como nunca na vida) e por um show do Caetano na semana que vem.
E pela volta do frio.
E por bons filmes no cinema.
O resto é resto.

sempre

é
só eu sei
quanto amor
eu guardei
sem saber
que era só
pra você

quinta-feira, 7 de junho de 2007

Blue Man Group


Esse trio é simplesmente fora do cabo, fora da órbita, fora da realidade uma loucura que virá apresentará 5 shows em São Paulo a Partir do dia 22 deste mês. Uma mistura de pop art, video art, rock´n´roll, batucada, enfim, só vendo pra sacar quel é.
A proposta dos caras é revolucionar, quebrar barreiras, unir as artes em orno do bom gosto de um show possivelmente inesquecível.
Ao que tudo indica a primeira menção feita ao Blue Man Group foi em quando em 1857 o pintor Jean-Françoise Millet resolveu pintá-los discretamente no canto de um de seus quadros bucólicos. A partir dai a referência se estendeu aos demais artistas, chegando até Van Gogh, Toulousse-Lautrec, Dali, Pollock entre outros. Uma loucura geral.
Pra entender mesmo só assistindo.
O título está linkado ao site.
Enjoy.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

frenética

Minha vida ultimamente anda num ritmo frenético.
E isso é bom.
Pleo menos por enquanto.
Me sinto viva. Bem viva.
viva...

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Filmes (até que enfim)

Factotum. Bent Hamer. 2005
Biografia do escritor beatnik C. Bukowiski. Sinceramente não é um filme muito interessante, mas quebra um galho para aqueles que não conhecem o autor. Mas ainda assim não passa nem perto de explicar sua obra e não é nem um décimo de suas histórias. aliás, quem é esse diretor?


The wind that shakes the barley - Ventos da Liberdade. Ken Loach. 2006
Ken Loach é conhecido por seus filmes políticos e denunciativos. Na maioria das vezes ele acerta. Na maioria não quer dizer todos. Este filme peca não pela história mas sim pela forma como ela é contada. O nascimento do IRA é uma argumento e tanto para um filme que deveria ser - e é - pra lá de sangento. Mas isso se resumiria bem em menos de 2 horas. O filme se arrasta e compromete o conteúdo. Enfim, só para admiradores.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Virada Cultural

E nesta correria toda da novidade nem consegui acompanhar como deveria a Virada Cultural que aconteceu neste fim de semana. Apesar de não passar nem perto da verdadeira Virada Paulista, aqui em Bauru as opções eram muitas, pra todos os tipos. A única que consegui ver foi a apresentação do grupo XPTO com Lorca. Confesso que há anos já tinha visto este mesmo grupo e o achava bom. Mas este espetáculo apesar de diferente dos demais - por se tratar de um musical, com banda ao vivo e peripécias dos atores com o público - não me agradou tanto. A poesia de Lorca ficou espassada entre uma música e outra e não houve sincronicidade entre elas. Mas enfim, um espetáculo que no mínimo encheu os ouvidos (destaque para o trumpetista).

José


Novidades.
É engraçado como as coisas acontem como numa reação em cadeia. Minha vida era uma pasmaceria até a pouco e num único dia recebi a oferta de 2 empregos. Fiz minha opção quebra-galho enquanto espero por outra resposta.
Agora sou uma empregada da burocracia, mexo com papéis o dia todo numa sala cheia de arquivos, de nomes, de letras, de pessoas que talvez eu nunca vá conhecer na vida. Até que é divertido.
Tudo isso me fez lembrar da história de Todos os nomes , de José Saramago. Um tal José se perde entre os arquivos da Conservatória Geral do Registro Civil. Apenas um Fio de Ariadne o prende à realidade de fora deste labirinto de nomes. E ainda assim seu nome é o único que aparece durante a história toda.
Será que serei José algum dia?

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Cannes, ah, Cannes!

Começou ontem a comemoração dos 60 anos do Festival de Cannes. O maior festival de cinema do mundo. A abertura ficou por conta de "My Blueberry Night", de Wong Kar-Wai. E nós aqui do sertão do Hemisfério Sul ficamos à deriva, até que um bom coração se prontifique a trazer a exibição do filme para nosso fim de mundo.
Outras preciosidades que concorrem à Palma de Ouro:

AUF deR ANdeREN SEITE(The Edge Of Heaven)- Fatih Akin
UNE VIEILLE MAÎTRESSE- Catherine Breillat
NO COUNTRY FOR OLD MEN- Joel & Ethan Coen
ZODIAC- David Fincher
WE OWN THE NIGHT- James Gray
LES CHANSONS D’AMOUR- Christophe Honoré
MOGARI NO MORI(The Mourning Forest)- Naomi Kawase
SOOM (Breath)- Kim Ki-duk
PROMISE ME THIS- Emir Kusturica
SECRET SUNSHINE- Lee Chang-dong
4 LUNI,3 SAPTAMINI SI 2 ZILE(4 Months,3 Weeks And 2 Days)-Cristian Mungiu
TEHILIM- Raphaël Nadjari
STELLET LICHT (Silent Light)- Carlos Reygadas
PERSEPOLIS- Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud
LE SCAPHANDRE ET LE PAPILLON- Julian Schnabel
IMPORT EXPORT- Ulrich Seidl
ALEXANDRA- Alexander Sokurov
DEATH PROOF- Quentin Tarantino
THE MAN FROM LONDON- Béla Tarr
PARANOID PARK- Gus Van Sant
IZGNANIE (The Banishment)- Andreï Zviaguintsev

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Toy art

TOY ART

Kids out!
Só para adultos.


Joe Ledbetter’s Fire Cat
Kidrobot´s Dunny

Best Toy Line


Uglydolls




Little Wonderer



Camille Rose Garcia´s Girls


Kidrobot´s Dunny


domingo, 6 de maio de 2007

Virando-se (me)



Perdi a Virada Cultural em Sampa.


É nessas horas - e em todas as outras - que desejo morar lá.


Aqui em Bauru vai rolar uma tentativa de Virada lá pelo fim do mês. Veremos.


Enquanto isso...vou me virando por aqui.


sexta-feira, 4 de maio de 2007

Ozéas Duarte

ANTES ARTE
DO QUE TARDE
Grafiti de Ozéas Duarte. 2007.
Clique no título para ir para o site.

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Elsa & Fred

Elsa & Fred. Marcos Carnevale. Argentina. 2005.

Hoje em dia quase não se vêm filmes como esse. Não só pela essência e argumento - a favor da vida - mas também pela temática em si : a velhice. Transposta de uma forma belíssima se transforma num elogio à vida e ao cinema. Sim ao cinema, afinal reproduz uma das cenas mais belas do cinema, aquela famosa de La Dolce Vita, quando a estonteante Anita Ekberg brinca na Fontana di Trevi com um gato e Marcello Mastroianni. Resumindo, é um filme que provavelmente desagradará a poucos - se não a ninguém. E nesse ponto a Argentina está a anos-luz à frente do cinema brasileiro.

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Pink Panther

Um tiro no escuro 1964

A Pantera-cor-de-rosa ataca novamente 1976


O retorno da Pantera-cor-de-rosa 1975


A vingança da Pantera-cor-de-rosa 1978



A Pantera-cor-de-rosa 1963


Peter Sellers é um ator genial. E um dos destaques de seu trabalho é como o inesquecível inspetor Jacques Clouseau, imortalizado pelos filmes da Pantera Cor-de-Rosa. Comédia pastelão mas sem beirar o ridículo que encontramos normalmente hoje em dia. Nem me atrevi a assistir a refilmagem de Pantera com Steve Martin. Nada contra o cara mas Clouseau é inimitável e só existe na pela de Peter Sellers. Pra quem curte rir sozinho. Uma delícia essa coleção. Ah, claro, e a trilha original inconfundível de Mancini.


quarta-feira, 25 de abril de 2007

Prêt-à-porter 9

Jú Galdino à esquerda, em prêt-à-porter de long, long time ago.

Ontem teve Prêt-à-porter 9 no Sesc aqui em Bauru. Não é sempre que temos oportunidade de ver coisas boas como esse trabalho do Antunes Filho. Lembro-me da primeira vez que me deparei com o teatro do CPT, foi também com Prêt-à-porter, há uns 7 anos atrás. Na época, eu ainda no colegial, fiquei estarrecida com as cenas ali interpretadas. Nós, o público, quase que dentro da cena de tão próximo aos atores. Essa relação tão intimista que o teatro do Antunes proporciona é única. Foi de tamanha impressão que me causou aquele espetáculo que jamais esqueci o rosto dos atores. Na verdade de uma atriz em especial, que ano passado tive a felicidade de conhecer: Juliana Galdino. Fantástica atriz. E acima de tudo imbatível no pôquer.

No espetáculo de ontem já não tive o mesmo sentimento. Não pelos atores - ainda muito bons (mas infelizmente sem Ju Galdino). Nem pelas histórias - cenas do cotidiano sempre in. Quem mudou mesmo fui eu. Depois de conviver anos a fio com atores, diretores, cenógrafos e toda patota de teatro londrinense confesso que é difícil me impressionar no teatro. Apesar de continuar gostando do estilo inconfundível de Antunes e saber que é bom , não me emociona mais. Mas , enfim, está recomendadíssimo. Afinal, assim como aconteceu comigo anos atrás creio que alguém saiu de teatro ontem a pensar nas cenas da vida.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Los

Abre os teus armários, eu estou a te esperar
Para ver deitar o sol sobre os teus braços, castos
Cobre a culpa vã, até amanhã eu vou ficar
E fazer do teu sorriso um abrigo
Canta que é no canto que eu vou chegar
Canta o teu encanto que é pra me encantar
Canta para mim, qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais
Mais vale o meu pranto que esse canto em solidão
Nessa espera o mundo gira em linhas tortas
Abre essa janela, a primavera quer entrar
Pra fazer da nossa voz uma só nota
Canto que é de canto que eu vou chegar
Canto e toco um tanto que é pra te encantar
Canto para mim qualquer coisa assim sobre você
Que explique a minha paz
Tristeza nunca mais

(casa pré-fabricada)

sábado, 14 de abril de 2007

Mostra Internacional de Cinema na Cultura

Sou fã de carteirinha da Mostra Internacional de Cinema na Cultura. Desde meus 15 anos assisto sempre que posso e é cinema de primeira linha garantido. A melhor alternativa pra quem não mora em Sampa e não pode acompanhar de perto a Mostra que acontece todos os anos. A Rede Cultura exibe todas as semanas filmes da Mostra através da análise de Leon Cakoff, o melhor crítico de cinema do Brasil na minha mísera opinião.
Essa semana foi exibido Ararat (link), filme do diretor canadense Atom Egoyan, descendente de armênios, que decediu retratar um dos piores e nunca retratados genocídios da história: em 1915 os turcos exterminaram milhares de armênios de um vilarejo chamado Van e até hoje não assumem a culpa pelo genocídio.
Além de retratar a história desse genocídio, o filme é extraordinário tambem pelo entrelaçamento das histórias, num mix de realidade e ficção, tendo como pano de fundo um filme (dentro do filme) sobre a vida do pintor armênio Young Gorky, um dos poucos a escapar do genocídio de 1915. Nesse meio também há abertura para discussões sobre o que é verdade e mito, como a história oficial retratou o caso e como isso ainda afeta a vida cotidiana de muitos. A miscigenação, a imigração, os conflitos étinicos pela busca de poder e território que o filme aborda em tudo faz relembrar uma guerra que já estava iminente aos olhos do ocidente: o medo do outro, do diferente.


Ararat. Atom Egoyan. 2001.

Cine trash

Snakes on a plane. Serpentes à bordo. David R. Ellis 2006.
Pra quem curte cine trash (como eu) é diversão pura. Fora o rebuliço que causou quando o filme vazou pela net antes da estréia, realmente não há nada de tão extraordinário assim. Dentro da categoria trash é o que há de melhor nos últimos anos, já que reúne tudo de mais podre que um filme desses pode ter: cenas (leia-se encenação) de sexo, sangue, pancadaria, bonecos de cobras, personagens clichês, diálogos clichês (com excessão de algumas falas de Samuel L. Jackson, que relembram de leve o seu personagem de Pulp Fiction, fantástico!), e claro, com sustos inesperados de pular na cadeira como todo triller deve fazer. Resumindo , um autêntico filme trash!

quinta-feira, 12 de abril de 2007


Scoop. Woody Allen. 2006. Inglaterra.

Depois de alguns anos de reclusão resolvi reatar com os filmes de Woody Allen e vejo que valeu a pena. Desde Match Point Allen mostrou uma outra face, daquela vez com um pseudo-drama e agora com o mesmo humor psicótico de antes mas sem tanta baboseira. Scoop é uma delícia.

Letter from Iwo Jima. (Cartas de Iwo Jima). Clint Eastwood. 2006. Japão.

A outra face da Segunda Guerra Mundial. O outro lado de "A conquista da Honra". Nada mal. Mas ainda assim é estranho ver um filme falado em japonês, com atores japoneses e com uma câmera nitidamente hollywoodiana. Alguma coisa não combina, algo está fora de sintonia. Se o diretor fosse japonês algumas cenas jamis existiriam, pelo menos não filmadas desta forma. Ainda assim o filme é bom, afinal, Clint Eastwood não é um qualquer e a forma como escolheu o ponto de vista - através de cartas de combatentes japoneses - é magnifíca.

segunda-feira, 9 de abril de 2007

O gosto literário de um verme (in memoriam)

Hoje remexendo em meus livros para limpá-los achei um verme - literalmente. Traça roedora de livros. Fiquei a perceber os livros que já tinha roído e percebi um grande gosto literário na pequena. Já havia consumido um pedacinho de cada página de Cem anos de Solidão, de Garcia Márquez e um pouco de Bestiário de Julio Cortázar. Logo notei uma certa obsessão por realismo fantástico. Mas o que me chamou a atenção mesmo foi quando achei a capa de Se um viajante numa noite de inverno, de Ítalo Calvino, quase que totalmente solta. Só podia ser um verme mesmo. Imagine. Mas o peguei em flagra quando, possivelmente cansado de tanta ficção fantástica, perfurava levemente a capa dura de Crítica da razão pura de Immanuel Kant. Verme rastejante. Antes fosse um Marx, empoeirado num canto escuro de minha estante. Ao menos não teve tempo de chegar à divisão de artes onde se encontra meu xodó bigráfico da Taschen de Salvador Dali ou à coleção quase completa das obras de Glauber Rocha. Maldito verme from hell. Morreu antes de poder digerir o que havia ingerido do finado Kant.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Carla Bruni


Mais uma francesinha de arrebatar. Diferente de Camille, Carla Bruni é quase um sussurro ao pé do ouvido. Voz doce e violão. Básico e lindo.

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Changes

Tenho andado sumida. E cansada. Finalmente consegui um emprego. Nada perto do que "sonhasse" ou nem próximo do que desejava para mim, mas como não estou em condição de negar nada, eis-me aqui, vendedora de boutique. Pode até representar um fetiche para algumas mulheres trabalhar em ambiente de roupas caras e coisas do tipo, mas não para mim. Então eis-me lá, sorriso no rosto, "bom dia", "bom tarde", "u-lá-lá". Resumindo, estou resgatando meu tão sonhado ganha-pão e é isso aí. Em consequência pouco tempo para escrever, para divagar e assistir filmes - mas disto não abro mão de forma nenhuma, nem que seja pra madrugar vendo filme.
Sem mais delongas, talvez este blog comece a ficar às moscas. Como diria um grande amigo, "coisa mais bela ou útil pra fazer". Ou talvez conte aqui algumas histórias engraçadas que possa ouvir nessa nova vida. Quem sabe? Só sei que tudo vai mudando aos poucos. E sempre pra melhor. Assim espero. Como diria meu amigo Bowie, "Changes, turn and face the strain, changes. Time may change me, But I cant trace time."